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24/07/2021 às 00h00min - Atualizada em 24/07/2021 às 00h00min

Pandemia

 
Em 2020 o Mundo foi surpreendido pela infecção do Vírus Sars – Cov 2, originário da cidade de Wuhan da China, um lugar que os brasileiros e a maior parte do mundo ocidental nunca nem fazia a mínima ideia que existia, apesar de ser uma grande cidade  central na China, às margens do rio Yangtzé e com 11 milhões de habitantes. Escapou de um laboratório de virologia voltado para a guerra? Eu chamo de laboratório de ciências ocultas! Veio do morcego? Que desde a Transilvânia, terra natal de Drácula, é ligado à seres demoníacos?  Nunca saberemos, mas que produziu um estrago danado isso temos certeza absoluta.

Mas surgiu para a população uma palavra repetida à exaustão, um termo médico epidemiológico, a Pandemia. Inicialmente explicarei de maneira sucinta o que é uma Pandemia, uma Epidemia e uma Endemia, depois concentrarei no tema título,

Pandemia: é definida quando uma doença infecciosa se propaga e atinge simultaneamente um grande número de pessoas em todo o mundo – em 2009, por exemplo, a gripe suína que matou milhares de pessoas foi classificada como pandemia.

Além do covid-19, são exemplos de pandemias: AIDS, tuberculose, peste, gripe asiática, gripe espanhola e tifo. O câncer, que provoca milhares de mortes em todo o mundo, não é classificado como uma pandemia por não ser uma doença transmissível.

Epidemia: também classifica as doenças infecciosas e contagiosas, mas que ocorrem somente em uma comunidade e ou região específica. Podemos citar casos de epidemia quando a dengue acontece em várias cidades.

Endemia: os casos de endemias não são classificados levando em conta o número de ocorrência. A doença é endêmica quando aparece com frequência em um local, não se espalhando por outras comunidades. A febre amarela, comum na região amazônica, é uma doença endêmica.

Pronto, conceito estabelecidos vamos relatar as principais pandemias da humanidade.

Peste de Atenas, ocorrida nesta cidade durante a guerra do Peloponeso entre 430 e 427 a.C., vitimando 2/3 da população, agente causador acredita-se ter sido a Salmonella Tiphy, nunca comprovado devido a limitação do conhecimento médico. A Peste de Antonina, em 165 d.C., até 180 d.C., varíola ou sarampo, acredita que tenha vitimado o Imperador Marcus Aurelius, e o azar não parou aí, foi substituído pelo Imperador Cômodo, seu filho, tido como cruel e devasso, retratado no filme “Gladiator” e foi, de fato, assassinado por um gladiador.

Não posso relatar todas as pandemias da antiguidade nesse espaço, relato mais uma de importância pela devassa que aconteceu, no Império Romano do Oriente, a Praga de Justiniano entre 541 e 750 de nossa era é considerada a primeira Pandemia documentada da história, vitimou cerca de 50 milhões de pessoas (25 % da população mundial, dizimando a população bizantina e da Europa, seu agente a Yerssinia pestis, primeiro surto de peste bubônica.

A seguir veio uma grande pandemia da história da humanidade, a Peste Negra, possivelmente originada na China – De novo !, esse nome deve-se as manchas negras que provocava na pele das pessoas, inchaço dos gânglios formando bubões advindo daí o nome peste bubônica, a bactéria era transmitidas pelas pulgas que vieram em navios nos ratos portadores. Três tipos principais a peste pneumônica, a septicêmica e a bubônica, vitimou cerca de 75  milhões de pessoas, interrompeu a guerra dos Cem anos entre França e Inglaterra tal a devastação provocada.

Mais recente temos a Tuberculose entre 1850 e 1950 e a Gripe espanhola, 1918-1920, que não era espanhola!, mas acredita-se que teve origem nos USA, indo para a Europa levada pelos soldados americanos, tendo como vetor o vírus “influenza”, talvez a maior da história da humanidade vitimando entre 50 e 70 milhões de pessoas. O nome espanhola, foi motivado pela ampla divulgação que teve na Espanha, os outros países estavam sobre forte censura devido a primeira guerra No foi introduzida Brasil no navio Demara que atracou no Recife Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, espalhando-se rapidamente pelo Brasil, No Rio de Janeiro faltou caixões, coveiros e vagas nos cemitérios – não aprendemos. O Presidente eleito à época Rodrigues Alves morreu devido a doença. No Rio mais de 12 mil mortos e em SP cerca de ¨mil mortos e 350 mil casos. 

Em continuação temos no nosso século mais duas pandemias mundiais e que também afetaram o Brasil, o HIV (sob controle na maior parte do Mundo e o H1N1, perfeitamente controlado por vacinação.

Finalmente a atual Sars-Cov 2, uma luta gigante da humanidade com desenvolvimento a passos rápidos e gigantescos e de muita união de cérebros, mentes, governos para seu rápido controle, O surgimento de vacinas com tecnologias novas como a do RNA mensageiro nos levara ao seu controle e temos lido papers dando conta da pesquisa de anti retro virais, o SARS – COV 2 é um retro vírus como o da AIDS e Hepatite C.

 Tenho certeza de que dado o gigantismo da medicina brasileira o controle por vacinas será atingido, irá desaparecer? Não, será uma endemia como a malária.

Mas nosso grande desafio é a Pandemia que assola a terra de Pindorama, desde que virou Terra de Santa Cruz, no trecho de nossa primeira carta quando Pero Vaz de Caminha solicita ao Rei de Portugal benesses para seu afilhado. A cultura do Compadrio desde sempre. A Grande Pandemia que nos assola.  A CORRUPÇÃO !   
  
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NAILTON LYRA

NAILTON LYRA

O Doutor ​NAILTON Jorge Ferreira LYRA é médico e Conselheiro Regional de Medicina e Conselheiro Federal de Medicina representando o Estado do Maranhão

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