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10/11/2022 às 19h31min - Atualizada em 10/11/2022 às 19h31min

Vice-presidente eleito anuncia mais 36 nomes para grupos técnicos

Nomes estão distribuídos em seis temas: comunicações; direitos humanos; igualdade racial; planejamento, orçamento e gestão; indústria, comércio, serviços; e mulheres.

Wellton Máximo
Agência Brasil - Brasília
Segundo Alckmin, indicados estão distribuídos em seis temas - Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
 
O vice-presidente eleito e coordenador-geral da equipe de transição, Geraldo Alckmin, anunciou ontem (10) uma lista com 36 novos nomes para fazer parte da transição para o futuro governo. Os nomes estão distribuídos em seis novos grupos técnicos: comunicações; direitos humanos; igualdade racial; planejamento, orçamento e gestão; indústria, comércio, serviços e pequenas empresas; e mulheres.

Cinco ex-ministros, dentre eles Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Comunicações), além de Anielle Franco, irmã da vereadora assassinada Marielle Franco, farão parte da equipe. Também compõem a lista os ex-ministros Eleonora Menicucci (Mulheres), Nilma Lino Gomes (Direitos Humanos e Igualdade Racial) e Maria do Rosário (Direitos Humanos).

Mantega irá para o grupo de Planejamento, Orçamento e Gestão. Os demais irão para as respectivas áreas em que foram ministros. Diretora do Instituto Marielle Franco, Anielle Franco irá para o grupo de Mulheres.

Ao oficializar a criação do gabinete de transição e anunciar os primeiros nomes, na terça-feira (8), Alckmin disse que a transição tem como objetivo apenas levantar informações e não significa a definição de ministérios.

Anteontem à noite, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que só anunciará os primeiros nomes de ministros a partir do próximo dia 19, quando retorna de viagem à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 27).

Além de Alckmin, responsável pela coordenação-geral da transição, o gabinete terá três coordenadores principais: Administrativa e Jurídica, de responsabilidade do ex-deputado Floriano Pesaro (PSB), indicado por Alckmin; Relações Institucionais, administrada pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann; e Programa de Governo e Núcleos Temáticos, sob a responsabilidade do ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante. Os grupos serão distribuídos dentro dessas coordenações principais.

Outros nomes

Na última terça-feira, Alckmin anunciou os integrantes do grupo de economia. O comando da equipe ficou repartida entre economistas ligados ao PT e criadores do Plano Real. Farão parte desse grupo os economistas André Lara Resende, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no governo Fernando Henrique Cardoso e um dos formuladores do Plano Real; Pérsio Arida, ex-presidente do BNDES e do Banco Central; o professor da Universidade de Campinas (Unicamp) Guilherme Mello; e Nelson Barbosa, ministro da Fazenda no segundo governo Dilma Rousseff.

Na ocasião, Alckmin disse que Mantega faria parte da equipe de transição, mas em outro grupo e citou a competência do ex-ministro, que ocupou a pasta da Fazenda entre 2006 e 2014. Também na terça, o vice-presidente eleito anunciou os nomes da área de assistência social, que será comandada pela senadora Simone Tebet (MDB-MS); pelas ex-ministras do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Márcia Lopes e Tereza Campello e pelo deputado estadual mineiro André Quintão (PT-MG).

No gabinete de transição, Alckmin terá a ajuda de dois companheiros do PSB, partido do vice-presidente eleito. Ele trabalhará com o ex-governador de São Paulo Márcio França e o prefeito de Recife, João Campos. Os dois são do PSB, partido do vice eleito. A futura primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, coordenará a organização da festa da posse de Lula. 
Confira a composição dos novos nomes anunciados:

Comunicações

  • Paulo Bernardo, ex-ministro das Comunicações
  • Jorge Bittar, ex-deputado federal
  • Cezar Alvarez, ex-secretário do Ministério de Comunicações
  • Alessandra Orofino, especialista em economia e direitos humanos formada na Universidade de Columbia

Direitos Humanos

  • Maria do Rosário, deputada federal e ex-ministra de Direitos Humanos
  • Silvio Almeida, jurista e autor do livro Racismo Estrutural
  • Luiz Alberto Melchert, doutor em economia
  • Janaína Barbosa de Oliveira, representante do movimento LGBTQIA+
  • Rubens Linhares Mendonça Lopes, representante da coordenação setorial do PT para pessoas com deficiência
  • Emídio de Souza, deputado estadual (PT-SP)
  • Maria Victoria Benevides, socióloga e professora

Igualdade Racial

  • Nilma Lino Gomes, ex-ministra de Igualdade Racial
  • Givânia Maria Silva, quilombola e doutora em sociologia
  • Douglas Belchior, educador
  • Thiago Tobias, representante do Coalizão Negra
  • Ieda Leal, coordenadora do Movimento Negro Unificado (MNU)
  • Martvs das Chagas, secretário de Planejamento de Juiz de Fora
  • Preta Ferreira, movimento negro e movimento de moradia

Planejamento, Orçamento e Gestão

  • Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda
  • Enio Verri, deputado federal (PT-PR)
  • Esther Dweck, economista e professora da UFRJ e ex-secretária de Orçamento Federal Antonio Corrêa de Lacerda, presidente do Conselho Federal de Economia

Indústria, Comércio, Serviços e Pequenas Empresas

  • Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul
  • Jackson Schneider, executivo da Embraer e ex-presidente da Anfavea
  • Rafael Lucchesi, diretor-geral do Senai Nacional
  • Marcelo Ramos, deputado federal (PSD-AM)
  • Tatiana Conceição Valente, especialista em economia solidária;
  • Paulo Okamotto, ex-presidente do Sebrae e do Instituto Lula
  • Paulo Feldmann, professor da USP
  • André Ceciliano, presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj)
  • Mulheres
  • Anielle Franco, diretora do Instituto Marielle Franco
  • Roseli Faria, economista
  • Roberta Eugênio, mestre em direito, pesquisadora do Instituto Alziras e ex-assessora de Marielle Franco
  • Maria Helena Guarezi, ex-diretora de Itaipu e amiga pessoal de Janja
  • Eleonora Menicucci, ex-ministra da Secretaria de Política para Mulheres
  • Aparecida Gonçalves, ex-secretária Nacional da Violência contra a Mulher

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