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24/02/2022 às 18h10min - Atualizada em 24/02/2022 às 18h10min

Você sabe o que é nutrigenética?

Cada vez mais a nutrigenética tem sido usada como importante ferramenta para promover a saúde e, consequentemente, a longevidade.

Da Redação - GB Edições
Saber quais os nutrientes o corpo precisa, de acordo com o DNA, certamente é um grande avanço. Sem dúvida, ingerir alimentos saudáveis e em quantidade compatível com as necessidades do corpo fará muita diferença! / Foto: GB Imagem
    
A nutrigenética promete explicar a reação que o organismo humano tem com relação aos alimentos que ingere. E cada pessoa reage de modo diferente à ingestão de um mesmo alimento.

Entender isso é fundamental para se evitar doenças, como diabetes, cardiopatias e câncer. De quebra, através da nutrigenética pode-se ainda retardar os efeitos dos famigerados radicais livres e ficar com aparência jovem por mais tempo. E quem não quer isso?

Abordar como a alimentação nos ajuda a ter uma vida mais saudável e prolongada não é assunto novo. Mas, a nutrigenética vai além. Considerada uma ciência relativamente nova dentro da área da Nutrição, o conceito está baseando no estudo de como pequenas alterações na sequência de genes podem modular, em alguma extensão, o metabolismo, fazendo com que os indivíduos respondam em graus diferentes à ingestão de determinados nutrientes.

Especialistas neste assunto explicam que tal ciência estuda como a influência da variabilidade genética interfere na resposta individual à alimentação. De maneira mais simples, isso quer dizer como o nosso DNA responde a nossa alimentação e o que e quanto devemos comer para postergar ou reduzir o risco do desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, principalmente síndrome metabólica, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. 

Tudo é feito a partir de um teste do DNA que usa tecnologia de alta geração e por isso ainda não está tão acessível devido ao seu alto custo. É possível identificar, por exemplo, os genes associados à obesidade, risco do desenvolvimento de Diabetes, hipertensão arterial, metabolismo de Vitamina D, intolerância à lactose, regulação do metabolismo e através destes resultados prevenirem os riscos a partir de alimentação correta. 

Como dito anteriormente, o mapeamento genético ainda não é acessível a todos, mas os especialistas em Nutrição garantem que o investimento neste tipo de tratamento vale a pena, ele é feito apenas uma vez na vida e traz benefícios para a saúde e bem-estar ao longo do tempo. 
 

Quando o assunto é saúde e longevidade, os alimentos estão sempre na berlinda. É preferível sempre alimentos naturais àqueles industrializados e ultraprocessados / Foto: GB Imagem
 
O mapeamento genético determina quais são as necessidades nutricionais. Os nutrientes contidos nos alimentos são capazes de interagir com o genoma e alterar o organismo para este seja capaz de reagir individualmente contra algumas doenças crônicas e ainda estimula o bom estado da saúde. 

Este assunto vem despertando cada vez mais o interesse da comunidade científica e pode fazer grande diferença quando o assunto é emagrecimento, por exemplo. Milhões de pessoas no mundo inteiro travam verdadeiras batalhas contra o seu próprio apetite na tentativa de manter o que se chama de “peso ideal”, isto é a quantidade de gordura no corpo compatível com o biótipo de cada um. Mil e um cardápios emagrecedores são testados e a cada dia aparece um componente nutricional novo que promete acelerar o organismo e assim perder peso com mais facilidade. É certo que muitos conseguem resultados satisfatórios sem grandes prejuízos à saúde, mas é certo também que outro tanto de pessoas desenvolvem doenças de ordem psíquicas, como bulimia ou anorexia, em nome da boa forma; se não chegam a este extremo de experimentarem doenças tão graves, correm outros sérios riscos provenientes de desnutrição devido à alimentação desequilibrada ou exageradamente restritiva.

A possibilidade de, através de um teste de seu próprio DNA, conhecer quais são as reais necessidades alimentares do organismo, certamente faz grande diferença.

É um avanço na ciência que veio para ficar. É bom estar de olho nesta nova tendência e entender que é assunto de gente especializadíssima em Genoma e Nutrição. 

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