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13/02/2021 às 00h00min - Atualizada em 13/02/2021 às 00h00min

O BECO

Elson Araújo
Difícil explicar o medo, definir o medo. O viver nos revela que na medida, e nos momentos certos, o medo é até necessário, pois ajuda nos livrar de muitos perrengues e até a salvar vidas. Mas há o medo mórbido. Aquele que, sem um motivo aparente, surge tão intenso que nos paralisa; e até adoece a gente. Contudo, pode se até afirmar, que o medo, como quase tudo na vida, é relativo. Ás vezes ele mata, outras   salva

Dia desses li uma frase que dizia “ faça o que temes e a morte do medo será certa”. Tempo depois testemunhei um fato que tornou, para mim, tal frase verossímil.  Meninos, eu vi! 
Vou contar !

Ei-la.

Precisava chegar o mais rápido possível ao seu destino. Era um caso de vida ou morte, masno meio do caminho havia um beco e, tinha pavor de becos. Pavor este provocado por um trauma de infância. Tinha oito anos quando num beco, perto da sua casa assistiu uma prima ser estuprada, e morta a facadas pelo namorado. Desde então, sempre que tentava passar por um beco passava mal. Um dia chegou até  desmaiar.

Agora estava ele ali, precisando seguir adiante para chegar ao seu destino, e aquele beco era o único caminho. Já estava na terceira tentativa. Suava frio, o coração batia mais do que acelerado, a respiração fora de sintonia. Buscava o ar mas, o ar não aparecia. O mundo girava, a cabeça doía, 

Precisava seguir adiante. O beco não era tão longo, mas  para Fred ele parecia não ter fim.

O tempo passava. Ia tentar uma última vez. Uma vida dependia da sua coragem de atravessar aquela via.

Forçou a respiração, procurou se controlar, enfrentou o medo e seguiu em frente.

Com o coração quase saindo pela boca Fred conseguiu chegar ao fim da jornada. Dali adiante estavam salvo ele, e a vida que naquela ocasião estava dependendo dele.
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