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15/02/2022 às 17h03min - Atualizada em 16/02/2022 às 00h01min

100 anos da Semana de Arte Moderna: a data foi fundamental para o incentivo à leitura no Brasil

Um dos eventos mais importantes para a arte e a cultura brasileira, a data também marca a valorização e o fortalecimento dos livros e da literatura no país

SALA DA NOTÍCIA Verônica Garcia
Theatro Municipal de São Paulo

Realizada em fevereiro de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo, a Semana de Arte Moderna marcou o início do modernismo no Brasil e rompeu alguns padrões estéticos da arte, trazendo diversas inovações na área e uma busca por nossa própria identidade e éthos enquanto sociedade. Desejava-se um maior “abrasileiramento” e olhar voltado para a nossa realidade cultural na literatura, pintura, música e escultura, assim como um rompimento ao excesso de formalismo, academicismo, hermetismo e erudição que tinham tomado conta de nossa arte e a distanciado do dia a dia da grande maioria dos brasileiros. A proposta era de se fazer uma arte que fosse mais inclusiva e acessível ao máximo de brasileiros.

Para Eduardo Villela, book advisor e profissional com mais de 16 anos de experiência no mercado editorial, “muito se fala do impacto da Semana de Arte Moderna na mudança de diferentes visões artísticas, mas pouco se fala que ela teve um papel fundamental no incentivo à leitura, porque vários dos modernistas que estiveram ali eram grandes escritores e educadores”.

Para a literatura, nomes como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Graça Aranha e Guilherme de Almeida foram alguns dos responsáveis por representar o movimento e levá-lo para leitores e escritores de todo o Brasil.

“O Modernismo se tornou muito conhecida por conta dos livros, foi um movimento não só de disseminação de novas tendências artísticas no Brasil e de questionar a forma de se fazer arte aqui, mas também de incentivo forte à leitura, e isso significa que a gente precisa celebrar a data também como uma grande festa dos livros, da leitura e da literatura”, completa Villela.

Alguns outros importantes nomes, como Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Heitor Villa-Lobos e Victor Brecheret, marcaram essa ruptura também em outras áreas da arte: pintura, música e escultura. A partir disso, tivemos uma base criativa mais original no Brasil, que é lembrada e até hoje influencia a produção artística nacional.

Eduardo Villela é Book Advisor e assessora pessoas, famílias e empresas na escrita e publicação de seus livros. Trabalha com escrita e publicação de livros desde 2004. Já lançou mais de 600 livros de variados temas, entre eles comportamento e psicologia, gestão, negócios, universitários, técnicos, ciências humanas, interesse geral, biografias/autobiografias, livros de família e ficção infantojuvenil e adulta.


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