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01/06/2022 às 19h23min - Atualizada em 01/06/2022 às 19h23min

Servidores do INSS são presos em operação da PF no interior do Estado

Eles são suspeitos de integrar organização que fraudava benefícios do INSS em Codó

Assessoria/PF
Policiais federais durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisão em Codó - Foto: Divulgação/PF-MA
 
Na manhã desta quarta-feira (1º), a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão nos municípios de Codó, no Maranhão, e em Marabá, no Estado do Pará. As prisões e apreensões foram feitas durante a Operação Êxodo, que tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa que praticava crimes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre os presos, estão dois servidores do Instituto.

A operação foi realizada pela Delegacia de Polícia Federal em Caxias, com a colaboração da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) do Ministério do Trabalho e Previdência.

Segundo a PF, as investigações tiveram início em 2020 e levou à identificação de um esquema criminoso realizado por dois servidores do INSS, um advogado especializado em causas previdenciárias e um intermediário/agenciador. Os envolvidos confeccionavam documentos de identificação falsos e inseriam os dados desses documentos nos sistemas do órgão previdenciário, para obter a concessão, principalmente, de benefícios como aposentadoria por idade e pensão por morte, para pessoas que não detinham a qualidade de segurado especial (trabalhador rural).

No decorrer da investigação, a PF verificou que muitos requerentes, embora morassem no Estado do Pará, requereram seus benefícios no Estado do Maranhão, diante das facilidades proporcionadas pelos indiciados para o deferimento de benefícios fraudulentos. Até o momento, a polícia identificou um prejuízo de aproximadamente R$ 2,4 milhões com a concessão desses benefícios.

Diante das informações obtidas, a Polícia Federal realizou, nesta quarta, o cumprimento de 13 mandados judiciais, sendo quatro de prisão preventiva e nove de busca e apreensão em Codó-MA e Marabá-PA. Dentre os Mandados Judiciais consta, ainda, a previsão de arresto de bens e de veículos em nome dos investigados.

Com relação aos dois servidores da autarquia previdenciária, a PF afirma que, além de terem sido presos preventivamente, foi determinada, também, a suspensão do exercício das funções públicas deles.

Os envolvidos estão sendo investigados pela prática dos crimes de:

Estelionato previdenciário (art. 171, § 3º); inserção de dados falsos em sistema público (art. 313-A); organização criminosa (art. 2º da Lei 12.850/2013)

Ainda de acordo com a Polícia Federal, a economia gerada com a futura suspensão dos benefícios, considerando-se a expectativa de sobrevida projetada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), gira em torno de R$ 18 milhões.

A operação foi intitulada de Êxodo em uma alusão ao deslocamento de um grupo de pessoas de sua terra natal para uma outra localidade.

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