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24/06/2022 às 22h52min - Atualizada em 24/06/2022 às 22h52min

A INSENSATEZ HUMANA

Lúcio de Gusmão
“Quanto mais conheço os homens, mais admiro os animais”
Lord Byron

Qual a busca sincera do ser humano sobre a terra que desde Abel e Caim não cessou de guerrear com os seus semelhantes? A paz no mundo, desde a sua criação, sempre foi utopia. A guerra, este sim, tem sido uma constante. Por Que? Briga-se por tudo. Coletiva e individualmente. Tudo é pretexto para a discórdia e, aí, os conflitos acontecem.

Mata – se e morre – se num processo nem sempre inconsciente de formal brutal e aterradora. O ser humano até hoje não se convenceu da inexorabilidade da morte e de que a glória é demasiadamente efêmera para justificar agressões, violações, violentações e ostentações.

A guerra não é detonada pelos pobres, deserdados e famintos, senão pelos ricos poderosos, detentores do poder político que têm ao seu dispor os arsenais bélicos, os quais são aperfeiçoados a cada dia.

Para a preparação da guerra não se poupam recursos. Mas para se estabelecer a paz ou ajudar os países e seus habitantes vítimas de catástrofes avassaladoras as verbas sempre são limitadas ou inexistentes.

Onde a glória de quem governa se seus compatriotas rastejam na miséria, na ignorância e no obscurantismo?

Se a História da Humanidade fosse escrita com honestidade e imparcialidade a verdade seria outra.

Muitos mitos, d’qui e além-mar, ruíram estrepitosamente de seus pedestais. Os personagens seriam outros. Os heróis teriam outros nomes e a verdade então emergiria límpida e cristalina sem a opacidade da mentira e da glorificação daqueles que foram apenas personagens perversos e não os verdadeiros agentes da História.

Lamentavelmente a História da humanidade jamais será escrita como deveria ser. Vamos continuar a aprender nas cartilhas escolares os embustes regiamente pagos e, assim, jamais será descoberta a verdade.

Todos os personagens serão glorificados, particularmente aqueles que mal procedem.

O homem comum por tudo isso deveria ser um iconoclasta. Acreditar em quem e no que se o embuste ofusca a verdade e esta é punida sem piedade.

Mas o homem por sua índole e até por formação precisa acreditar em alguém ou em alguma coisa, além da credibilidade do pós-morte.

Por isso, matam e morrem na defesa de causas e valores que nada lhe dão, mas nas quais acreditam em função dessa necessidade intrínseca de crer em alguma coisa, mesmo abstrata.

Todos matam e morrem quer pela pátria; quer pela ideologia; quer pela religião que professam num verdadeiro fanatismo que chega a ser irracional.

Porque a mentira em que vivem transforma-se na verdade de cada um.

A única salvação para humanidade será a volta de Cristo à terra para, novamente, com o seu sofrimento dar uma nova dimensão à mente humana.

Segundo estimativa da ONU cerca de 2 milhões devem passar fome nos paises vitimados e dos US$ 8 bilhões prometidos pelas nações mais ricas, apenas 717 milhões de dólares estão garantidos.

Que mundo cristão é este invocado diariamente, no qual se nega o pão e se oferece sofisticadas armas?

Que Deus é esse que é idolatrado diante das vítimas da guerra e das tragédias, como se fosse uma oferenda pagã num ritual macabro e bárbaro.

Somos, afinal, dignos de sermos considerados civilizados se praticarmos diariamente a barbárie?

Tudo faz crer que o homem no reino animal é o menos inteligente e o mais irracional. É o único ser que se destroem e cria um instrumental fantástico para que os seus semelhantes se destruam.

Afinal, o ser humano deve se detestar porque mata e se mata.

Quantos seres são imolados diariamente pela fome em contraste com outros que morrem de indigestão? Por que uns têm tanto e outros quase nada? Será que os homens são cegos que não enxergam, ao seu lado, tanta fome e miséria?

Os governantes deveriam ter vergonha de si próprios se os seus governados esmolam o pão de cada dia, clamam por justiça, imploram piedade, clemência e indigência para a vida de sofrimento e sem futuro a que estão submetidos.

De que adianta o Poder se ele não for instrumento de felicidade para os seus semelhantes? Para seguir o seu exemplo de amor, de bondade,  fraternidade e de paz. Assim, poderemos, um dia, proclamar alto e bom som: “Glória a deus nas alturas e paz na terra a todos os que nela habitam”.
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Lúcio de Gusmão Lobo Júnior é Consultor Educacional

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