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02/09/2020 às 08h47min - Atualizada em 03/09/2020 às 00h00min

Pronto-socorro introduz inovações tecnológicas no combate a agentes infecciosos

O pronto-socorro municipal Maria Antonieta F. de Barros, na Zona Sul de São Paulo, SP, está introduzindo inovações tecnológicas simples e seguras para o combate de agentes infecciosos. Uma abordagem que vai na contramão da tendência exacerbada em usar nanopartículas de prata e radiação ultravioleta.

DINO
http://www.pitinovacoes.com.br
Lutando contra o coronavírus


Notícias sobre inovações tecnológicas capazes de combater o coronavírus estão presentes no dia a dia da população desde o início da pandemia.

Um pronto-socorro na periferia da capital de São Paulo inova ao introduzir tecnologia simples e comprovada de combate a agentes infecciosos, em particular ao coronavírus. Para isso, recorreu ao uso criativo de velhos conhecidos na luta antimicrobiana: a prata e o cobre.

O pronto-socorro municipal Maria Antonieta F. de Barros fica na periferia da zona sul da cidade de São Paulo. Unidade com alto fluxo de pacientes, trabalha com o Hospital do Grajaú no atendimento SUS aos casos de urgência e emergência médicas daquela região da capital. E mais: recebe também pacientes que buscam atendimento primário tradicionalmente oferecido pelas Unidades Básicas de Saúde. Um fluxo que pode estar próximo de 1.000 pacientes/dia.

Disponibilizar álcool gel e exigir o uso de máscaras não cria proteção suficiente em condições como essa.

Relatos apresentados durante a pandemia confirmam o que já era sabido: existe transmissão de agentes infecciosos no contato direto das mãos com maçanetas de portas, torneiras, e também formação de aerossóis infectantes quando se aciona a descarga de vasos sanitários.

Prata e, principalmente, o cobre são metais conhecidos como "matadores por contato" devido à sua capacidade de matar germes pelo simples contato físico com a sua superfície. Essa capacidade não está tão aguçada como no contato com nanopartículas, mas é imensamente mais seguro.

Numa ação conjunta entre a gerência do pronto-socorro e o Dr. Ricardo Geretto Kortas, médico plantonista da unidade, foi definido um plano de combate aos agentes infecciosos consistindo de:

1- banho de prata em todas as maçanetas e torneiras da unidade

2- revestir com folha de cobre a face interna das tampas dos vasos sanitários

3- banho de prata ou cobre nos pontos de intenso contato manual

Numa segunda fase, serão testados e disponibilizados gratuitamente dispositivos antimicrobianos para: máscaras,  ar-condicionado e ar ambiente desenvolvidos pela PIT - Pura Inovação Tecnológica. 

Um pronto-socorro de periferia - longe do glamour da medicina de grife e hotelaria - mostra a importância de se focar em fundamentos: sempre existe espaço para uma releitura e melhoria do que já está feito.

Pode parecer complicado fazer o simples, mas vale a pena.

 



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