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21/01/2023 às 00h00min - Atualizada em 21/01/2023 às 00h00min

DE QUE O “CONTRADITÓRIO CONTINUE”...

BANDEIRA NETO

BANDEIRA NETO

Nelson BANDEIRA NETO é cronista e funcionário do SESI-Serviço Social da Indústria

   

 ...  De modo antecipado, peço licença.

Ao caro acadêmico Elson Araújo, depois de ter lido seu artigo “VERDADE PROFANA”, na edição de sábado passado e que sobrevenha com o mesmo vocativo de que o “Contraditório Continue” até com outras maledicências.

Por entender o tamanho da gravidade mesclada até com sintomas de abuso quanto ao direito à informação – no que caracteriza divergências falta de incoerência na interpretação de algo em discussão e/ou julgamento pelos legisperitos.

Vamos à promulgação da Carta Magna do País... 1988!

Veja tópico do discurso do Deputado Federal Ulisses Guimarães...

A voz do povo é a voz de Deus. Com Deus e com o povo venceremos, a serviço da Pátria, e o nome político da Pátria será uma Constituição, que perpetue a unidade de sua Geografia, com a substância de sua história, e a esperança de seu futuro e que exorcize a maldição da injustiça social” (sic)...

Ah, Dr. Ulisses,

A sua objetividade franca e direcionada - os afeitos à jurisprudência - pegaram suas unidades léxicas de suas sábias palavras e jogaram no “lixo,” em um recipiente de verdadeira falta de respeito e vergonha com sua honorabilidade de homem público, que foi.

E, no exemplo de sua vida pública, acrescentou:

A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria confessa ao admitir a reforma. Quanto a Ela, discordar, sim. Descumprir, jamais. afrontá-la, nunca” (sic).

Senhor das Diretas,

A incoerência entre as afirmações atuais e anteriores; no       contraditório popular, é a mais pura das aberrações...

Jamais vista e prolatada no cortinar de Brasília no atual século; demonstrando que não está precisando de uma constituinte, não.

Somente cumprir a atual.  

Mas estão fazendo como operários no “calafete” tapando fendas e buracos de acordo suas conveniências.

Não vamos generalizar: mas, os políticos das últimas safras precisavam de três coisas: prudência no ânimo, silêncio na língua e ter vergonha de ser político.

Olha que o saudoso Ulisses falou na proclamação de um instrumento mais valoroso de uma Nação.

A CONSTITUIÇÃO...

Será luz ainda que de lamparina na noite dos desgraçados” (sic).

“A corrupção é o cupim da república” (sic).

Tudo isso doutor Ulisses, que o senhor deixou para a posterioridade...

Para certos militantes políticos e autoridades é como se fosse SEBO [seborréia] ensacado, para passar na cara de cavalo no hipódromo do desejo exacerbado do dinheiro a continuar ludibriando o POVO.

São todos confiantes e crédulos da “Impunidade”... e diante da cegueira do eleitor brasileiro.

Ainda bem que o velho patriarca político viveu à vida pública no bipartidarismo. Hoje, têm mais de 26 léguas e um distrito de legendas partidárias; todos competindo no trecho, atrás, para fazer seu pé-de-meia, antes, que só um “cupinzeiro se alimente”.

Finalizando, caríssimo protagonista,

(...) “Democracia não é o paraíso, mas ela consegue garantir que a gente não chegue ao inferno” (sic)...  agora, da maneira como está sendo desenhada nada é de se duvidar com todas essas ambigüidades.

Certo que no “self-serve” da vida republicana brasileira; o prato mais repetido chama-se de “contraditório” com o amargor das decepções de que “Todo Poder Emana do Povo”...

A esperança é de que um dia apareça ou desenterre do túmulo do passado outro Ulisses Guimarães... para exorcizar os maus espíritos e que ative às consciências dos incautos políticos da “Terra de Santa Cruz”.

Que este janeiro venha iluminado!

                                                                                  Tchau!

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