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09/06/2021 às 19h03min - Atualizada em 09/06/2021 às 19h03min

FIEMA participa de reunião no Pará para destravar oferta de blocos exploratórios da Bacia Pará-Maranhão em leilões da ANP

Próximo passo é criar grupo de trabalho entre estados

Coordenadoria de Comunicação e Eventos do Sistema FIEMA
Diretor da FIEMA, Fernando Renner representou presidente da FIEMA na reunião em Belém - Foto: Divulgação
  
Belém (PA) -
A expectativa acerca da exploração de óleo e gás no Norte do Brasil, porém ainda sem perfurações exploratórias - encontrados nas águas profundas da Bacia Pará-Maranhão, foi o tema da reunião da Federação das Indústrias do Estado do Pará em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), realizada na manhã da última terça-feira (08/06) na sede da FIEPA, na capital paraense.  

O presidente da FIEMA, Edilson Baldez foi representado pelo vice-presidente da entidade e coordenador do Grupo de Trabalho Pensar o Maranhão, Luiz Fernando Renner que participou presencialmente da reunião e destacou que o momento é de unir esforços que apoiem uma nova inclusão dos blocos exploratórios nos próximos leilões da ANP.  

Em 2019, oito blocos da bacia PA-MA chegaram a ser anunciados para a 17ª rodada de licitação, que ocorreria em outubro – animando empresas do setor energético a investirem em estudos e prospecções – porém, a oferta foi retirada do leilão em razão de entraves ambientais contestados pelos especialistas no estudo.   

Na oportunidade, o ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e professor da UFMA, Allan Kardec Barros, que também é consultor da FIEMA, apresentou o estudo “Um Novo Pré-Sal no Arco Norte do Território Brasileiro?” com detalhes aos membros da reunião.
 
Kardec é um dos autores de uma nota técnica que aponta a existência de algo em torno de 30 bilhões de barris de petróleo na Bacia PA-MA, quase o mesmo volume encontrado no Pré-Sal, no Rio de Janeiro.  De acordo com Kardec, “se confirmadas as expectativas, especialmente os estados do Maranhão, Pará e Amapá, poderão beneficiar-se de vultosas receitas diretas (tributos e royalties) e indiretas (desenvolvimento industrial e do setor de serviços, com expressiva geração de empregos) que poderiam ser geradas pela exploração e produção petrolífera”.  

Também participaram da reunião que também foi online, o coordenador do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores da FIEMA, Carlos Jorge Taborda, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará, José Corando Santos, o presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da FIEPA, José Maria Mendonça, o secretário de desenvolvimento econômico, mineração e energia do Pará, José Fernando Gomes Júnior e o secretário de fazenda do Pará, René de Oliveira e Sousa Júnior, além do professor da Faculdade de Engenharia Naval e Oceanografia da UFPA,  Maamar El Robrini. 

Uma das propostas da reunião foi elaborar um documento técnico em conjunto para apresentar na Confederação Nacional das Indústrias e criar um grupo de trabalho que inclua também os estados do Amazonas e Amapá. 

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