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22/11/2022 às 18h55min - Atualizada em 22/11/2022 às 18h55min

Balanço aponta que 64 casos de feminicídio já foram registrados no Maranhão em 2022

Dema de Oliveira
Maria Elizanete morreu não resistindo às lesões sofridas - Arquivo/O PROGRESSO
   
Em todo o ano de 2021, foram registrados 71 casos de feminicídio no Maranhão. Em 2022, quando ainda falta mais de um mês para acabar o ano, cerca de 64 casos já foram registrados. Vale lembrar que apesar desse número, que é considerado alarmante, apenas 37 homens, acusados dos crimes, estão presos, mesmo com todos os crimes sido elucidados, ou seja, pouco mais da metade. 

O último caso de feminicídio registrado no Maranhão aconteceu no fim de semana, em Imperatriz, quando Maria Elizanete Lima Chagas, de 38 anos, agredida pelo companheiro, Fernando Barbosa dos Santos, 45 anos, que embora tenha sido socorrida pelo SAMU e levada para o hospital, não resistiu e morreu. Fernando foi preso pela Patrulha Maria da Penha e está entre os 37 presos. 

Segundo dados da Polícia Militar do Maranhão, 40 mil mulheres já foram atendidas pela Patrulha Maria da Penha, no Maranhão. O serviço, está em expansão para garantir o direito de mulheres vítimas de violência, está presente em praticamente em todo o estado.

A rotina de quem trabalha na proteção de mulheres vítimas de violência começa cedo. A Patrulha Maria da penha existe desde 2017 e faz atendimentos não só na capital, mas em todo estado. No Maranhão, 40 mil atendimentos já foram feitos. E, por causa da grande demanda, o sistema de segurança está sendo ampliado. Até o fim do ano, novos postos serão implantados no interior do Estado. O Maranhão conta, atualmente, com 14 patrulhas Maria da Penha. A mais recente começou a funcionar em Barreirinhas, este mês. Segundo informações da Polícia Militar, até dezembro, o serviço vai ser inaugurado em Buriticupu, Rosário, Grajaú e Codó. 

“O sistema de segurança com um todo tem procurado formas de tentar minimizar esses crimes que estão acontecendo. Nós sabemos que, infelizmente, as mulheres que estão morrendo são mulheres que não denunciaram. E isso reforça que a cultura da não denúncia, de se perpetuar no ciclo de violência, prova que isso leva ao feminicídio. Então, a Polícia Militar está levando esse trabalho pra reforçar, pra mulher entender que ela vai ser acolhida, vai ser atendida, quando ela fizer a denúncia”, explica a tenente-coronel Edhyelem Santos, coordenadora estadual das Patrulhas Maria da Penha.

Além das prisões pelo crime de feminicídio, conforme estatística fornecida pela Patrulha Maria da Penha, 390 homens já foram presos, por descumprimento de medidas protetivas, solicitadas e deferidas pela justiça. 

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