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18/08/2020 às 19h34min - Atualizada em 18/08/2020 às 19h34min

Como os EUA abrirão as escolas

Mario Eugenio Saturno*
Já tive a oportunidade de escrever sobre este assunto, mas muita coisa mudou. O Harvard Global Health Institute propôs algumas diretrizes para reabrir as escolas no condado que tenha menos de 25 casos de Covid-19 por 100.000 habitantes. Para o Brasil, poder-se-ia utilizar a região da Comarca. Outra diretriz é permitir primeiro abrir as escolas primárias, enquanto as escolas secundárias devem permanecer online. Crianças pequenas são consideradas de menor risco de propagação do vírus.
 
A proposta da Organização Mundial de Saúde para abrir as escolas é se, no período de duas semanas, menos de cinco por cento de todos que fizeram os testes para o coronavírus resultarem positivo. Números maiores representam perigo para a comunidade.
 
O jornal The New York Times verificou que a maioria das escolas em todo o país deve permanecer parcial ou totalmente fechada, inclusive em quase todo o Sul, onde os casos ainda estão aumentando e os testes são insuficientes. Mas em alguns estados, como no litoral nordestino, as escolas podem ser reabertas, desde que evitem atividades de alto risco e promovam o uso de máscaras e o distanciamento físico.
 
Qualquer escola que reabrir também deve seguir os novos protocolos sobre distanciamento físico, tamanho da classe e ventilação. As escolas sem uma equipe necessária para atender isso devem permanecer fechadas.
 
As áreas com o menor número de novos casos per capita, como partes de New Hampshire, Vermont e Maine, que estão na fase verde, podem reabrir as escolas para todas as séries, se precauções de segurança forem tomadas. As que estão na fase amarela, como a maior parte de Nova York e Michigan, podem retomar o aprendizado presencial da pré-escola à quinta série e para o ensino médio seguir uma programação que mistura aprendizado online e presencial.
 
Para áreas na fase laranja, como a Califórnia e Maryland, as recomendações são semelhantes, exceto para os alunos do ensino médio que ficam completamente remotos. Quem está na fase vermelha, como Louisiana, Flórida e Geórgia, não devem abrir suas escolas porque as taxas de casos mais altas significam que o vírus tem maior probabilidade de se espalhar.
 
As medidas tem que ser seguidas com rigor, senão acontece como em uma escola em Paulding, Geórgia, que foi reaberta no início de agosto e, em poucos dias, meia dúzia de alunos e três professores testaram positivo para o coronavírus, fazendo com que a escola voltasse ao ensino apenas online.
 
Alguns estados, como a Califórnia já estão abordando de modo semelhante, considerando ainda uma lista de observação do estado que considera um período de duas semanas, observando os novos casos, as hospitalizações e a capacidade hospitalar, algo como é feito em São Paulo.
 
O jornal ainda revela que os estudantes de baixa renda sem bom acesso à internet e cujos pais não podem pagar professores particulares foram prejudicados. E, finalmente, condados que apresentam populações com doenças crônicas como hipertensão, obesidade, diabetes e doenças pulmonares e cardíacas devem ficar fechados.

* Mario Eugenio Saturno  (cientecfan.blogspot.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano
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