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11/12/2020 às 00h00min - Atualizada em 11/12/2020 às 00h00min

COVID-19: Pessoas com alergias graves não devem tomar vacina que Araguaína comprará, alerta Reino Unido

Houve dois casos de reações alérgicas ao imunizante, mas os pacientes passam bem

Com informações da Agência Reuters
Vacina da Pfizer - Foto: Divulgação/ REUTERS/Dado Ruvic
A agência reguladora de medicamentos britânica informou que pessoas com histórico de reações alérgicas significativas não devem tomar a vacina contra Covid-19 Pfizer/BioNTech depois que duas pessoas relataram efeitos adversos no primeiro dia de vacinação.

A vacina é a mesma que a prefeitura de Araguaína, pretende adquirir para imunizar toda a população do município. O decreto com a determinação do prefeito Ronaldo Dimas (PODEMOS) foi publicado no Diário Oficial da quarta-feira (2). 

A prefeitura informou à imprensa que a compra está em fase de abertura de processo de aquisição e aguarda liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “[A prefeitura] informa ainda que, juntamente com o plano de vacinação que está sendo elaborado, será apresentado o cronograma de imunização para a população. As datas e grupos prioritários vão ser divulgadas após a conclusão do processo de aquisição da vacina”, acrescentou. 

O Reino Unido começou a vacinar sua população em massa na terça-feira em uma campanha global que representa um dos maiores desafios logísticos da história em tempos de paz, ao iniciar pelos idosos e trabalhadores da linha de frente.

O diretor médico do Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês), Stephen Powis, disse que a recomendação sobre a vacina foi alterada depois que dois funcionários do NHS relataram reações anafilactóides associadas à vacina.

“Como é comum com novas vacinas, a MHRA (reguladora) aconselhou, por precaução, que pessoas com histórico significativo de reações alérgicas não tomem esta vacina, depois que duas pessoas com histórico de reações alérgicas significativas responderam negativamente ontem”, disse Powis.

“Ambos estão se recuperando bem”, acrescentou.

A MHRA informou que buscaria mais informações, e a Pfizer e a BioNTech disseram estar apoiando a investigação da MHRA.

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) foi a primeira no mundo a aprovar a vacina, desenvolvida pela alemã BioNTech e pela Pfizer, na semana passada, enquanto a norte-americana Food and Drug Administration (FDA) e a Agência Europeia de Medicamentos continuam avaliando os dados.

“Na noite passada, estávamos examinando dois relatos de casos de reações alérgicas. Sabemos, por meio de extensos testes clínicos, que isso não é uma característica”, disse a presidente-executiva da MHRA, June Raine, aos parlamentares.

A Pfizer informou que pessoas com histórico de reações alérgicas adversas graves foram excluídas de seus estudos em estágio avançado.

A FDA divulgou documentos na terça-feira em preparação para uma reunião do comitê consultivo na quinta-feira, dizendo que os dados de eficácia e segurança da vacina Pfizer atenderam às expectativas para autorização.

Esse documento informativo disse que 0,63% das pessoas no grupo da vacina e 0,51% no grupo do placebo relataram possíveis reações alérgicas nos testes, o que Peter Openshaw, professor de Medicina Experimental do Imperial College de Londres, afirmou ser um número muito pequeno.

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