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12/11/2020 às 00h00min - Atualizada em 16/11/2020 às 00h00min

ENTREVISTA COM O CANDIDATO ASSIS (DEM)

Nunca é demais relembrar que eu fiz mais que todos os outros prefeitos dos últimos 20 ou 30 anos

Da Redação de O PROGRESSO
ASSIS - Foto: Divulgação

Sabemos que a administração pública é muito complicada, com a burocracia emperrando os trabalhos e, às vezes, causando problemas jurídicos ao gestor, mesmo não havendo a intenção de dolo. O que lhe leva a entrar nessa disputa ferrenha pela prefeitura de Imperatriz?
É desafio e desejo de trabalhar para melhorar a qualidade de vida dos imperatrizenses. A saída, para o emaranhando jurídico, é ter sistemas de controle interno eficientes. Foi isso que fizemos.

Imperatriz tem mais de 150 bairros, a maioria sem infraestrutura. Faltam esgoto, pavimentação e até água. Mesmo sabendo que alguns desses serviços ainda são de obrigação do Estado, qual a sua proposta para este setor?
Com constante problema no abastecimento de água da cidade e praticamente nenhum tratamento de esgoto, venho lutando para trocar a atual empresa que contém a concessão de abastecimento e tratamento de estojo. O último contrato foi assinado no apagar das luzes de 2016, nos últimos 5 dias do ano, quase não dava tempo. Existem inúmeras empresas privadas que assumem esse tipo de operação, com garantias de plena satisfação, recolhendo todo o esgoto e abastecendo todo mundo de água, por preços que não vão nada além do que a Caema cobra para não fazer o serviço.

E especificamente sobre os alagamentos de bairros, principalmente provocados pelos riachos, já que a cidade é cortada por vários, como o Bacuri, Capivara, Cacau, Riacho do Meio e Santa Teresa. O que fazer? Não haveria a possibilidade de uma canalização?
De maneira geral, todas as esferas de governo não aplicam os recursos necessários em drenagem, por serem obras que ficam enterradas e não trazem dividendos políticos. Mas eu fiz, foram 115 obras, cerca de 13km, e para a próxima gestão vamos executar plano de drenagem do município.

Percebemos que o sistema de saúde pública vem, aos poucos, melhorando. O quer poderá ser feito para chegar a um nível satisfatório?
Universalizamos a atenção básica, que antes só cobria cerca de 60% da população. Vamos instalar o Hospital para Acidentados, além da desapropriação e conclusão da reforma do prédio do Socorrão.

A pandemia do Corona Vírus dificultou mais ainda as administrações, não apenas as municipais, como as estaduais e a federal. Na sua avaliação, a pandemia serviu como um alerta para as autoridades sobre a necessidade de uma melhoria mais acentuada do sistema de saúde?
Sim, Imperatriz tem o total de 234.547 habitantes e o atendimento é oferecido para a cidade e regiões vizinhas, tendo cerca de 800 mil pacientes, cerca de cinco mil atendimentos por mês.

E na área educacional, qual a sua proposta para, também, chegarmos a um nível mais elevado?
Manter a política de construção, ampliação e reforma das escolas e creches; Ampliação das bibliotecas físicas e criação da biblioteca digital do município; continuidade nos investimentos em qualificação profissional. 48 escolas foram construídas ou reconstruídas. A educação se transformou nos últimos anos. Salas de aula modernas, conforto e estrutura completa para os alunos.

Ruas, praças e outras áreas públicas estão tomadas por vendedores ambulantes causando transtorno a quem precisa circular nestes locais. Além do mais, competem com lojistas que pagam seus impostos. Por que os gestores temem retirá-los desses locais?
A solução está próxima, com a conclusão do Shopping da Cidade.

O trânsito de Imperatriz, assim como da maioria das cidades brasileiras, ainda precisa melhorar. A falta de estacionamento é um dos principais problemas. O senhor é a favor da Faixa Azul, pelo menos no Centro Comercial?
A nossa Zona Azul reserva apenas 8% das vagas. Outras 92% permanecem como estacionamento normal. O grande reclame que colocaram foi a questão dos comerciários. O projeto contém uma solução muito simples que nunca foi divulgava. Terá áreas especificas para eles, que serão identificados por adesivos.

Imperatriz cresceu desordenadamente, especialmente por causa do surgimento de bairros por meio de invasões. O senhor é favorável a invasão?
Não; mas as situações consolidadas, a gente trabalha para regularizar.

Com o advento das redes sociais, as eleições, em geral, estão tendo um processo sob um nível baixo. São as “fakes News” imperando e, o que é pior, em boa parte atacando a vida pessoal do candidato e, o que é pior, envolvendo a sua família. Já vimos criança sendo exposta criminosamente. Como o senhor ver isso?
Lamento muito, mas não revido; as pessoas não gostam disso, mas os adversários, na ânsia de nos atingir, agem com desinteligência. A minha campanha é de prestação de contas e de propostas.

Um grave crime ambiental que se verifica há décadas em Imperatriz é o esgoto in natura jogado no rio Tocantins. Por que a prefeitura não age com pulso forte contra a Caema, responsável pela rede de esgoto da cidade?
Vamos adotar uma medida radical, banir a Caema de Imperatriz. Em lugar dela, uma empresa especializada, que absorva os funcionários da Caema e que nos preste serviços de esgotamento e tratamento dos esgotos, e abasteça todas as unidades com água de qualidade, a preços em nível do que a Caema cobra para não fazer nada que preste.

 A Caema cobra dos moradores pelo uso do esgoto o mesmo valor da água. Ou seja, se o consumidor paga 100 reais pelo consumo mensal da água, também paga 100 reais de esgoto. Elevando a conta para 200 reais. Isso não é um absurdo, principalmente por que o serviço é precário e, além do mais, o esgoto não é tratado está poluindo o rio?
Cobrança indevida. É nesse ponto que a gente entra para romper um contrato de 30 anos feito pelo prefeito anterior quatro dias antes da minha posse.

Deixe a sua mensagem para o povo de Imperatriz.
Nunca é demais relembrar que eu fiz mais que todos os outros prefeitos dos últimos 20 ou 30 anos. Essa verdade se estabelece numa campanha que eu fiz, numerando todas as minhas obras e serviços. O prefeito que esteve antes de mim, quebrou o tabu da reeleição, mas não foi bem o seu segundo mandato. Eu vou ser melhor do estou sendo na primeira gestão, porque, como tenho dito, estou só no começo da minha carreira política, quero ir muito além, sempre com a confiança do povo.

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