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15/01/2021 às 00h00min - Atualizada em 15/01/2021 às 00h00min

Maranhão ocupa 1º lugar no Brasil em casos de hanseníase, com 36,5 mil casos novos na última década

SBD lança campanha pelo diagnóstico e tratamento precoce e intensifica alerta em estados com maior número de casos. Brasil é o segundo País no mundo com mais registros da doença

Assesssoria
SBD
Foto: Wikimedia Commons
O Maranhão ocupa o primeiro lugar no Brasil em número de casos novos de hanseníase. O alerta é da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que, com base no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, identificou naquele estado a ocorrência de 36.482 casos novos da doença entre 2010 e 2019. Deste total cerca de 30% chegaram aos consultórios e ambulatórios com algum grau de incapacidade, isto é, quando a doença causa alguma deformidade física ou causa diminuição ou perda de sensibilidade nos olhos, nas mãos e nos pés.
 
JANEIRO ROXO - Como janeiro é o mês dedicado à conscientização, combate e prevenção da hanseníase no País, a SBD somou forças para apontar a importância de se enfrentar essa doença tropical de evolução crônica, que se manifesta principalmente por meio de lesões na pele e sintomas neurológicos, como dormência e diminuição de força nas mãos e nos pés.

 Proporcionalmente, a Região Nordeste do País concentra o maior número de casos novos detectados ao longo da última década: 43% do total, o equivalente a 132,7 mil casos. Em segundo lugar, aparece o Centro-Oeste, com 19,5% dos casos, seguido do Norte (19%) e Sudeste (15%). Somente 3,5% dos novos pacientes identificados nos últimos dez anos estão no Sul do Brasil.

 Um terço dos casos novos registrados na população geral durante o período se concentraram apenas no Maranhão e outras duas unidades da federação: Mato Grosso (33.104) e Pará (31.611). Os estados de Roraima, Rio Grande do Sul e Amapá diagnosticaram menos de 1.500 casos novos da doença na década.

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