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24/11/2020 às 00h00min - Atualizada em 24/11/2020 às 00h00min

Projeto da UEMASUL estuda impactos gerados pela poluição no rio Tocantins

Atividade foi realizada na praia do Cacau e no Cais do Porto

Secap
Foto: Divulgação/SECAP
Nesta segunda-feira (23), foi realizada a primeira coleta no rio Tocantins, pelo projeto Ecologia e diversidade da biota planctônica do rio Tocantins na região do Bico-do-Papagaio (MA/TO/PA): trecho urbano da cidade de Imperatriz-Maranhão. A atividade foi realizada na praia do Cacau e no Cais do Porto, na Beira Rio.

Desenvolvido pelo curso de Ciências Biológicas da UEMASUL e pertencente ao Programa Institucional de Iniciação Científica (PIBIC), a pesquisa terá campanhas de coletas trimestrais em seis pontos amostrais distribuídos ao longo de, aproximadamente, 25 km do rio Tocantins, e analisadas no laboratório de Ecologia e Limnologia da UEMASUL.

O projeto será desenvolvido no decorrer de 24 meses, seguindo um cronograma de atividades: a coleta e análises in situ de amostras de água, análises físico-químicas laboratoriais de amostras de água, avaliações qualitativa e quantitativa do plâncton, análise de dados, apresentação em eventos, relatórios parciais, elaboração de publicações e o relatório final.

O professor responsável pela pesquisa, Dr. Marcelo Francisco da Silva, explica que a “proposta é fazer uma caracterização de como está o ambiente do rio Tocantins, do ponto de vista físico-químico e da comunidade planctônica, que envolve algas e pequenos animais. Esse projeto está focado no trecho urbano para se tentar entender quais impactos que a área urbana está causando no rio”.

Com os resultados da pesquisa é possível conhecer os impactos da urbanização, por meio da poluição direta e indireta, sobre os aspectos bióticos e abióticos do rio Tocantins, gerando subsídios para um melhor gerenciamento e a adoção de ações que visem a melhoria da qualidade ambiental na região de estudo.

O acadêmico do terceiro período do curso de Ciências Biológicas, Aroldo Francisco Sousa, bolsista de iniciação científica na pesquisa, ressalta a relevância do estudo. “Importante essa questão de ecologia, porque, de acordo com os níveis tróficos, os primeiros a serem afetados afetam toda a cadeia. Se a gente estudar esse microcosmo da região, além de identificarmos toda a diversidade, conheceremos os bioindicadores, saberemos a saúde desse corpo hídrico, importante para ações que vão desde questões econômicas, ambientais, e de saúde”. Esta é a primeira pesquisa realizada pelo acadêmico”, afirmou.

A iniciação científica é um dos instrumentos de formação acadêmica, fomentados pela instituição, para a construção e difusão de novos conhecimentos, promovendo o desenvolvimento sustentável da Região Tocantina, em consonância com os pilares do ensino superior: o ensino, a pesquisa e a extensão.

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