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29/08/2020 às 00h00min - Atualizada em 29/08/2020 às 00h00min

UNHA ENCRAVADA

O vocativo usado dá a entender como se fosse um acinte e, realmente, não É.
É a sensação que se tem de um prédio histórico com aspecto de abandono.
A sua entrada, servindo de acomodação e dormitório para usuários de drogas e tanto outros desocupados; fazendo dali seu ponto de referência.
Quando digo – unha encravada – para mostrar a falta de respeito desapreço que as autoridades do município e estado têm pelas letras e cultura da cidade.
Faz lembrar a lenda do ‘Monte das Oliveiras” com o ressoar da passagem do profeta Zacarias com a futura localização da batalha final entre Messias e Judeus… biblicamente indefinida o pé de vento.
Assim, são os prefeitos, deputados, vereadores, governantes e outros das mesmas espécies, em se comprometerem de fazer a revitalização para dar-lhe nova roupagem àquela Casa de cunho Literário e Linguístico da cidade… não sabendo quando chegará ao limite da incógnita.
Prometem como sem falta e falta como sem dúvida… como diz o dito popular.
E para corporificar o comentário: quantos membros da AIL passaram pela vida pública, como pai de governador, vice- governador e de prefeito, deputados, vereadores, secretários e não mostraram força política para transformar aquele prédio onde tem conteúdos e biografias, num ambiente mais decente e digno de valor patrimonial que tem sabedoria, erudição.
E mais além. Ali onde se difunde a importância da língua para a cultura da cidade, tão carente e empobrecida de ferramentas que dê mistura, mais ainda, quanto ao conceito da arte, a partir da percepção, emoções e ideias.
Todavia, aquele imóvel público considerado valioso para o povo e sociedade imperatrizense, tendo funcionado o primeiro fórum de justiça, prefeitura, secretaria de educação, junta militar e tantos outros organismos para o bem comum da cidade.
Cadê a coparticipação?
Os gestores municipais sinalizam tudo que as indústrias desejam e é facilitado, principalmente, mas, além dos empregos e a contribuição do ISS, não existe mais dever e nem aceno para o bem-estar social e, tão pouco, é cobrado pelos nossos representantes.
A mesma coisa é com a rede bancária oficial e privada, só ganha, e no final de ano festejam o tamanho da lucratividade, sem deixar sequer sua contribuição para dinamizar a educação cultura e a arte da cidade-sede.
Seria o caminho e o meio em que os hábitos costumes e valores de uma comunidade são transferidos de uma geração para geração seguinte.
Mas qual papel que a empresa pode desempenhar na sociedade?
Para finalizar:em razão da função social que exercem, as organizações são chamadas a contribuir com a qualidade de vida e o bem-estar social e da comunidade, como parceiros e semeando a semente do saber e do progresso –como contrapartida.
Mas o engano trás o desconforto de tanto esperar. E a melhor saída é seguir em frente...
Com certeza que neste ano, os políticos vão apresentar para os letrados e a sociedade a “maquete elayout” da Academia pronta e concluída... ´
... É época própria para colher caçoada!
Vamos esperar acontecer...tchau!

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BANDEIRA NETO

BANDEIRA NETO

Nelson BANDEIRA NETO é cronista e funcionário do SESI-Serviço Social da Indústria

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