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21/05/2022 às 00h00min - Atualizada em 21/05/2022 às 00h00min

“JUNK FOOD”

NAILTON LYRA

NAILTON LYRA

O Doutor ​NAILTON Jorge Ferreira LYRA é médico e Conselheiro Regional de Medicina e Conselheiro Federal de Medicina representando o Estado do Maranhão

 
No mundo atual, da correria, do almoço em pé, da comida no carro enquanto vai ao trabalho de manhã, ou no almoço ou a pizza noite, ou seja, comendo besteira.

Daí surgiu o conceito de Junk Food, que podemos aportuguesar para “comer besteira“.

Pode ser considerada uma expressão pejorativa para alimentos com alto teor calórico e níveis reduzidos de nutrientes.

E como surgiu essa expressão? Foi de autoria de Michael Jacobson, um americano, cientista e diretor do Center for Science in the Public Interest (Centro de Ciências de Interesse Público) em 1972. Desde então o uso dessa expressão se disseminou.

Esse tipo de comida tem, frequentemente, alto nível de gorduras saturadas, sal ou açúcar, além de inúmeros aditivos alimentares, tendo como principal representante o glutamato monossódico e são carentes em vitaminas, proteínas e fibras dietéticas.  

Seu apelo popular vem do preço, é relativamente barata para produzir, tem prazo de validade prolongado e, às vezes, nem precisam de refrigeração como os salgadinhos É popular em todo o mundo e você pode estar no Japão ou na Nova Guiné ao visualizar o grande M da McDonald´s já sabe que é um sanduíche. Em supermercados os balcões se avolumam desses produtos rápidos e fáceis de preparar.

O consumo desse tipo de alimentação tem sido mundialmente relacionado à obesidade, doenças coronarianas, hipertensão, diabetes do tipo 2 e cáries, isso conduz a preocupação com o marketing bastante ofensivo direcionado às crianças.

Mas o que constitui em comida não saudável pode ser confuso quando consideramos as influências da classe econômica, cultura e julgamento do tipo de alimentação.

Vamos ao Brasil, terra de Pindorama, o hambúrguer com batatas fritas douradas vendidas em lojas de rede como McDonald´s, Bob´s, Burger King ou as pizzas da Pizza Hut ou os produtos da KFC são rotulados de Junk Food, na dependência dos estabelecimentos por sua localização e público que frequenta.

E o alimento étnico e regional, na Bahia tem o Acarajé que não é considerado Junk Food. Aqui, na terra do Frei, temos os bolinhos de arroz fritos, conhecidos como “Orelha de Macaco” gordurosos e com baixo valor nutritivo, e não esquecendo o “bolo cacete”, podem ser considerados sim Junk Food tupiniquim.

A tapioca é Junk? Confesso que não consegui classificar.

Mas se formos pesar e estreitar o julgamento nosso pão branco francês também seria, bem como os cereais matinais com altos níveis de sal, açúcar e gordura.

A pizza que brindamos às nossas crianças no domingo à tarde também é Junk. Não podemos é dar, diariamente, porque tira a fome devido ao seu alto valor calórico e vai impedir o consumo de alimentos considerados nobres com alto teor proteico (ovo, leite, carne).

Agora, quem frequenta as feiras e mercados da terra batizada em homenagem a Tereza Cristina, conhece um bocado de comidas, que podem ser Junk ou não, mas são interessantes de citar.

O “Sanduíche do Gordo”, esse não é Junk; o desafio é ver quem aguenta comer um inteiro, enorme! O pastel com caldo de cana na feira do Mercadinho, “Pastel de Vento” (Junk) e o caldo de cana para regular a glicose.

Sanduíche tradicional do café da manhã no Mercadinho, o do “Chico Seboso”, Eu mesmo sou fã, não é Junk, com carne e temperos.

Mas existiram outros. No saudoso “Gelobom” tinha um sanduíche batizado com o nome de um médico. Dr. Nailton. Duvidam? Pois era verdade, mesmo!

Muita gente pedia: “hei, Roberto! Eu quero comer o Dr. Nailton”. KKKKKKK! Eita Imperatriz!
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