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12/11/2020 às 00h00min - Atualizada em 12/11/2020 às 00h00min

ENTREVISTA COM O CANDIDATO ILDON MARQUES (PP)

Da Redação de O PROGRESSO
ILDON MARQUES - Foto: Divulgação

Sabemos que a administração pública é muito complicada, com a burocracia emperrando os trabalhos e, às vezes, causando problemas jurídicos ao gestor, mesmo não havendo a intenção de dolo. O que lhe leva a entrar nessa disputa ferrenha pela prefeitura de Imperatriz?
Minha experiência de gestão empresarial me credencia e até favorece para que eu consiga administrar com mais firmeza. Sabemos que as leis às vezes travam algumas ideias e ações que podem gerar problemas na prestação de contas. Hoje estou mais experiente e tranquilo em relação a governar com extrema eficiência. Quero fazer um modelo de gestão com ações inovadoras, principalmente, dando mais espaço para as mulheres, que são muito focadas e organizadas, além de trazer a juventude para aprender na prática, como se faz gestão pública. A meritocracia pode e deve ser implantada. Hoje tenho mais experiência para administrar Imperatriz e fazer um governo de qualidade para deixar como um verdadeiro legado.

Imperatriz tem mais de 150 bairros, a maioria sem infraestrutura. Faltam esgoto, pavimentação e até água. Mesmo sabendo que alguns desses serviços ainda são de obrigação do Estado, qual a sua proposta para este setor?
O Marco regulatório do Saneamento veio para ajudar os municípios o que é melhor para cada realidade. Hoje a iniciativa privada tem avançado muito em todo o Brasil, oferecendo produtos e serviços em PPPs, Parceria Público/ Privada. O município só tem a ganhar e estamos prontos para iniciar este novo formato de gestão, onde o município não tem recursos, abre espaço para que novas empresas se habilitem e tragam estes investimentos. Além disso, elaboramos um plano de governo que quer buscar o entendimento entre todas as esferas de poder, ou seja, fortalecer as parcerias com os vereadores, deputados, senadores, governos do estado e federal. Depois de eleito, o gestor precisa esquecer questões ideológicas/ partidárias e unir todos num processo em favor de Imperatriz.

E especificamente sobre os alagamentos de bairros, principalmente provocados pelos riachos, já que a cidade é cortada por vários, como o Bacuri, Capivara, Cacau, Riacho do Meio e Santa Teresa. O que fazer? Não haveria a possibilidade de uma canalização?
Este é um grande problema que se agravou nos últimos 10 anos. Depois que saí da prefeitura, há quase doze anos, percebi que houve um relaxamento nas leis ambientais, principalmente na liberação de alvarás de loteamentos que não preencheram os requisitos estruturais. No meu governo eram poucos pontos de alagamento que fomos estruturando e eliminando. Hoje a cidade tem mais de seiscentos pontos de alagamento e a cada ano foi piorando a situação. Temos um plano de enfrentamento, aprofundando os leitos dos riachos com retroescavadeiras e dragas anfíbias, além de reconstituir a mata ciliar para que não volte a assorear.   

Percebemos que o sistema de saúde pública vem, aos poucos, melhorando. O quer poderá ser feito para chegar a um nível satisfatório?
Melhorando??????
No meu primeiro ano de mandato em 1996, entendi que Imperatriz precisava urgente em ter um hospital de referência para pronto atendimento. Naquela época, Imperatriz e região se deslocava diariamente para buscar atendimento público em Teresina. Acabamos com esse turismo da saúde e transformamos Imperatriz neste destino. Mesmo sem recursos, encarei o desafio e montamos o Socorrão e o Socorrinho, este para crianças. Hoje Imperatriz tem muito mais recursos que naquela época, e é necessário ter a parceria com os governos do estado e federal, visando a construção de um novo e moderno Socorrão, cujo pleito já o fiz ao Senhor Governador há dois anos atrás e, ele se comprometeu, publicamente, que iria atender, pois Imperatriz hoje carrega a saúde de toda a região nas costas. É justo que os governos também se responsabilizem neste processo. Para isso, visto que sou o único candidato que tem a força de quatro deputados federais: André Fufuca, Edilásio Junior, Gastão Vieira e Junior Marreca, além de mais outro deputado que já manifestou interesse em se juntar ao nosso projeto. A minha experiência recomenda e vou buscar as parcerias necessárias para construir o novo Socorrão de Imperatriz.

A pandemia do Corona Vírus dificultou mais ainda as administrações, não apenas as municipais, como as estaduais e a federal. Na sua avaliação, a pandemia serviu como um alerta para as autoridades sobre a necessidade de uma melhoria mais acentuada do sistema de saúde?
A pandemia impactou nosso modo de vida, entristeceu nossos lares e tirou muitas vidas. Mas também serviu para mostrar o quanto os nossos sistemas de saúde, tanto  públicos como privados ainda precisam melhorar. É preciso rever todos os conceitos administrativos e cobrar para que os investimentos na área de saúde sejam maiores.

