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08/04/2021 às 00h00min - Atualizada em 08/04/2021 às 00h00min

Professora e líder quilombola do Tocantins, Fátima Barros morre aos 48 anos de covid-19

Nascida em Araguatins, ela figurava entre os principais expoentes do movimento

Com Informações Ajunta - Preta
Fátima estava internada na UTI do HRA desde o dia 19 de março e não resistiu a doença - Foto: REPRODUÇÃO/AP
A pedagoga, professora e uma das maiores líderes quilombolas do Tocantins e da região Amazônica, Maria de Fátima Batista Barros, 48 anos, faleceu nessa terça-feira (06), vítima de complicações causadas pela covid-19.

Ela foi diagnosticada com a doença e internada no dia 15 de março após procurar o Hospital Municipal de Araguatins se queixando de febre e dores no corpo. No dia 19 de março, foi transferida para a UTI do Hospital Regional de Augustinópolis onde chegou a ser intubada no dia 24 de março, mas não resistiu à infecção provocada pelo coronavírus.

Formada em pedagogia pela Universidade Federal de Goiás (UFG) em 2002, Fátima era defensora da cultura e figurava entre os principais expoentes do movimento quilombola no Tocantins e no Brasil.

Nascida no município de Araguatins, região do Bico do Papagaio, a educadora é a 9ª dos dez filhos de seu Cantidio Barros e Dona Vicência Barros. Quebrando paradigmas, Fátima também foi a primeira de sua família a ingressar no ensino superior.

Depois da faculdade, Fátima retornou para Araguatins, e assumiu a função de coordenadora pedagógica na antigo Centro de Ensino Médio Professora Antonina Milhomem (CEMPAM), onde também foi supervisora pedagógica.

Em 2007, assumiu a coordenação regional de educação para a diversidade e trabalhou com pautas da diversidade em 12 municípios em 56 escolas e coordenava uma equipe de 32 técnicos pedagógicos, atendendo educação do campo, educação indígena, Pro jovem Campos Saberes da Terra, EJA, ENCCEJA, Brasil Alfabetizado, Educação Profissional, Educação Especial/Educação Inclusiva, programas de correção de fluxo e distração idade série, alimentação escolar, entre outros programas.

O Coletivo Feminista de Mulheres Negras do Tocantins- Ajunta Preta, manifestou solidariedade aos familiares e lamentou a morte da líder cultural.

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