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01/12/2020 às 00h00min - Atualizada em 01/12/2020 às 00h00min

Coluna do Illya


@DinoDerrotado
Nem bem esfriaram as urnas, o governador Flávio Dino já foi à mídia nacional como arauto do bom senso para afirmar o óbvio. Que nenhum nome isolado será capaz de salvar a esquerda em 2022. Ao votar, o governador exibia na camisa Lula Livre (está preso, por acaso?) e durante boa parte da entrevista dada ao UOL e ao jornalista Leonardo Sakamoto, dedicou louvação ao ex-presidente. Segundo ele, não haverá projeto vitorioso de esquerda sem a participação de Lula e do PT. Eu aqui, lendo a entrevista e não me recordando de haver o governador cumprimentado Eduardo Braide pela vitória. Limpa, democrática. Flávio Dino é o grande derrotado das eleições. Talvez por isso, a busca por um outro palanque. Afinal, neste que ele montou, não se viu um grande estrategista a exemplo do ex-governador José Reinaldo Tavares, grande artífice da derrota e começo do fim do Sarneyismo e que levou à vitória do saudoso governador Jackson Lago. Aliás, é só um detalhe que o ex-governador foi também o responsável pelo bem sucedido início de FD na política, quando o ilustre desconhecido se elegeu deputado federal. Em 2016 o PCdoB elegeu 46 prefeitos, agora caiu abaixo da metade: só 22.

Não estranhem!
Se o até aqui, pule de 10 governista, o vice-governador Carlos Brandão deixar de ser. Flávio Dino atribuiu à disputa pela vaga do candidato a governador, a divisão que seu grupo viveu durante as eleições para prefeito de São Luís. Em 2022 o candidato ungido pelo Palácio dos Leões poderá ter outro nome. Para se ter uma ideia, a pesquisa IBOPE que acertou na mosca com a vitória de Eduardo Braide, também incluiu a avaliação de candidatos a governador. Nela, o senador Weverton Rocha (PDT) lidera com 21 por cento, seguido do também senador Roberto Rocha (PSDB) com 19,5 por cento. Pasmem! Carlos Brandão (Republicanos) tem 7,1 por cento, tecnicamente empatado com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) com 6,8. Imagina que o último nem disse que é candidato.    

Na maionese
Quem assistiu ao último debate entre a candidata derrotada à prefeitura de Porto Alegre, Manuela D’Ávila e o candidato vitorioso Sebastião Melo pensaria: O que o Maranhão tem a ver com isso? A certa altura, no afã de criticar o candidato do MDB ela exibiu que o partido dela, o PCdoB está no Maranhão consertando um estado que um ex-integrante do seu partido, José Sarney destruiu. 
 – Coitada! Nem Flávio Dino nos dias atuais, faz uma afirmação dessas.

Ele voltou
Conhecido nacionalmente pelo jeito folclórico de ser, o ex-tudo, de médico a senador, passando por governador do Piauí, Mão Santa foi eleito prefeito em seu berço eleitoral, Parnaíba.

Deu errado 
Depois de ter recebido uma boa votação disputando o Senado contra o senador Edson Lobão (eleito, à época, 2010) o professor Adonilson sofreu sua segunda derrota como candidato a vereador. A primeira foi em 2012, virou primeiro suplente e assumiu o mandato com a eleição do Prof. Marco Aurélio para deputado estadual. Agora, apesar de todo o apoio, foi apenas o segundo mais votado (957 votos) do seu partido (PCdoB), ficando atrás (1.047) do Prof. Davison.   

O Retrato
Uma foto do candidato Eduardo Braide com o presidente Jair Bolsonaro foi durante toda a campanha exaustivamente exibida como um se fosse um troféu negativo pelos adversários do agora prefeito eleito. Não bastasse toda a sorte de bombardeio sofrido, alguns analistas (que agora se viram no vácuo) achavam que o encontro retratado de um deputado com um presidente da República tirava voto.
Gozador de plantão perguntava depois de definido o resultado: onde será que os adversários vão agora, enfiar o retrato? 

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ILLYA NATHASJE

ILLYA NATHASJE

ILLYA Ulianov Buby NATHASJE é publicitário e Diretor Comercial de O PROGRESSO.

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