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09/01/2021 às 00h00min - Atualizada em 09/01/2021 às 00h00min

O TORCEDOR (1ª Edição)

   
“O torcedor é como o cachorro diante de um caminhão: Feroz, valente, mortífero! Ele late, late, corre, corre, se lasca, se dana se esfalfa, correndo atrás, pronto para uma desgraça. Mas quando o caminhão para, aí o cachorro nada mais tem o que fazer. Assim é o torcedor: Fala de veia estufada - ele discute, debate, mata e morre pelo que considera o “seu time”. Vai até aos jogos  e paga ingresso ainda que falte o “de comer” das crianças ou o dinheiro que a mulher pede para comprar o cheiro verde. Também fica de cara pro sol nas gerais. Mas quando o time perde ou cai para a segunda ou para terceira divisão ele – TORCEDOR – NADA MAIS TEM O QUE FAZER – qual o cachorro, correndo atrás do caminhão. E quando o caminhão para ele não tem mais o que fazer”. (Viegas)

Pretendo aqui, para este canal (sem prejuízo de levar a outro/s canal/is), - RÁDIO E JORNAL - SEM PREJUÍZO, TAMBÉM DAS MINHAS “CARTAS ABERTAS”), escrever uma “minissérie” de artigos sobre O TORCEDOR, à expectativa da fazer uma breve abreugrafia (era assim que se chamava o que hoje se chama RADIOGRAFIA),  sobre essa espécie bípede mamífero, carnívoro, perecível e “empinado” que habita a face da terra. Começo por mim. Eu era (era) um deles.

Eu tinha então onze (11) anos quando ingressei na PRIMEIRA SÉRIE GINASIAL na então Escola Técnica Federal, em São Luís-MA., (Depois CEFET, hoje IFMA),  Um sonho do roceiro senhor meu pai que ele sonhou não sei como nem sei de onde e que  se tornou uma REALIDADE para mim. Bênçãos e Graças que caíram do céu!  Na época, 510 candidatos no Exame de Admissão para 60 vagas Eu era um desacreditado. Ao final do certame estava entre os 60 aprovados. Foi o meu primeiro e grade vestibular!

Fiquei durante DEZ ANOS na MINHA ESCOLA FEDERAL. Concluí o Ginásio e o Curso Técnico, fui interno, fui da banda (corneteiro), tornei-me até seu funcionário (pequeno funcionário, escrevente, onde ingressei via de um exame seletivo com ênfase em DATILOGRAFIA), de onde saí numa tarde de fim de ano para ingressar noutro serviço público, por concurso público, já no dia seguinte. Deixar aquela MINHA ESCOLA foi uma dor  que doeu por muito tempo. Muito tempo!

A minha ESCOLA era um celeiro de craques. Celeiro mesmo! Craques de verdade!.  Muitos que ali descobertos seguiram para o esporte profissional, tais como Gojoba, Alípio, Ramalho, Chamorro, Alencar, Paneiro, Pezão, Edir, Janico e outros. Havia por lá diversas práticas e modalidades em esportes olímpicos, tais como: Futebol, futebol de salão (hoje futsal), vôlei, basquetebol e outros, tais como: lançamento de peso, lançamento de dardo, lançamento de disco,  este três últimos de menor atuação. Além de TENIS DE MESA (pingue-pongue), que era o meu preferido e... e... JOGO DE BOLA DE MEIA, uma prática assim um tanto marginal... porque à margem (à beira, fora das disputas convencionais). De resto não jogava nada, nada. Nem tinha oportunidade/s em nada, nada.

Aliás que me sinto ao dever de corrigir a verdade: Na ESCOLA, certa feita fui escalado para um jogo de futebol – futebol de adultos. Era manhã.  Era um campo molhado do orvalho noturno. E, nas alturas, lá vem a bola, lá vem a bola molhada e pesada  e então eu... meti a cabeça... dei uma cabeçada! Foi a minha única e grande jogada em todos os tempos: Contraí uma dor de cabeça que durou tantos anos e mais anos. Nunca esqueci.

Também, nas férias, no interior e eu estudante da capital, tinha vaga assegurada. E eu lá! Lá vem a bola, lá vem a bola aí eu me enroscava nas própria pernas, chutava a bola  e... caía! De sorte assim que CAIR, viver caindo, fazia parte do meu jogo. E que jogo!!!

Além de um pingue-pongue fraco e uma “partida de bola de meia”, nunca joguei absolutamente nada; contudo eu era um “TORCEDOR FANÁTICO”, APAIXONADO, “morto-macaco” PELA MINHA ESCOLA MAIS-QUE-VENCEDORA EM ABSOLU-TAMENTE TUDO (onde, na escolaridade, fiquei por nove anos) sendo que, ao sair da MINHA ESCOLA, tornei-me uma OVELHA DESGARRADA, um bezerro desmamado no curral do mundo, sem torcida.

E então, ao sair da ESCOLA aos vinte anos, perdi o meu SANGUE-TORCEDOR, a minha ALMA DE TORCEDOR. O meu espírito de torcedor.  E NUNCA MAIS (nunca mais, nunca mais) nem torci nem mais torço nem por ninguém nem por mais nada.  Perdi até hoje o meu encanto-torcedor. E insisto: não torço por mais ninguém, nem por mais nada.

Contudo e apesar de tudo, era Deus, o Senhor Meu DEUS escrevendo CERTO POR LINHAS TORTAS EM MINHA VIDA – episódio/s que narrarei depois, em “O TORCEDOR – 2ª edição. Quem viver verá. E Deus proverá. Me aguardem. E então o ping-pong” terá o seu lugar em minha vida. E dirá o que afinal veio fazer em minha vida. Me aguardem.
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(Escrevi este tema a propósito de uma grupelho de chatos de um Grupo Fechado de WhastsAap que quando é Flamengo, Vasco ou Fluminense  (pela ordem), nos dias seguintes haja chatice, “enxame”, falácia, zueira e perturbação qual o CACHORRO que você vê no texto, lá em cima)
                                
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CLEMENTE VIEGAS

CLEMENTE VIEGAS

O Doutor CLEMENTE VIEGAS e advogado, jornalista, cronista e contesta o social.

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