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03/12/2021 às 21h31min - Atualizada em 03/12/2021 às 21h31min

É preciso motivar?

Raimundo Primeiro
 
Não se curve diante de iniciativas que tenham como objetivo melhorar a qualidade dos serviços prestados por sua empresa. Nunca é tarde para investir-se em programas que buscam a excelência no atendimento, caso da Qualidade Total, tão propalada, mas pouco praticada nas organizações, apesar da evolução dos tempos, dos métodos administrativos.

O ato de se promover mudanças não é fácil, é doloroso até, tendo em vista que grande número dos colaboradores, inclusive diretores, não entende que a iniciativa visa única e exclusivamente a satisfazer o público externo, o que resultará, também, sem dúvida, em benefícios para o pessoal envolvido no processo.

Antes de tudo, é preciso à certeza da implementação da adoção das mudanças, pois, como bem afirma o especialista Sérgio Dal Sasso, “entre magias, encantos e sonhos, devemos exaltar nossa vontade como grande força capaz para girar a bola do mundo, de fazer com que o teu seja mais interessante, criando disposição para a busca, construindo espaços para valorizar a tua capacidade, cativando equilíbrio e sorrisos”.

Segundo o estudioso, um dos grandes problemas comportamentais do ser humano, está na tendência de querer encostar-se à estabilização, definindo o limite daqueles que não tem tudo que querem, mas amam tudo que tem.

Entretanto, para quem desejar mais, ir longe, aconselha-se: “queira mais, sempre, pois até para se manter, é preciso avançar, mudar para continuar”.

Assistindo ao capítulo da Novela “Paraíso Tropical” (reprise), da Rede Globo, conclui que a mudança nas organizações tem de acontecer universal, ordenada e não apressadamente, pois o problema decorrente da compra de uísques falsificados, só pode ser contornado graças à intervenção de um “velho” colaborador da rede de hotéis presidida pelo empresário Antenor Cavalcanti, personagem interpretado pelo ator Tony Ramos, no folhetim levado ao ar em pela “Deusa Platinada”, em 2007.

Ressalta-se, a propósito, que a participação do antigo funcionário do grupo foi decisiva: fez com que o assunto não vazasse, mas, sobretudo, evitou prejuízos ao hotel ante ao potencial pedido de indenização por parte do cliente que bebeu o uísque, cuja procedência poderia causar graves danos a sua saúde.

Até o valor foi estipulado: R$ 500 mil. Mesmo a organização sendo forte, a quantia era substanciosa e comprometeria, certamente, o resultado financeiro anual, ou seja, aos lucros, aqui tomando como base uma empresa real.

Mudar tem vários sentidos. É preciso inovar quando se quer a motivação da equipe, que, logicamente, resultará em ganhos para as empresas – em todos os setores e atividades da área corporativa. Mas aumentar salários, premiar funcionários/colaboradores etc... não significa, necessariamente, motivação da equipe. Para os especialistas, isso é uma condicionante. A motivação só vem com a descoberta das necessidades, ou seja, é preciso saber do que realmente o colaborador deseja.

Acontecendo tal iniciativa, fica-se a um passo da consolidação do processo de motivação, a energia que fortalece os planos e vislumbra a conquista das metas almejadas.

Todavia, quando a mudança acontece levando-se em consideração tais premissas, a iniciativa não fica fadada ao fracasso, mas a conquista de vitórias retumbantes. Porém, o executivo tem de ser realizador e apontador de soluções em cenários de crises, como o que vive o Brasil, hoje em dia. Atuando desta maneira, não ficará parado no tempo, possibilitando que a sua empresa/organização, enfrente os obstáculos e apresente um quadro totalmente adverso, otimista, em meio ao “negro manto” que surgiu à sua frente.

É vital lembrar, entretanto, não existir espaço para o desânimo, que a falta de motivação é um dos maiores entraves para que a pessoa seja uma solução para o seu local de trabalho (empresa/organização).

Teste publicado pela Revista “Gestão & Negócios Hoje”, da Editora Escala, enfatiza que as pessoas que tomam decisões precipitadas, são detalhistas para que o conjunto saia com excelência, evita riscos desnecessários. Por exemplo, são fortes. Elas procuram promoção de grupo e a empresa, não delas mesmas.

As pessoas fracas, porém, são as que têm cuidado excessivo com as coisas (lembro, a propósito, ser o risco a principal característica de um verdadeiro empreendedor), arriscam muito pouco, têm dificuldades em adaptar-se a mudanças.

“Empenhe-se em realizar todos os dias alguma coisa que você esteja a fim de fazer. Isso é a regra de ouro para adquirir o hábito de cumprir, sem sofrimento, o seu dever”, como sabiamente, diz o escritor Mark Twain. Detalhe importante: as pessoas que têm pontos fracos são ambiciosas demais, resistentes em aceitar algo fora do seu controle e insegurança sobre a própria competência.

Portanto, ao responder a pergunta se “é preciso motivar?”, afirmo categoricamente, que sim, ressaltando, a propósito, que, motivada, a equipe trabalhará sintonizada, em harmonia e acertadamente, alcançando os melhores resultados. Devo levar em consideração, fazer prevalecer, ser eu “a pessoa indispensável para que o processo dê certo”.

O “eu” não no sentido egocêntrico, mas de poder colaborar com os diretores e os colegas envolvidos, ser coletivo e a célula de um mesmo corpo. Moisés, na grande jornada encarregada por Deus, tirou seu povo da escravidão, levando-o até a TERRA SANTA, mesmo morrendo ao avistá-la. Eis, aí, portanto, o exemplo irrefutável de um grande líder, de uma pessoa mais que motivada, inspirada para o cumprimento de seus propósitos.

Por tudo isso e muito mais, não fique indiferente em relação ao processo de MOTIVAÇÃO. Participe, envolva-se.

Seja parte efetiva (e afetiva) de uma imbatível equipe. Todos crescerão. Todos serão vencedores!
(O autor é jornalista e pesquisador da área dos negócios)
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