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15/10/2022 às 00h06min - Atualizada em 15/10/2022 às 00h06min

PF e Receita Federal miram empresas no Tocantins que estavam lavando dinheiro na Bolívia

Empresário de Palmas estaria enviando dinheiro ilegal para Bolívia

Da Assessoria
Dólares e reais apreendidos durante a operação em Palmas - Foto: Receita Federal
 
A Receita Federal e a Polícia Federal realizam na manhã desta sexta-feira (14/10) a Operação Conexão Corumbá contra a lavagem de dinheiro em três estados do país: Mato Grosso do Sul (MS), Goiás (GO) e Tocantins (TO).

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e quatro ordens de sequestro e indisponibilidade de bens de investigados. As ações ocorreram em Corumbá, Goiânia (GO) e Palmas (TO).

Em Palmas foi apreendida uma grande quantidade de cédulas de reais, dólares, munições e documentos. O dinheiro ainda está sendo contabilizado. Os alvos da investigação são suspeitos de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e desvio de recursos públicos.

A investigação teve início com a apreensão, pela Receita Federal, de uma grande quantidade de dinheiro em espécie com dois irmãos que tentavam atravessar a fronteira do Brasil com a Bolívia, em Corumbá (MS). Durante a investigação apontou que empresários estavam retirando dinheiro do país ilegalmente e enviando para a Bolívia.

“Foi descoberto nas investigações que havia muito saque de dinheiro na cidade de Corumbá e isso chamou a atenção. Durante as investigações percebeu-se que esse dinheiro que estava alimentando o esquema estava vindo de empresas localizadas em três estados: Tocantins, Goiás e Mato Grosso do Sul”, explicou o delegado da Receita Federal, Ricardo Magalhães.

Levando em consideração as movimentações bancárias suspeitas, os valores enviados ilegalmente ao exterior devem ultrapassar as dezenas de milhões de reais.

“Aqui no Tocantins foram descobertas duas empresas que estavam enviando dinheiro para essa região, de onde estava sendo mandado para a Bolívia sem ser declarada a origem”, explicou o delegado da Receita Federal.

 

INVESTIGAÇÃO

A investigação apurou que os responsáveis por sair do país com o dinheiro em Corumbá (MS) recebiam quantias em espécie de outros estados e enviavam, de forma irregular, para a Bolívia por meio do trânsito de pessoas ou de remessas fracionadas a bancos estrangeiros.

O dinheiro era declarado com diversas finalidades, mas segundo a Receita Federal os indícios evidenciaram que estava ocorrendo evasão de divisas e lavagem de dinheiro proveniente de crimes como tráfico internacional de drogas e desvio de recursos públicos.

Durante a investigação foi identificado que parte do dinheiro estava sendo enviado por um empresário do Tocantins. Também são investigados suspeitos que moram em Goiás.

O nome da operação faz referência ao fato de que as investigações iniciais ocorreram na cidade de Corumbá.

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