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01/01/2021 às 00h00min - Atualizada em 01/01/2021 às 00h00min

EU SOU O ANO NOVO!!! (um texto de opinião)


Bom dia a todos. Muito bom dia!  Venho aqui vestido de boa fé e de boa paz.  E peço que me recebam, todos sob a bandeira da fé e da paz. – Porque onde há fé há esperança e onde haja paz, que haja prosperidade e reine as bênçãos do Criador. Tenho consciência – a consciência de que todos temos vivido dias tormentosos, difíceis daqueles que a gente se pergunta se a gente vai dar conta de subir a ladeira; se a gente vai chegar lá, tais os amargores e dissabores pelos quais temos atravessado.

Dia desses, ainda NATAL, ouviram-se vozes de incerteza, de lamento, de dores por conta dos embalos difíceis do ano que se foi e das borrascas e ondas de maré pesada a que tanta gente (tanta gente), foi submetida e ainda se submete. Porque, ainda que a maré passe ou venha a passar as tormentas psicológicas e emocionais persistem.

Pais, mães, filhos, avós, netos, amigos, vizinhos - famílias - foram dizimadas e como num sonho, num pesadelo às vezes a gente nem acredita mas é uma dura realidade, uma crua realidade qual num big-brother da vida em que ninguém se entende com ninguém. Não há consenso, cada um puxa para o seu lado; cada qual só quer saber da sua parte e nós por aqui, restamos à mercê das disputas, dos egos, do livre pensar e do livre querer dos mercadores da saúde e da vida, eles mesmos eventualmente de plantão e de uns tantos que se apossaram do poder. Do poder das decisões e das decisões do poder.

Isso faz lembrar um velho tempo quando os homens puseram-se a construir uma torre para alcançar o céu. A TORRE DE BABEL. A certa altura, ninguém entendeu mais ninguém, cada qual falava a sua língua, cada qual puxava para o seu lado. E o castigo da soberba e da ganância na construção da torre, se fez com um ato bem simples: A TORRE NÃO DEU EM NADA! (Genesis: 1-9). E todas as vezes cá embaixo, quando os homens divergem em suas ideias, em sua linguagem, logo se diz: “Isso é uma babel” -  uma torre de babel.

E então, o que estamos vivenciando é um big-brother de maiores proporções, é a reedição de uma torre de babel a despeito de dessa malsinada “pandemia”, um malsinado novelo de muitas pontas em que cada um puxa para o seu lado, cada um quer o que quer, cada um pensa como pensa, a ponto de  que a Justiça entregou aos Estados e Municípios mexer na sua própria panela. E o resultado é essa panela em que muitos mexem que virou o “angu” que virou.

O ser humano, assim dito o povo, então, tem ficado à deriva em meio a essas tantas vontades, esses tantos egos - nessa turbulência de tantas incertezas que geram complexidade, confusão, tormentas. A saúde – penso eu – não é necessariamente um preceito do poder judiciário, nem se resolve com uma caneta nem com uma canetada, embora a saúde tenha lá o seu viés forte e centrado na justiça. A saúde porém,  é uma questão médica; uma questão de governo com uma política centrada em elementos e valores científicos, voltada para a plenitude do bem estar social. Mas não: a saúde e a vida, por aqui, tornaram-se uma paranoia de esquina, de balcão de negócios, uma bancarrota desgovernada e daí toda sorte de enxovalho a que nós, humanos e mortais em pés no chão, fazemo-nos submetidos.

Vêm uns e asseveram: A fórmula é simples, antiga e o custo é barato, de graça até. A solução simplista não interessa aos mercadores da vida e da saúde. Sequer tem sentido. Para os mercadores da saúde e da vida quanto pior, melhor. Eles se refestelam com as IMPROBIDADES quais os corvos e hienas com as carcaças alheias. Improbidades que campeiam por todos os cantos deste país. Basta esgravatar a flor da terra, não precisa profundidade. Tá tudo aí... às escâncaras... escorrendo... no chão.

A leitura cristã nos ensina que a vida é o nosso bem maior; é DOM DE DEUS. Aquela outra nos diz que “a vida é combate que só aos fracos abate e que então sejamos fortes e realistas para compreender e suportar e enfrentar as intempéries da vida.  E nesse percalço, respeitemos e valorizemos a vida – porque a vida é única, é uma só. Basta um piscar de olhos e a vida então será só uma saudade.  É isso aí!!!  Eu sou o NOVO ANO. Estamos juntos e vamos construir uma NOVA ETAPA DA NOSSA VIDA. Tenhamos fé e esperança e busquemos no Criador, a CERTEZA pois que “O mundo não se acaba na nossa porta”. Sigamos em frente. A VIDA CONTINUA.
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Texto que enviei pela passagem do ano novo para a minha crônica dominical PÁGINA DE SAUDADE, há mais de 13 anos na Rádio Mirante/AM, São Luís, às 08:00, no Programa CLUBE DA SAUDADE, este há mais de 32 anos no ar.
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CLEMENTE VIEGAS

CLEMENTE VIEGAS

O Doutor CLEMENTE VIEGAS e advogado, jornalista, cronista e contesta o social.

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