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13/02/2021 às 00h00min - Atualizada em 13/02/2021 às 00h00min

Reminiscências da “Confraria do Olimpão Bandeira”

Raimundo Primeiro

Tempo de Carnaval

Nos grandes centros do país, se estivéssemos nos tempos normais, as principais emissoras de TVs do país estariam cobrindo, desde a sexta-feira, 12/02, os eventos alusivos ao Carnaval 2021, ocorridos pelo Brasil a fora. Entretanto, estamos em uma época diferente, fora do “normal”, conforme diriam os mais velhos, os nossos ancestrais, entre os quais nossos avós.

A pandemia provocada pelo novo coronavírus, trouxe radicais mudanças. Aliás, diferenças que fizeram com que os seres humanos, daqui e de outras partes do planeta, se adequassem a nova realidade do mundo. 

Há um ano, tivemos nossas vidas completamente mudadas. E olha, que no território nacional, a covid-19 começou a fazer vítimas só após o período carnavalesco, matando pessoas, inicialmente, nos principais centros, a exemplo de São Paulo, onde aconteceram os primeiros registros.

Há um ano, os integrantes da “Confraria do Olimpão”, acompanhados de convidados e convidadas, brincavam, com os melhores ritmos, conversas e tira gostos, a “Folia de Momo” em Imperatriz, ali na rua 15 de novembro, começo do que é hoje, a terra descoberta pelo Frei Manoel Procópio.

O confrade-mor, Olímpio Bandeira, o “Olimpão” e/ou “Olimpião”, como queiram, ciceroneava a todos, com o seu peculiar de ser, marca, a propósito, que fez história, deixou saudades e, obviamente, nunca será esquecida. Os velhos e atuais confrades sentem, hoje, a falta do homem que fez surgir o maior ponto de encontro e “termômetro” da cidade no que tange a assuntos políticos e fatos inerentes ao cotidiano local e da região.

Vem a mente, agora, entre outras, as cenas protagonizadas pelos colegas/confrades Coló Filho, Nelson Bandeira (filho do “Seu” Olímpio), Lima Rodrigues, Francinilson, professor Valmir, Domingos Cézar, João Maurício Martins, Joãozinho Cézar, Gilson Kyt, Edimar Nabarro, professor Alifran, Alair Chaves de Miranda, Elson Araújo, Illya Nathasje, Antônio Rodrigues (Toinho Dentista), Sérgio Nahuz Godinho, José Oliveira (“Camarão”), além, obviamente, do “Olimpão Bandeira”, o confrade-mor, recepcionando, assistindo, conversando, mas, sobretudo, olhando, observando, com a sua marca indelével. Adoentado, ele permanecia ali, vendo, participando da brincadeira. Parecia prenúncio. Ou seja, o anúncio de, não muito distante, meses depois, “Seu” Olímpio Bandeira, partiria para outro plano, ajudando, lá, quem sabe, a constituir outra cativante confraria. Deixou, entre todos nós, saudades. Um grande vazio, um espaço que jamais será preenchido.

“Seu” Olímpio Bandeira, como foi escrito, chegou aos 90 anos, incontestavelmente, como uma “enciclopédia viva” da história de Imperatriz, testemunhando importantes fatos registrados na cidade. Foi nela que ele nasceu, cresceu, trabalhou, inclusive como pescador, percorrendo os diversos cantos do rio Tocantins, e foi enterrado.

Formou consolidada família. Por meio de seus filhos, seus feitos continuarão, pois eles passarão adiante os acontecimentos narrados pelo confrade-mor, além, lógico, da formação, principalmente relativa a princípios éticos e morais, dele herdada.

Em 2021, adversamente, os confrades estarão comemorando o Carnaval, a maior festa popular dos brasileiros. Não será como antes. A corrente, o espírito de companheirismo, porém, predominarão, pois o grupo sempre esteve unido. Por meio da junção de esforços, mesmo durante os momentos de recreação/lazer, discutindo e, notadamente, almejando o melhor para Imperatriz e seus habitantes. Os esforços não têm sido em vão!

Apesar dos pesares, estaremos juntos, tendo em vista a palavra Confraria ser a junção da expressão em latim “com”, ou seja, “junto”, acrescida de “frater”, irmão. Somos, portanto, uma consolidada irmandade, um grupo (e que grupo!) formado por pessoas – dos vários setores e das diversas profissões – conectados. Nosso objetivo: união durante os momentos de folgas, visando o relaxar, evitando o estresse e colocando em pauta a Imperatriz que todos buscam.

Que o Carnaval 2021, seja um momento para reflexão!

Que a “Confraria do Olimpão” esteja ainda mais forte!

Brinquemos, portanto, a folia seguindo os novos tempos!

Abençoada semana!
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