E na área educacional, qual a sua proposta para, também, chegarmos a um nível mais elevado?
Em uma cidade em que tudo é urgente e prioritário, a educação sempre prioridade quando governei Imperatriz. A capacitação dos professores, a transformação da merenda escolar, que transformamos em refeição quando era biscoito com refresco, as construções e reformas de escolas, inclusive na zona rural são marcas de nossa gestão. Hoje a forma de ensinar e aprender mudou. É preciso entender isso e aplicar métodos inovadores e equipamentos tecnológicos para professores e alunos. Estamos muito longe dos modelos de ensino aplicados nos países desenvolvidos, mas é preciso aplicar com urgência um novo modelo de gestão educacional inspirado nestes países, claro que respeitando nossos limites orçamentários, mas compensando com talento e esforço, que é a marca dos nossos professores.

Ruas, praças e outras áreas públicas estão tomadas por vendedores ambulantes causando transtorno a quem precisa circular nestes locais. Além do mais, competem com lojistas que pagam seus impostos. Por que os gestores temem retirá-los desses locais?
Isso acontece principalmente porque a cidade não oferece um mercado de trabalho mais consistente e robusto, principalmente na indústria. É preciso recriar os espaços humanizados e uma política pública pensada com toda a sociedade. É um assunto que deve ser discutido com todos os setores envolvidos. Só não acho certo que devam ser tratados com desrespeito ou truculência.

O trânsito de Imperatriz, assim como da maioria das cidades brasileiras, ainda precisa melhorar. A falta de estacionamento é um dos principais problemas. O senhor é a favor da Faixa Azul, pelo menos no Centro Comercial?
Essa é uma discussão que aparentemente parece ser simples, mas é complexa. Não se trata em ser contra ou a favor. O que eu defendo é que precisamos sair do amadorismo e do “achismo”. É Preciso criar o departamento de engenharia de tráfego, com equipamentos modernos e profissionais especializados no assunto.

Imperatriz cresceu desordenadamente, especialmente por causa do surgimento de bairros por meio de invasões. O senhor é favorável a invasão?
A falta de habitação é um problema sério em todo o País. E é responsabilidade, sim, de quem governa encontrar solução.

Com o advento das redes sociais, as eleições, em geral, estão tendo um processo sob um nível baixo. São as “fakes News” imperando e, o que é pior, em boa parte atacando a vida pessoal do candidato e, o que é pior, envolvendo a sua família. Já vimos criança sendo exposta criminosamente. Como o senhor ver isso?
Nunca fiz uso de baixarias nas campanhas que disputei. Eu mesmo estou sendo a maior vítima de todo este processo de “fakes News”, quando meus adversários mentem de forma vergonhosa que não sou candidato. Isso já ocorre desde a minha primeira disputa, mas agora com a força da internet passou a confundir mais as pessoas. Mas o eleitor é inteligente e sabe separar o joio do trigo.

Um grave crime ambiental que se verifica há décadas em Imperatriz é o esgoto in natura jogado no rio Tocantins. Por que a prefeitura não age com pulso forte contra a Caema, responsável pela rede de esgoto da cidade?
Na sua pergunta já está a resposta. A responsabilidade sempre foi da Caema, mas agora a coisa vai mudar com a aprovação do Marco Regulatório do saneamento, onde teremos a oportunidade de dar uma solução efetiva a esse problema, como por exemplo, a possibilidade de privatização do sistema de abastecimento de água e esgoto de Imperatriz.
A Caema cobra dos moradores pelo uso do esgoto o mesmo valor da água. Ou seja, se o consumidor paga 100 reais pelo consumo mensal da água, também paga

100 reais de esgoto. Elevando a conta para 200 reais. Isso não é um absurdo, principalmente por que o serviço é precário e, além do mais, o esgoto não é tratado está poluindo o rio?
Creio que já respondi isso na pergunta interior. A Caema agora pode ter concorrência.

Deixe a sua mensagem para o povo de Imperatriz.
Nas duas vezes em que governei como prefeito, peguei a cidade arrasada. Muitas contas atrasadas, lixo por toda parte, dois verdadeiros caos administrativos. Isso leva um tempo para organizar, mas nas vezes que governei, entreguei aos meus sucessores, bem melhor que quando assumi. E, quando concorri a reeleição, com a “casa arrumada” não tive a oportunidade de dar continuidade ao trabalho que sempre sonhei e sei que sou capaz. Hoje não é diferente, a cidade está maquiada e fragilizada economicamente, mas estou mais experiente e pronto para agir de forma dinâmica, buscando as condições necessárias para fazer um grande governo. Quero deixar um legado para a cidade: dar espaço para que novos líderes sejam valorizados e preparar para a sucessão, pessoas que tenham competência, compromisso, respeito e amor por Imperatriz.


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