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12/11/2020 às 00h00min - Atualizada em 12/11/2020 às 00h00min

ENTREVISTA COM O CANDIDATO DANIEL FIIM (Podemos)

Da Redação de O PROGRESSO
DANIEL FIIM - Foto: Divulgação

Sabemos que a administração pública é muito complicada, com a burocracia emperrando os trabalhos e, às vezes, causando problemas jurídicos ao gestor, mesmo não havendo a intenção de dolo. O que lhe leva a entrar nessa disputa ferrenha pela prefeitura de Imperatriz?
Esta preocupação tem afastado homens honestos e de boa índole da política ao longo dos anos, é preciso assumir a parcela de responsabilidade que cada um de nos temos com nossa cidade, consequentemente com as novas gerações e as gerações anteriores também. Precisamos cuidar dos idosos e das crianças, precisamos ter um plano de desenvolvimento de longo prazo, para nossa cidade, em prol de todos. Discutido com todas as classes e a sociedade organizada em geral. Portanto, é de extrema importância uma gestão extremamente técnica, profissional, isso evitará possíveis erros da gestão.

Imperatriz tem mais de 150 bairros, a maioria sem infraestrutura. Faltam esgoto, pavimentação e até água. Mesmo sabendo que alguns desses serviços ainda são de obrigação do Estado, qual a sua proposta para este setor?
Quando falamos na pergunta anterior da necessidade de uma equipe técnica, está incluída nessa mentalidade toda a gestão, incluso e principalmente dentro das secretarias de planejamento e infraestrutura do município. Temos consciência que a governança passa por estratégias políticas e que qualquer governador que se prese vai respeitar a escolha do povo de Imperatriz e abrir ao diálogo e á relação da “boa política, tendo em vista que todos os cargos, sejam estaduais ou federais, são políticos e precisam do povo, portanto, ter técnicos que desenvolvam projetos e busquem recursos nas esferas acima, é muito importante, entretanto, devemos lembrar do Marco Regulatório de Saneamento, que será um avanço sem precedentes no pais e trará muitos recursos, e como alguém já disse, dinheiro há se não roubar, dá!!

E especificamente sobre os alagamentos de bairros, principalmente provocados pelos riachos, já que a cidade é cortada por vários, como o Bacuri, Capivara, Cacau, Riacho do Meio e Santa Teresa. O que fazer? Não haveria a possibilidade de uma canalização?
Como já disse na pergunta “2”, tudo passa por um estudo técnico, que somente poderá ser realizado a partir da nova gestão em 01/01/2021. Vários aspectos devem ser analisados, como recursos, projetos etc. Antes disso, falar que vai fazer isto ou aquilo, não passa de mera prática da “velha política”, prometer sem ter certeza de poder cumprir, promessa eleitoreira sem compromisso e irresponsável.

Percebemos que o sistema de saúde pública vem, aos poucos, melhorando. O quer poderá ser feito para chegar a um nível satisfatório?
Discordo nessa percepção de melhoria, os problemas recorrentes continuam os mesmos, não podemos ignorar, a população aumenta, as demandas também e ao colocarmos essa aparente melhoria, na proporcionalidade das necessidades, o tempo e a quantidade de recursos que esta pasta (saúde), tem recebido nos últimos anos, assim como o aumento de ingressos oriundos da arrecadação do município, vemos que a melhoria é vergonhosa. Precisa de uma mudança radical, de gestão comprometida, não consigo responder aqui tudo o que é possível, mas, se olhar nossa proposição de Plano de Governo, ali estão pautados os principais aspectos.

A pandemia do Corona Vírus dificultou mais ainda as administrações, não apenas as municipais, como as estaduais e a federal. Na sua avaliação, a pandemia serviu como um alerta para as autoridades sobre a necessidade de uma melhoria mais acentuada do sistema de saúde?
 Não se trata de um tema tão simples, porém, não é tão complexo como muitos o colocam. Tudo passa pela saúde básica, a triagem, o atendimento imediato, orientação e coordenação das ações. Quando um gestor se orgulha de ter feito um hospital de campanha e diz ser este seu maior feito, demonstra que não esta bem assessorado e não tem a mínima noção sobre saúde, um hospital com objetivo de internação é a última medida, quando já há risco com gravidade, não pode ser a primeira nem a melhor, pois é corretiva e nem sempre se obtém sucesso.

E na área educacional, qual a sua proposta para, também, chegarmos a um nível mais elevado?
Vejo dois aspectos fundamentais, o primeiro os profissionais da educação valorizados, respeitados, MOTIVADOS. O segundo, alunos participando da educação em tempo integral, com atividades extracurriculares, não menos importantes no desenvolvimento e quando falo integral, com boa alimentação, saúde acoplada à educação e acompanhamento dele e da família.

