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28/07/2021 às 19h44min - Atualizada em 28/07/2021 às 19h44min

PM disse em depoimento que tiro foi acidental

Mas a câmera que gravou o desfecho trágico mostra o contrário

Dema de Oliveira
Adonias Sadda será indiciado por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e sem dar defesa à vítima - Foto: Arquivo/O PROGRESSO
 
O policial militar Adonias Sadda, acusado de matar com um tiro o médico Bruno Barbosa Calaça, 23 anos, fato ocorrido na madrugada da última segunda-feira, disse em depoimento ao delegado regional de Polícia Civil de Imperatriz, Alex Coelho, em depoimento, que o tiro foi disparado acidentalmente. Esse foi o principal argumento de sua defesa. Mas a câmera que gravou o desfecho trágico mostra justamente o contrário do que disse Adonias Sadda. 

Ainda de acordo com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o PM confirmou que antes do disparo, houve um desentendimento entre a vítima e um de seus amigos, identificado por Ricardo Barbalho, que aparece na imagem levando o policial até Bruno. O PM foi preso na noite desta terça-feira depois de ficar mais de 24 horas escondido na casa de seu advogado.

Bruno Calaça morreu depois de levar um tiro à queima- roupa em uma festa ilegal que acontecia em um bar na Beira-Rio. 

Imagens da câmera de segurança do estabelecimento mostram o exato momento em que Bruno é abordado pelo PM Adonias Sadda e por Ricardo Barbalho, que é advogado e está foragido com outro homem envolvido, é empurrado e atingido.

Depois de chegar de São Paulo, o delegado Praxisteles Martins, titular da DHPP, assumiu as investigações na manhã de ontem, juntamente com sua equipe. Já está confirmado que o policial Adonias Sadda e o advogado Ricardo Barbalho serão indiciados pelo bárbaro crime.

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