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05/05/2022 às 00h00min - Atualizada em 05/05/2022 às 00h00min

Coluna do Illya


 

O voo do pato...

Todos nós já nos deparamos com um copo, metade ocupado. Meio cheio, meio vazio. No imaginário, a cena é estimulada no coaching para definir otimistas e pessimistas, mas a realidade é que não se pode definir pela escolha. Meio cheio ou meio vazio, ele continua metade ocupado. Ou seja, voltamos ao ponto de partida. Essa é a definição que faço da movimentada Coletiva de Imprensa do senador Roberto Rocha (PTB). Como exibido ontem nesse jornal: “Com o apoio de onze partidos e de quatro pré-candidatos a governador, Roberto Rocha anuncia que vai para a reeleição”. 
Deixando de lado a metáfora do copo, ele vai para o tudo o nada. Se candidato a deputado (mandato garantido) seria se apequenar e, candidato a governador, ainda que ele tenha feito uma boa corrida  em Imperatriz atrás do presidente Bolsonaro, o foguete está à frente. Quem o conhece sabe que sua vontade seria ser candidato ao governo, já por duas vezes mal sucedidas. Uma quando renunciou e (involuntariamente) ajudou (pela eliminação de um segundo turno) a eleição de José Reinaldo que derrotou Jackson Lago; outra, na recente reeleição de Flávio Dino. Não importa os motivos, derrota é derrota, assim como em política, não importa os méritos, vitória é vitória. Ou como gosta de acentuar o próprio senador, “não importa a versão, o que importa é o fato”. E esse está registrado nos anais.
A segunda feira política foi espetacular. Movimentou o jogo, sacudiu e exibiu personagens. Se o senador Weverton Rocha foi defenestrado pelos mais diversos Judas antes do sábado de Aleluia, ao ex-governador Flávio Dino, estes, como madrastas (o termo aqui figurativo é originário do conceito popular) se fizeram presentes na proximidade do Dia das Mães. É bom que se diga, chumbo trocado não dói. Por enquanto, o lamento é tipo mágoas de verão. Para uns, quando chegado o resultado das urnas, o sol escaldante das ruas da Ilha, a arrancar as tripas e mostrar os bofes; para outros, o conforto das amplas salas dos Leões, a mostrar sorrisos de satisfação e gestos serviçais. É aguardar e esperar, que outras traições, ops, mudanças de posicionamento virão. É do jogo e todos se conhecem, ainda que se guardem, não se revelem. 
Em sua largada rumo à reeleição, Roberto Rocha exibiu um belo voo. Porém, será ele de longo alcance? Cartas à mesa e apoios exibidos, a imaginação de alguns sugere que o jogo está zerado. Apoio por parte de quatro candidatos de oposição ao governo, não é desprezível, mas quem acompanha o jogo sabe que assim como os Mosqueteiros, quatro, nesse caso, são três: Edvaldo Holanda (PSD) Weverton Rocha (PDT) e Lahesio Bonfim (PSC). Ao quarto, não precisa perder tempo com busca para averiguar, Josimar do Maranhãozinho (PL) é candidato a deputado. De resto, declarações e tapinhas nas costas é meio caminho aberto para uma facada às costas. 
Um candidato a senador com três candidatos a governador em busca de um segundo turno é um privilégio (se a caminhada durar) e esse apoio em tese coloca o senador Roberto Rocha na parte que lhe cabe, bem no jogo, já que a disputa para o Senado se encerra no primeiro turno. É que o lhe dará consistência na disputa. Se a “farinha é pouca, meu pirão primeiro” nesse caso, o embornal único a ser enchido é o do candidato ao Senado, o que não acontecerá com os candidatos ao governo. A um destes três, encher o seu (embornal) será mais expectativa que fato consumado.
Entusiasmo à parte, a ausência do senador Weverton Rocha na coletiva merece um olhar para além das paredes do Brisa Mar (onde foi efetuada a coletiva). Ainda que ele estivesse bem representado pelo presidente da FAMEM e prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier, uma foto de Weverton e de Roberto, seria simbolicamente muito forte. Faltou. E faltou por que? 
- O futuro certamente trará a resposta. 
Em tempos: Quem já assistiu um pato voar, sabe: quando levanta voo é de uma graciosidade sem igual, mas quando pousa ...

 

É Aguardar!

Em busca dos Leões, o senador Weverton ainda não perdeu a esperança de contar com o ex-presidente Lula em seu entorno. O governador Brandão acredita que o ex-governador Geraldo Alckmin agora no PSB (partido ao qual está filiado) garante Lula em seu palanque. Quem disse? Os números atuais evidenciam que nenhum candidato sairá vitorioso em 2 de outubro. Já imaginaram,  Brandão e Weverton, Lula e Bolsonaro se enfrentando no segundo turno? Onde estará o PDT?  
A verdade é que o percentual maranhense no eleitorado brasileiro é pequeno, e nesse contexto, nem Weverton, nem Brandão devolvem ao ex-presidente o que este pode dar a eles. Como moeda, Lula é o real e todo o comboio, não passa de troco. 

 

Anotem!

Prestem atenção no nome da estreante na política, Janaína Ramos. Com apoio de vereadores, prefeitos e ex nas duas categorias em dezenas de municípios, terá uma grande votação. Até me atrevo a dizer que entre as mulheres será a mais a mais votada. Prá resumo da história é como me disse um motorista de aplicativo.
- Moço, se ela tiver votos como Imperatriz tem buraco, tá eleita.
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ILLYA NATHASJE

ILLYA NATHASJE

ILLYA Ulianov Buby NATHASJE é publicitário e Diretor Comercial de O PROGRESSO.

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