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20/09/2022 às 16h32min - Atualizada em 20/09/2022 às 16h32min

Entidades empresariais discutem com candidatos ao Governo propostas para impulsionar a indústria maranhense

Além do setor industrial, os candidatos responderam a perguntas dos empresários sobre comércio, turismo e agricultura

Da Redação
Coordenadoria de Comunicação e Eventos do Sistema FIEMA
   
SÃO LUÍS – Os quatro candidatos mais bem posicionados para assumir o Executivo do Maranhão, de acordo com pesquisas de intenção de voto, falaram nesta segunda-feira (19/09), no auditório Terezinha Jansen, no Multicenter Negócios e Eventos, sobre as propostas da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) para dinamizar a indústria local no período de 2023 a 2026. A elaboração das sugestões levou em consideração indicadores de competitividade industrial e outros que mensuram a importância da indústria para a economia maranhense, bem como indicativo de cenários e tendências nacionais e internacionais.

O encontro com os candidatos a poucos dias das eleições já é uma tradição das entidades empresariais. “A nossa expectativa é que a conversa simbolize um compromisso real do candidato eleito com o desenvolvimento econômico que desejamos. Este encontro representa um passo concreto no sentido da formalização de um diálogo imprescindível e constante, transparente, sem intermediários e com agendas prévias, entre os setores privado e público”, frisou o presidente da FIEMA, Edilson Baldez das Neves.

 O setor industrial, na estrutura econômica, é o segmento mais dinâmico porque incorpora mais tecnologia e inovações, criando empregos de melhor qualidade e melhores níveis de remuneração. A indústria responde por 17,3% do Valor Adicionado Bruto do estado do Maranhão, de acordo com dados do IBGE/2019.  A indústria emprega 78.821 trabalhadores, o equivalente a 10,6% do emprego no estado, e é responsável por 49,8% do valor das exportações. A indústria é ainda o setor produtivo com mais capacidade de alavancar efeitos multiplicadores para frente e para trás sobre os demais segmentos, incorporando novas tecnologia, inovando processos e gestão. Um exemplo disso é o desempenho do agronegócio e os desdobramentos potenciais na infraestrutura de transporte e logística.

 

Agenda para o Desenvolvimento do
Setor Produtivo do Maranhão 

Apesar do otimismo, áreas como infraestrutura e logística trazem desafios para o desenvolvimento da indústria maranhense. Daí porque as entidades elaboraram a Agenda para o Desenvolvimento do Setor Produtivo do Maranhão. Entre as sugestões estão temas de interesse da indústria. São eles: dinamização da indústria; infraestrutura e logística; educação para o mundo do trabalho; inovação e tecnologia; melhoria do ambiente de negócios e segmento da construção civil.

Com o objetivo de dinamizar a indústria maranhense, a FIEMA elencou sugestões como a estruturação e/ou consolidação do adensamento das cadeias produtivas mais importantes do estado, como agronegócio, minerais metálicos, minerais não-metálicos, construção civil, turismo e indústria criativa. Nesse item foram elencadas sugestões como políticas de substituição de importações; recuperação e organização de distritos industriais e programas intensivos de qualificação de mão-de-obra.

Entre as soluções para aumentar os investimentos em infraestrutura e logística estão a ampliação e modernização de terminais de cargas nos aeroportos de São Luís e Imperatriz; duplicação de rodovias e ampliação do modal rodoviário. Nessa temática entram ainda propostas para o segmento de telecomunicações, energia, petróleo e gás; meio ambiente e saneamento básico, além de economia circular.
 
Sobre a educação a FIEMA propõe que o setor público reformule sua política educacional com orientação mais objetiva para o mundo do trabalho, seja na educação básica ou profissional. A ênfase da educação precisa ser em novas tendências, na ciência, tecnologia e inovação.

Em inovação e tecnologia, que tem uma forte correlação com a qualidade da educação e do capital humano, as sugestões passam pela promoção da inovação tecnológica de processos e produtos e pela padronização e modernização da legislação para acelerar a instalação da Tecnologia 5G.

No que tange à melhoria do ambiente de negócios, as propostas passam por questões como incentivos orientados para o aproveitamento de potencialidades produtivas das diversas regiões; desburocratização da gestão pública que contribua para a redução da informalidade e do tempo para licenciamento ambiental; acesso ao crédito industrial e consolidação da marca do produto fabricado no Maranhão.

Por fim, a FIEMA elaborou propostas para o segmento da indústria da construção civil que contempla a redução do déficit habitacional. Para isso foi sugerido, entre outras coisas, o estimular à construção de habitações de interesse social por agentes privados, associações ou cooperativas; construção de habitações para famílias em situação de vulnerabilidade social e adesão ao Programa Casa Verde e Amarela – Pro-Moradia para fins de aporte financeiro.   Os candidatos responderam ainda a perguntas sobre comércio, turismo e agricultura. Participam da comissão organizadora do encontro: ABIH, ACM, AMASP, ASCEM, AJE, CDL, CIMAR, FAEM, FAEMA, FCDL, FECOMÉRCIO e  FIEMA.

 

O que pensam os candidatos ao
governo do Maranhão sobre a indústria 

Dos quatro candidatos convidados para o encontro, Edivaldo Holanda (PSD) não compareceu em função de compromissos assumidos anteriormente. A quantidade de perguntas respondidas pelos três candidatos presentes variou em função da forma como cada um administrou o seu tempo, que foi igual para todos. Conheça a síntese de como pensam os candidatos sobre as questões relacionadas à indústria na ordem em que os candidatos se apresentaram. Assista aoEncontro com Candidatos a Governador na íntegra.  
 

