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11/05/2022 às 10h03min - Atualizada em 11/05/2022 às 10h03min

Drogas: o diálogo ainda é o melhor remédio

A informação é o melhor caminho para salvar os jovens das drogas e a educação começa em casa

Da Redação
GB Edições
Foto: Divulgação/Redes Sociais
   
Uma das maiores preocupações atualmente é as drogas e como elas podem afetar negativamente principalmente a vida de pessoas mais jovens. Infelizmente, é grande o número de adolescentes que já se enveredaram por esse caminho de difícil volta. É de arrepiar quando vemos nos noticiários os traficantes atuando livremente, em alguns pontos que incluem portas de escolas, vendendo entorpecente como quem vende balas ou sorvetes. É mesmo uma situação estarrecedora.

A educação dos jovens e adolescentes é ainda o único caminho para livrá-los das drogas. E esta educação começa, sem dúvida alguma, em casa. Depois, a escola também tem papel fundamental neste processo. É preciso acabar com o tabu com relação "a se falar em drogas"; ainda existem alguns pais que pensam que quanto menos se falar no assunto, melhor. Este é o maior dos enganos que se pode cometer porque enquanto os pais se abstêm de tocar no assunto em casa, na rua o volume de informações é enorme e, na maioria das vezes, a informação vem distorcida e acaba levando o jovem a experimentar o que ele não sabe direito o que é. O jovem mal-informado é a presa perfeita para o traficante. 

As drogas são substâncias naturais ou sintéticas que modificam o comportamento físico, emocional e social das pessoas que as consomem. O seu uso provoca mal-estar físico e emocional, prejudicando o indivíduo.

As drogas mais usadas são o cigarro (sim, o cigarro é uma droga!), álcool, maconha, cocaína (estimulante), alucinógenos, heroína (entorpecente), cola, ecstasy, crack etc. Sem contar, o abuso de alguns tipos de remédios.

O uso de TODAS essas drogas causa dependência no indivíduo. É uma necessidade compulsiva de usar a droga, caracterizada por alterações mentais e físicas profundas que dificultam o controle do seu uso ou da sua abstinência. Deste modo, o usuário acredita que para se sentir bem, ou mesmo sobreviver, precisa drogar-se criando o que se chama de dependência psicológica. A dependência física se manifesta por meio de transtornos biológicos quando se suspende bruscamente a droga. Geralmente dependência psicológica e dependência física andam juntas.

Com o uso contínuo de drogas, o organismo do indivíduo vai adquirindo mais resistência, obrigando-o a tomar cada vez quantidades maiores para obter os mesmos efeitos. Isto se chama tolerância e, geralmente, desenvolve-se junto com a dependência física.

Muitas são as razões que podem levar ao consumo de drogas, mas as causas mais comuns são desejo ou a suposição de que elas podem resolver todos os problemas; influência de amigos para experimentá-las; fácil acesso às drogas, socialmente aceitas, como o cigarro e o álcool.

Juntamente com estas razões encontramos ainda a falta de orientação dos pais e familiares; incompreensão e falta de diálogo em casa; distúrbios familiares causados por desajustamento entre os pais ou separação; falta de religiosidade. A "curiosidade" ainda é uma das razões mais importantes por não conhecer os efeitos nocivos que as drogas causam no ser humano (geralmente na rua só se conta o que a droga traz de bom); não conhecendo o verdadeiro sentido da própria vida, procuram algo no desconhecido para sua autoafirmação.

Importante, seu filho poderá, por curiosidade, estar se iniciando no uso de drogas. Não o chame de “viciado” e de nada vai adiantar gritos e surras. Procure entendê-lo, procure ajuda especializada e, principalmente, mostre-lhe que você está ao seu lado. E, se você souber que algum amigo de seu filho enveredou por este caminho, converse com os pais desse amigo. Procure ser amigo e conciliador e ajude no que for possível, afinal estamos todos no mesmo barco.
 

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