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29/04/2022 às 22h22min - Atualizada em 29/04/2022 às 22h22min

População e despachantes estão revoltados com Detran-TO por falta de emissão de documentos

Órgão não faz transferências e emplacamentos há quase um mês

Da Assessoria
Proprietários de veículos novos não estão conseguindo fazer emplacamento - Foto: Divulgação
 
Proprietários de veículos e despachantes estão revoltados com o Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran), pois não conseguem fazer transferência de propriedade ou emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) há cerca de 30 dias.

O problema é que o órgão rescindiu contrato com uma empresa terceirizada que era responsável pelo registro de contrato de alienação dos veículos no sistema, e o próprio Detran assumiu o serviço, ou pelo menos já deveria ter assumido.

A falta desse registro impede, por exemplo, a transferência de propriedade ou que veículos novos sejam emplacados, gerando até multa aos proprietários por causa da ineficiência do próprio Detran. O presidente do órgão é Paulo Roberto Melo.

Segundo Márcio Parente, presidente do Sindicato dos Concessionários de Veículos Automotores do Tocantins (Sicodiv-TO), que congrega 32 empresas em todo o Tocantins, o problema teve início com o fim do contrato entre o Detran e uma empresa que prestava o serviço. “Há cerca de 30 dias o Detran encerrou o contrato que mantinha para emissão do documento e não deu nenhuma solução para o problema. Não contratou outra empresa e não excluiu a necessidade do registro”, afirmou.

O serviço foi retomado apenas nesta segunda-feira (25), quando o próprio Detran começou a fazer o registro do contrato, mas apenas na unidade de Palmas. Assim, o problema ainda permanece nos núcleos de atendimento do órgão no interior do estado.

Para piorar, segundo Márcio, o número de emissões do documento corresponde a apenas 20% da demanda diária do órgão. “O Detran não tem pessoal especializado suficiente e muito menos logística adequada para a prestação do serviço”, conta o presidente da entidade.

“O Detran não está fazendo processo de primeiro emplacamento de veículos por não ter renovado o contrato com a empresa que registra os contratos de veículos financiados. Se o comprador der entrada no Detran antes de 30 dias não paga vistoria e após esse prazo é cobrada a vistoria de mais ou menos 200 reais. Ou seja, o usuário é penalizado por um problema que não foi o causador”, reclamou o morador que pediu para não ser identificado.

Outra reclamação diz respeito à falta de estrutura e de materiais básicos nas unidades de atendimento do Detran. “Os servidores e despachantes estão levando até papel e copos descartáveis para o Detran”, relatou um empresário em Araguaína.

A ineficiência do órgão também gera prejuízo aos cofres públicos, pois o Estado deixa de arrecadar com taxas e impostos.  “Precisamos de uma solução urgente”, apela Márcio Parente.

A reportagem solicitou esclarecimentos do Detran-TO, mas não obteve resposta até o fechamento da edição. Se informado, será concedido o espaço.

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