Lahésio Bonfim (PSC)

Pergunta: Quais políticas públicas relativas a incentivos fiscais e financeiros o senhor pretende adotar para atrair novos investimentos produtivos para o Maranhão, gerar riquezas e reduzir desigualdades?   

Resposta:
Todo estado que cresce, que gera emprego, tem uma indústria forte. A indústria abocanha algo em torno de 30%. Então, se nós estamos com 17% no nosso estado significa que temos muito a crescer. O segredo é tornar o ambiente propício ao empreendedorismo. Temos que ser parceiros de quem quer se estabelecer aqui, de quem quer empreender e investir em infraestrutura. Temos que ter infraestrutura, ambiente propício e um governo que entenda o que empresariado quer. A desburocratização do serviço público é a nossa meta.

 

Weverton Rocha (PDT)

Pergunta: Como fazer com que o licenciamento ambiental cumpra efetivamente a sua função de forma eficiente? 
 
Resposta:
Fazer de forma correta. Hoje o problema nosso nessa questão é o trâmite burocrático. É como se a burocracia fosse sinônimo de não acontecer. A burocracia tem que ser encarada como solução de problemas. Vamos conversar com vocês sobre a questão do gás natural, que é um vetor importante para poder ajudar a atrair indústrias grandes para cá. Qual é o maior insumo de uma indústria? Energia. E se nós produzirmos energia e vendermos ela com antecedência sem deixar nada para cá tem alguma coisa errada. Se você tiver energia limpa e mais barata, terá condição de fazer uma atração importantíssima de investimentos.   

Pergunta: Qual a sua visão sobre o Conselho Empresarial do Maranhão?  

Resposta
: O Conselho tem um papel estratégico fundamental. O meu papel e uma das características do meu governo vai ser ouvir, ser participativo. E isso é importante porque você consegue construir de forma mais democrática, mas também de forma mais organizada as soluções. Você tem que planejar o que vai fazer. O Conselho Empresarial terá um papel fundamental no meu governo.  

Pergunta: Qual será o seu posicionamento em relação a Alcântara, considerado um grande vetor de desenvolvimento para a indústria aeroespacial?   

Resposta:
Nós precisamos conhecer o projeto da Zema, do senador Roberto. Ele é muito importante porque tem tudo a ver com os negócios aeroespaciais que vamos ter aqui no Maranhão, em São Luís e na região da Baixada. Eu tive a oportunidade de participar do debate do acordo de salvaguarda tecnológico que foi aprovado em parceria com os Estados Unidos, autorizando a operação deles aqui no nosso estado. É preciso conhecer o que está acontecendo lá. Por isso fui conhecer a base na Guiana Francesa, fui às comunidades tradicionais. Com a Zema a gente vai conseguir ter estímulo fiscal e no futuro empresas como Google terão condições de estar aqui. Temos que sentar à mesa e dialogar em Brasília para pedir ajuda para o Maranhão. Um exemplo é o diálogo com as Forças Aramadas para ter um aeroporto em Alcântara que poderia receber o maior cargueiro do mundo.   
  

Carlos Brandão (PSB)

Pergunta: Que políticas públicas relativas a incentivos fiscais e financeiros o senhor pretende adotar, caso eleito, para atrair novos investimentos produtivos para o Maranhão para geração de riqueza e redução das desigualdades?   

Resposta:
Disponibilizamos R$ 1, 9 bilhão de isenção fiscal para atração de investimentos. Nós vamos continuar ampliando. Com automação reduzimos de uma semana para duas horas a abertura de uma empresa. A isenção fiscal a gente deu para a grande maioria das micro e pequenas empresas, já que 90% dos empregos são gerados por elas. A isenção garantiu os empregos e retirou as empresas da informalidade. De 200 mil empresas, hoje já são 37 mil. No mais, é continuar investindo na qualificação profissional, a exemplo dos IEMAS. Formamos mais de 5 mil jovens e 60% deles foram absorvidos pelas empresas na parceria com o governo. Investimos também no Agente Jovem Ambiental e no IEMA Vocacional. São programas que geram oportunidades aos jovens. Temos conversado com investidores sobre as potencialidades do nosso em muitas áreas. Visitamos 10 países para prospectar investimentos. Enfim, temos um conjunto de ações que vai desde a capacitação, isenção fiscal até o incentivo ao trabalho do jovem. Temos projetos de gasoduto, terminais de cargas e ampliação do modal ferroviário. O segredo é o diálogo com os empresários. As empresas maranhenses precisam se capacitar, modernizar e ser certificadas para que possam participar desses investimentos. 

Pergunta: Sendo eleito governador, que políticas educacionais o senhor adotaria para que o contingente tão importante da força de trabalho, de pessoas entre 18 e 29 anos, encontre motivação para ingressar no mundo real do trabalho?  

Resposta:
Quando assumimos o Governo, nós estávamos bem atrás dos outros estados, principalmente na área da educação. Mesmo com o esforço que a gente fez, ainda não atingimos o patamar ideal, mas avaliamos que a gente está no rumo certo. Transformamos 1.100 escolas de taipa em escolas de qualidade, temos outras 50 escolas do Governo Federal e vamos abrir mais. Criamos o Programa Cidadão do Mundo, que é para o jovem do ensino médio de escola pública e que dá oportunidade a eles de aprender outros idiomas no exterior. Vou levar a escola de tempo integral para todos os municípios e o IEMA para fortalecer a educação. Hoje, 82% dos alunos que ingressam na UEMA são de escolas públicas, estamos realizando qualificação profissional para os professores e fomos o único estado a construir uma universidade pública, a UEMA Sul, durante a crise. 

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