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13/10/2022 às 08h12min - Atualizada em 13/10/2022 às 08h12min

Beatriz Souza é vice-campeã Mundial em Tashkent

Na final, judoca de 24 anos parou na francesa Romane Dicko e garantiu a quarta medalha do Brasil, em Tashkent, nesta quarta-feira, 12

CBJ - CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE JUDÔ
Bia bateu Wakaba Tomita na semifinal do Mundial. - Foto: Lara Monsores/CBJ

  
O judô brasileiro chegou a sua quarta medalha no Campeonato Mundial de Tashkent, no Uzbequistão. Nesta quarta-feira, 12, Beatriz Souza (+78kg) brilhou na competição e garantiu a prata após parar na francesa Romane Dicko, na final da categoria pesado. Essa foi a segunda medalha Mundial seguida de Bia, que também é dona de um bronze conquistado em 2021, em Budapeste.

Atual número 3 do mundial, Bia pegou uma chave duríssima e precisou de muita estratégia para avançar. Começou com vitória por ippon sobre Larisa Ceric, da Bósnia e Herzegovina, e, nas quartas, encarou uma das lendas do peso pesado feminino, a cubana Idalys Ortiz, dona de quatro medalhas olímpicas e oito mundiais. Mas, aos 33 anos, Ortiz não foi páreo para a força de Beatriz, que controlou as ações da luta e fez a cubana ser punida três vezes. 

Na semifinal, Bia encarou mais uma luta difícil contra a japonesa Wakaba Tomita que nunca havia perdido para Beatriz. Mais uma vez, com muita tática, a brasileira anulou as ações da japonesa, mudou um pouco seu jogo e venceu, novamente, nas punições.  

Do outro lado da chave, Romane Dicko teve um caminho mais “tranquilo”. Passou pela chinesa Xin Su, pela holandesa Marit Kamps e bateu sua compatriota Julia Tolofua na semifinal para assegurar a primeira e única final do excelente time francês, que neste Mundial conquistou apenas dois bronzes, com Amandine Bouchard (52kg) e Manon Deketer (63kg).  

Bia e Dicko são velhas conhecidas e se enfrentam desde os tempos de Júnior. Neste ano, na primeira vez que se encontraram em uma final de Mundial, a francesa levou a melhor após conseguir uma imobilização no segundo minuto de luta. Bia tentou uma entrada, acabou se desequilibrando e não conseguiu escapar do osaekomi da adversária. A prata fechou a campanha individual do Brasil em Tashkent — 02 ouros, 01 prata, 01 bronze e 02 sétimos lugares.

Rafael Silva para nas oitavas 

Na chave masculina do peso pesado, o Brasil foi representado pelo experiente Rafael Silva (+100kg), o Baby. Ele estreou com vitória nas punições em luta travada com chinês Ruinxuan Li. Nas oitavas, contudo, Baby parou na imobilização do uzbeque Alisher Yusupov, e despediu-se do Mundial sem chegar às disputas por medalhas.  

Rafael Silva é um dos maiores medalhistas do Brasil em Mundiais, tendo conquistado já uma prata e dois bronzes, além de duas medalhas de bronze olímpicas. Ele estará de volta ao tatame, nesta quinta, para apoiar o time brasileiro no Mundial Por Equipes Mistas.  

Brasil fica em segundo no quadro geral de medalhas

O Brasil faz sua melhor campanha em Mundiais fora de casa, tendo conquistado dois ouros, de Rafaela Siva (57kg) e Mayra Aguiar (78kg), além do bronze de Daniel Cargnin (73kg). Com a prata de Beatriz Souza no último dia de disputas individuais, o judô brasileiro garantiu o segundo lugar no quadro geral de medalhas, ficando atrás apenas do Japão, que teve cinco ouros, quatro pratas e três bronzes.

Vem aí: Competição por equipes

Nesta quinta-feira (13), os tatames da Humo Arena serão palco da disputa entre equipes. O Brasil estreará contra a Coréia do Sul e terá seus principais nomes lutando pelo ouro inédito.

As preliminares começam a partir das 1h30 (horário de Brasília), com transmissão ao vivo do Canal Olímpico do Brasil. As finais, por sua vez, têm início previsto para às 9h, com exibição do Sportv.


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