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16/09/2021 às 10h46min - Atualizada em 26/01/2022 às 00h00min

Pets podem desenvolver crise de ansiedade com maior ausência de tutores

Dica é preparar o animal para o retorno das atividades presenciais

SALA DA NOTÍCIA Priscila Ventura
Com esse novo momento da pandemia de retorno a várias atividades presenciais, os animais domésticos podem desenvolver a chamada crise de ansiedade pela maior ausência de seus tutores. Segundo o médico veterinário Alir De Biaggi Filho, do Centro Médico Veterinário da São Judas, é importante e possível fazer a adaptação com os pets de forma mais tranquila e menos sofrida.

A dica é transformar a sua saída mais interessante do que a famosa volta para casa. “O processo envolve deixar seu animal ocupado quando você sai. Pode recorrer a brinquedos, inclusive alguns que liberam petiscos. Chamamos isso de enriquecimento ambiental, tornar a casa mais atrativa para o animal explorar enquanto você estiver fora”.

Segundo Alir, os animais não têm a mesma noção de tempo que os humanos. Para eles, não faz diferença sua ausência ser de 1 ou 8 horas. “É essencial você apresentar o brinquedo antes e treinar com ele. Assim, quando você sair de fato, ele já sabe usá-lo sozinho”.

Ainda nesta abordagem de valorizar a saída, no momento da volta, o conselho é que o tutor respire fundo e dê um gelo no animal por uns 10 minutos, sem dar atenção a ele. 
“Depois disso, aí você faz a festa com ele. Desta forma, ele não ficará tão ansioso pela sua volta e vai evitar problemas como: latidos altos, lamber a porta ou urinar pela casa na sua ausência”.

O veterinário explica que há outros recursos para o animal que fica sozinho em casa por um longo período. Um deles é a creche de pets, onde eles passam o dia com atividades e na companhia de outros bichos, até o dono ir buscá-lo. Um passeio com ele na volta do trabalho, no caso dos cães, também é uma boa forma de compensar sua falta.

“Adaptações sempre são necessárias com os animais. O importante é ter consciência e responsabilidade sobre esses seres vivos que têm sentimentos, emoções e frustrações. Os animais não têm culpa de comportamentos inadequados, que sempre podem ser resolvidos com adestramento e outras soluções simples”, destaca.

Crescimento na pandemia – Quem, por exemplo, adotou um filhote no início da pandemia, agora tem um animal mais maduro e acostumado à rotina da casa e às normas. “Depois de mais de um ano, seu filhote já cresceu, aprendeu muitas coisas e tomou jeito, ou seja, está mais calmo”.

Para Alir, nenhuma questão justifica o abandono. “A palavra tutor significa que você é responsável por aquele animal durante o período da vida dele. Ele é um ser vivo e merece todo nosso respeito. Sente nossa falta, nos dá alegria e nos faz companhia”.

Serviço - O Hospital Médico Veterinário da Universidade São Judas é ligado ao curso de Medicina Veterinária da instituição e funciona na Rua Marcial, 201. As consultas devem ser agendadas de segunda a sexta-feira das 8h às 12h, das 13h às 21h, pelo telefone (11) 2799-1939.

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