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25/03/2022 às 12h03min - Atualizada em 26/03/2022 às 00h01min

Livros de ficção ganham impulso entre os leitores que buscam entretenimento

Para se distrair e lidar com o maior tempo passado dentro de casa, obras ficcionais estão entre as mais vendidas

SALA DA NOTÍCIA Marcell Urataki

Há dois anos nossas vidas mudaram completamente. Isolamento social, distanciamento, máscara no rosto, álcool em gel nas mãos... O tempo a mais em casa fez com que muita gente retomasse o gosto pela leitura. As vendas de livros em março de 2021, em relação a março de 2020 – quando eclodiu a pandemia no Brasil –, aumentaram 38,38% em número de exemplares e 28,46% em faturamento, de acordo com o Painel do Varejo de Livros, relatório produzido pela Nielsen e divulgado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).

Um dado interessante é o aumento de 41,4% nos exemplares de ficção vendidos - mostrando que os livros se tornaram uma válvula de escape para as pressões e as tristezas inerentes à pandemia do coronavírus. “Uma coisa é pegar um livro quando você quer aprender a fazer algo, estudar alguma teoria para um curso ou acompanhar os acontecimentos atuais. É diferente quando pegamos um livro para nos entreter  nas horas de lazer com leitura, por hobby. A ficção tem o poder de nos transportar para outros lugares”, diz Uranio Bonoldi, autor da série “A Contrapartida” e especialista em tomada de decisões.

Como o objetivo é entretenimento - mais do que a busca por conhecimento -, entre os gêneros de livros mais procurados estão os clássicos, policiais e thrillers. É exatamente nessas  categorias que “A Contrapartida” se encaixa. Destaque como o livro mais vendido na categoria Mistério, Thriller e Suspense, no ranking da Amazon, “A Contrapartida I” foi lançado em dezembro de 2019 e passados dois anos, o segundo volume chegou às livrarias, respondendo a algumas perguntas que ficaram em aberto e colocando o leitor diante de situações em que as ações dos personagens da trama, motivadas pela vingança, desencadeiam uma série de acontecimentos que fogem ao controle dos envolvidos. 

Em “A Contrapartida”, a história de Otávio, que faz de tudo para não frustrar a mãe e honrar a memória do pai, e sua governanta, Iaúna – nascida em uma tribo indígena já extinta, atraem os leitores que buscam por uma narrativa de ficção. “Aos 14 anos, o personagem principal toma uma decisão que muda a sua vida e a daqueles ao seu redor para sempre, sem ponderar muito bem as consequências trágicas. O enredo é envolto em suspense e mistério, o que entretêm e o leitor do começo ao fim”, comenta Uranio. 

Um dos destaques da obra é a presença da cultura brasileira. Uranio Bonoldi traz na série “A Contrapartida”, elementos brasileiros – a história se passa em São Paulo, mas também no Mato Grosso do Sul, e fala sobre uma tribo indígena fictícia e da Amazônia, um enredo pouco usual em livros de suspense. “Quando falamos em thrillers e suspense, pensamos logo em personagens estrangeiros, que moram na Europa ou nos Estados Unidos. Fiz questão de desenvolver toda a história com personagens que nasceram aqui, tendo a diversidade brasileira como um dos elementos principais da obra”, completa. 

Para se distrair e lidar com o tédio e outros sentimentos que possam incomodar, a literatura é um prato cheio para nos levar a outros mundos sem nem precisarmos nos levantar do sofá.

Sobre o autor:

Uranio Bonoldi é palestrante e especialista em negócios e tomada de decisão, é professor do Executive MBA da Fundação Dom Cabral, onde leciona sobre "Poder e Tomada de Decisão". Educado pelo método Waldorf, sua graduação e em seguida a pós-graduação em administração de empresas foi feita na FGV-SP. Atuou em grandes empresas como diretor e CEO.

 


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