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14/10/2021 às 20h58min - Atualizada em 14/10/2021 às 20h58min

O bom humor é preciso

Elson Araújo
 
De todas as estratégias que conheço para atrair bons fluídos, bons negócios, e até boas companhias, procurar manter o bom humor é a mais infalível de todas. Falo por experiência que é uma arma superpoderosa para quem deseja manter distante a ingrisia e todo tipo de energia negativa, que vez por outra teimam chegar próxima da gente.  É uma arma tão poderosa que até sendo um bom humor meio falsificado, funciona.

O bom humor é tão poderoso que antes da existência dos fortes medicamentos para combater males como a depressão, a literatura revela que os médicos aconselhavam a pacientes que deitassem, olhassem para cima procurasse motivos para sorrir. Talvez tenha surgido aí aquela história de que “rir ainda é o melhor remédio”  

Se o paciente ficava curado, eu não sei dizer. Tudo que sei é que é visível a sensação de bem-estar que o bom humor provoca naqueles que o cultivam.

Tem gente que reclama que as rosas têm espinhos; e se tiram os espinhos, também reclama porque os espinhos não têm rosas. Essa frase, da qual desconheço a autoria, revela o perfil de grande parte das pessoas que ao deixar de cultivar o bom humor espanta, afasta, cria antipatia. Ninguém quer ficar perto de quem só reclama da vida e de todos, o tempo todo.

Conheço gente em Imperatriz que ganha, no bom sentido, os outros só com o bom humor e com a aura positiva que cria vai tocando a vida. Uma dessas pessoas é o Luís Paraíba, do Brasão. Quem, em Imperatriz, já não ouviu o famoso bordão “Figuraaaa maaaximaaaa” seguida de uma gargalhada extremamente original?
 
Paraíba chegou a Imperatriz anos atrás sem grandes, ou quase nenhuma posse e se tornou um próspero comerciante.  Mas não é agora que quero falar dele não, é de outro Luís, o Luís Paraense.

Luis Aires Lima, o Luís Paraense, natural de Marabá (PA) é viúvo e não esconde de ninguém o par de chifres que levou da finada.  Ao invés de ficar chorando nos cantos pelo chifre e pela morte da mulher, encarou tudo com bom humor.  Abriu, tempos atrás, um bar cujo principal ingrediente é a alegria e o bom humor. Impossível sair de lá sem umas boas risadas. -“Fui corno 18 anos”- diz ele com uma boa gargalhada.

O Paraense fica na Rua da Lua, na Vila Fiquene, e é frequentado praticamente só por homens. Antes dessa carestia danada, sempre no final de semana,  o Luís comprava cerca de  30 quilos de carne, e distribuía gratuitamente,  só para deixar feliz a freguesia.

Confusão?  Ele me disse uma vez que era muito difícil de acontecer, mas já aconteceu. E tal qual a história do chifre ele ensina que o melhor remédio, a melhor arma é levar tudo no bom humor para desarmar os exaltados. Para potencializa a estratégia mandou fazer um facão (inofensivo) de cerca de dois metros e sempre que alguém tenta brigar ele costuma exibir a arma.

É só mostrar o facão gigante que tudo termina em risada com os eventuais brigões fazendo as pazes ali mesmo.

Luis Aires de Lima, o paraense é  a personificação do bom humor.
 
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