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05/06/2021

TONINHA

Criticamente em perigo

Agência Brasil
toninha
Pontoporia blainvillei
Mamífero e cetáceo
Criticamente em perigo
Golfinho brasileiro é ameaçado pela pesca

Quem não interrompe um percurso na praia para observar golfinhos? No litoral sul do país, um cetáceo bem brasileiro, bem discreto, que não costuma pular para respirar, corre sérios riscos de desaparecimento. Ocorre que a perda de uma espécie como essa pode ter consequências bem mais graves do que o fim da composição de uma paisagem. A toninha, que é considerada pelos ambientalistas a espécie da família mais com o maior risco de extinção na América do Sul. O animal vive entre o litoral do Espírito Santo até o norte da Patagônia, e na Baía da Babitonga, em Joinville (SC) .

O motivo da ameaça acontece longe dos olhos de quem está em terra. De acordo com a bióloga Marta Cremer, da Universidade da Região de Joinville, a principal ameaça ao animal é a pesca de arrasto, tanto artesanal como industrial. “Os animais morrem afogados ao se prenderem às redes de malha”. Outro motivo do declínio da espécie é o aumento da poluição e a degradação dos ambientes costeiros na área em que a toninha habita”, explica a bióloga que coordena o Projeto Toninhas, organização não­governamental que atua para pesquisa e divulgação em relação à situação da espécie.

Análises realizadas em 2002, indicaram que a espécie pode atingir o “quase colapso”, chegando a 10% do tamanho populacional original, até o ano de 2025. Os dados se baseiam em levantamento a partir de observação aérea com avião bimotor em toda a região compreendida entre Florianópolis/SC e Chuí/RS. Marta Cremer e outros profissionais puderam constatar recentemente, que a estimativa de população de toninhas caiu de 16.500 animais, há uma década, para 9.500 atualmente.

“O número já era antes considerado preocupante pelos pesquisadores e o alerta já havia sido dado”. Na visão da pesquisadora, o Plano de Ação Nacional para a Conservação da Toninha, de 2010, não trouxe ações práticas esperadas para redução das ameaças. O projeto Toninha trabalha em parceria com profissionais do Laboratório de Zoologia da Udesc, de Laguna (SC), o Ceclimar/UFRGS, de Imbé (RS), e o Laboratório de Ecologia e Conservação de Megafauna Marinha da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), de Rio Grande (RS).

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