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30/09/2022 às 23h49min - Atualizada em 30/09/2022 às 23h49min

O DOIS DE OUTUBRO QUE ECOARÁ NO FUTURO

Phelippe Duarte
 
Ciro Gomes tinha tudo para ser o Jomar Fernandes das eleições municipais de 2000, em Imperatriz. Enquanto os galos brigam, o galinheiro fica solto com o pintinho só olhando o que vai acontecer, esperando a hora certa de derrubar os galetos bravos. Mas não. Ciro mostrou-se uma terceira via totalmente sem forças, e hoje, no dia 02 de outubro de 2022, Ciro Gomes não tem a mínima chance de ter mais do que 10 % de votos, sejam eles inúteis ou não. A divisão no Brasil é imensa... nunca fomos tão desunidos como nação, como povo, e mesmo em outras épocas quando todos defendiam o que acreditavam, no final de tudo, ainda assim era uma guerra menos agressiva verbalmente, poucos insultos, pequenas injúrias. O jornalismo trabalhava com pautas imparciais, e a força do povo era pelo Brasil, e não por um candidato. Os bolsonaristas se escondem atrás da bandeira do Brasil, dizendo que é pelo Brasil...e não é. São apaixonados pelo candidato, pelo homem. Os lulistas se escondem atrás do discurso do “pobre anda de avião”, “pobre comprou carro”, e são apaixonados, pelo homem. Ciro poderia ter tentando uma linguagem mais popular, uma linha mais simpática ao falar de bilhões pra cá, bilhões pra lá. Nosso sonho de ver um país unido, me parece mais distante, e não importa quem irá ganhar: dias melhores na política brasileira não estão por vir.

O último debate presidencial talvez tenha sido o pior de todos os tempos que vimos ao vivo. Nem as considerações finais que por vezes salvam os candidatos, foram dignas de um efeito emotivo ou de nos fazer pensar. A política apresentada pelos candidatos não é a que nos faz pensar é a que nos faz separar, discutir, ironizar. A democracia é perigosa quando dá espaços para o baixo nível do diálogo, ao apresentar um cidadão como aquele Padre Kelmon (é esse o nome?) ou como a Senadora Soraya. A candidatura à política brasileira deveria ser tipo uma peneira de escolinha de futebol, onde só passam os mais qualificados e diferenciados em todos os quesitos. Em pleno 2022 aguentar ainda homens como Lula tentando enganar o povo que o ama, que o venera, é demais para mim. Lutei tanto contra o sono para ver algo em que acreditar, que somente quando dormi pude encontrar um lugar melhor de se ver. Sem querer parafrasear Martin Luther King, eu tive um sonho, e neste sonho, eu nem lembro de nada, é como se visse o debate novamente, ou seja, nada com nada.

Quem é Lula continuará sendo Lula. Quem é Bolsonaro continuará sendo Bolsonaro, e com uma diferença: não aceitarão uma derrota, e o que temo é a instabilidade dos poderes para controlar pessoas apaixonadas por políticos e não, pelo seu próprio país. Acredito que sim, o voto do “ele não”, é o ideal, até pela falta que Ciro faz em ser um Jomar 2000. Mas a eleição cair no colo de quem é fraco mentalmente, parecendo menino de quinta série com goma de mascar na camisa, me preocupa de verdade. O fato amigos é que você já sabe em quem votar e nunca mudou de opinião desde que esta campanha começou ou de fato, desde que o mundo é mundo, você tem o seu candidato na ponta dos dedos. Essa polarização é triste, mas tornou-se ideal no passado para tirarmos o PT e agora, pela incompetência de Bolsonaro, que focou o seu discurso em STF, TSE, desqualificação de urna, e outras baboseiras, os petistas voltam como se nunca tivessem lesado o Brasil. Bolsonaro esqueceu que não era apenas tirá-los do poder, mas afastá-los de vez do sistema, e se tivesse focado politicamente nesta questão, talvez seu adversário hoje, seria Ciro, e até pensaria em vitória de primeiro turno. Desejo a todos um ótimo domingo, pois daqui a quatro anos, teremos vários e vários domingos com a certeza de que o dia 02 de outubro de 2022, nós poderíamos ter mudado muita coisa apenas com nosso dedo, num passe de mágica eleitoral. Mas a paixão pelo candidato e não pelo bem do país é tão maior que tudo, que podemos ver Lula de novo no poder ou Bolsonaro mais 04 anos, ao invés de Lula, o que talvez, já basta para os egos mais inflados de Jair.

De positivo mesmo, só o Padre Kelmo (acertei agora?) que já fechou 8 festas juninas para 2023.

Phelippe Duarte - administrador e publicitário
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