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10/12/2022 às 00h00min - Atualizada em 10/12/2022 às 00h00min

O PÔR DO SOL NO CAIS DO PORTO

BANDEIRA NETO

BANDEIRA NETO

Nelson BANDEIRA NETO é cronista e funcionário do SESI-Serviço Social da Indústria

  
Ah, se IMPERATRIZ tivesse um Cais à margem de nosso eterno Rio Tocantins, de tanta beleza e de praias naturais, de cachoeiras que encantam a vista.

O tempo fez perder a sensibilidade inesperada com o imperdoável abandono deste afluxo de águas perenes.

Mesmo assim, com todos esses descasos, ELE ainda permanece imortal e forte para a posteridade.

O que nos causa inveja é a nossa vizinha MARABÁ (PA), em ter uma plataforma em parte da margem deste mesmo Rio, que foi um tanto piscoso, mas, ainda, de águas cristalinas para o orgulho dos Marabaenses.

E sua população orgulhosamente sente prazer de receber e mostrar para seu visitante do cais... o morrer da tarde e o sol se despedindo até o dia seguinte.

Batizada de “Orla Sebastião Miranda” como principal ponto turístico daquela contemporânea cidade balnearia.

Mas, o mérito tudo isso, acontece quando há vontade política. É o contrapeso que não temos. Infelizmente!

Assim tem muitos que nasceram para aplaudir a vida e rabiscar sua grandeza; observando o que Deus lhes ofertou e vos contemplou naturalmente com este patrimônio divino.

Aqui a natureza é equânime também...

Só que aqui - se assenta à beira de uma moita de “capim de burro” com picadas de formiga-de-fogo - mesmo, assim, contemplando este belo santuário infinito olhando para o tempo passar e com intenção ensejada de um dia, ser ilustrado, à beira de um caís.

As coisas simples da natureza e admirá-las na sua mais pura essência.

Simplesmente para lamento de todos...

Mas desse modo, e assim sendo, louvamos sem o cais do porto, mas com o “Pôr do Sol”; emanado de romantismo com a supervalorização de suas próprias emoções pessoais.

Marabá, situada na região Norte, com seus 109 anos de emancipação, tem dado passos de grandiosidade para suas porvindouras gerações e estimulando o turismo regional.

Já a nossa dizima periódica Imperatriz - politicamente, com 61 anos mais velha do que Marabá, não memorizou até agora um projeto de envergadura que mirasse e deixasse seu povo realizado.

Porém, não fosse à valentia da pecuária, da indústria, da construção civil, do comércio atacadista, varejista, da informalidade, ela estava há muito tempo bebendo da água salobra dos riachos e brejos poluídos.

Ainda bem que esta terra tem cheiro de progresso; talvez que, hoje, tenhamos uma das maiores redes hospitalares e irmanada com uma rede de ensino superior do norte e nordeste brasileiro... como verdadeiro chamariz.

São propósitos de quem veio para investir e confiar na fertilidade desta região. Caso contrário!!

Marabá... evidencia que a classe política de sua circunscrição sempre tem se projetado no espaço do tempo de boas-novas para o futuro.

Olha bem os que políticos paraenses fizeram:

Dividiram a cidade em três polos: Velha Marabá, Nova Marabá e Cidade Nova...conservando as raízes de seus entes e a grandeza matemática de sua população.
 
Aqui se campeia a mesmas mesmices da política de sempre...

Politizaram sem nenhuma responsabilidade política administrativa, invadindo e usurpando propriedades para instalarem sem qualquer estrutura básica mais de 127 bairros, com os belos nomes dos seus prospectores partidários.

Num estado com o IRH abaixo da linha da pobreza; diante de uma política “patrimonialista” dos que saem e dos que entram.
A frase de um velho pensador é a tampa e panela dos políticos do Maranhão.

“Os pobres não foram feitos para o político, mas para sustentar o poder dos políticos”.

Esse é o grande Cais do Porto de Imperatriz (MA).

      Até quando os políticos daqui vão insistir em não mudar de atitude?

 
 
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