Ruas, praças e outras áreas públicas estão tomadas por vendedores ambulantes causando transtorno a quem precisa circular nestes locais. Além do mais, competem com lojistas que pagam seus impostos. Por que os gestores temem retirá-los desses locais?
Só vejo uma saída para esta questão, a geração de emprego, não posso evitar que um pai ou mãe sustente sua casa, a informalidade não é uma opção, na maioria das vezes é a única alternativa, precisamos de uma gestão que discuta e planeje, que tenha coragem de enfrentar os desafios exigindo o respeito a todos, os que pagam impostos, os que geram emprego e os que precisam se sustentar. Meu vice é empresário do comércio, conhece bem esta realidade e está preparado para me auxiliar tecnicamente em estes assuntos, assim como montar uma equipe efetiva para a secretaria de Desenvolvimento e Comércio.

O trânsito de Imperatriz, assim como da maioria das cidades brasileiras, ainda precisa melhorar. A falta de estacionamento é um dos principais problemas. O senhor é a favor da Faixa Azul, pelo menos no Centro Comercial?
Esta é uma questão controversa e pouco populista para os políticos de plantão. Não sou político de carreira, quero fazer o certo, nossa cidade cresce de forma desorganizada, alguns avanços com sinalização já foram feitos, determinando espaços para motos, por exemplo, porém, se a faixa azul é ou não a solução, precisamos realizar um estudo, com discussão com os mais afetados, os comerciários. Minha primeira atitude em relação ao tema seria, buscar consenso por melhoria, sem afetar a grupos em prol de beneficiar a outros. O processo de cobrança já está paralisado pelo legislativo, não vou fazer média para ganhar votos, dizendo que vou retirar, sem nem sequer ter buscado uma solução em prol da cidade e de todos.

Imperatriz cresceu desordenadamente, especialmente por causa do surgimento de bairros por meio de invasões. O senhor é favorável a invasão?
Invasão, a palavra já diz o que é, não tenho como discutir o tema, entretanto é preciso um planejamento de desenvolvimento urbano, com identificação de áreas, cadastramento etc. Invadir é ilegal, seja áreas públicas ou privadas, não se desenvolve dessa forma, cria-se desordem e problemas.

 Com o advento das redes sociais, as eleições, em geral, estão tendo um processo sob um nível baixo. São as “fakes news” imperando e, o que é pior, em boa parte atacando a vida pessoal do candidato e, o que é pior, envolvendo a sua família. Já vimos criança sendo exposta criminosamente. Como o senhor ver isso?
Triste de ver o que são capazes de fazer certos homens públicos para chegar ao poder, não podemos culpar seus seguidores, eles são resultado de seus líderes. Eu e minha família também temos sofrido com essas práticas, mentiras, abuso de poder, calúnias e difamações, pior, notícias jogadas ao vento sem o menor escrúpulo, que geram um mal irreversível. Esta é a base de minha proposta política, fazer diferente, fazer uma nova política, virar em um sentido contrário ao costumas.

 Um grave crime ambiental que se verifica há décadas em Imperatriz é o esgoto in natura jogado no rio Tocantins. Por que a prefeitura não age com pulso forte contra a Caema, responsável pela rede de esgoto da cidade?  
A meu ver o maior crime está na omissão dos políticos que temos em nossa cidade, em todas as esferas, estadual, federal e municipal, que permitiram e são coniventes com este absurdo. Manter uma empresa incompetente na função, me gera uma pergunta inevitável. O que leva homens públicos, a aceitar essa empresa ao longo dos anos sem fazer nada, em prol da cidade e de seu povo? O que leva um gestor a renovar o contrato? Não tenho respostas!

A Caema cobra dos moradores pelo uso do esgoto o mesmo valor da água. Ou seja, se o consumidor paga 100 reais pelo consumo mensal da água, também paga 100 reais de esgoto. Elevando a conta para 200 reais. Isso não é um absurdo, principalmente por que o serviço é precário e, além do mais, o esgoto não é tratado está poluindo o rio?
Veja, esta é uma questão que vem sendo tratada de trás para a frente, “cobro o valor do que não entrego e você paga”. Isso não existe em nenhuma relação comercial do mundo! Portanto, primeiramente, a empresa deve construir todas as condições de serviços que vai cobrar, depois, onde existem os serviços, cobrar por eles, de forma equitativa e justa, visando seu lucro e sendo fiscalizada pelos órgãos competentes. Isto inclui o tratamento do esgoto, água etc.

Deixe a sua mensagem para o povo de Imperatriz
(O candidato não respondeu)


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