Outra situação

Com o quadro que vem se desenhando, o ex-prefeito Ildon Marques de Souza (PP) pode ter dado um pulo certo em relação ao pleito eleitoral ao trocar o Grupo Sarney pelo Grupo Dino. A sua campanha em 2018 estará muito acima da realizada em 2014, em que houve uma ação tímida em busca do voto. Ildon fez a campanha praticamente sozinho, sem apoio da cúpula partidária e de poucas lideranças da região. O seu grupo em Imperatriz resumia-se praticamente aos poucos fiéis que o seguem desde a interventoria. Apesar disso, faltou pouco para ele se eleger, ficando na primeira suplência na coligação do PMN/PEN/PHS/PSC/PTdoB, em que se elegeram Junior Marreca e André Fufuca. Ildon obteve 31.370 votos. Agora a situação está sendo diferente. Ele terá fortes apoios na região por conta da força do governo. Na segunda-feira, por exemplo, o pré-candidato se reuniu com 12 prefeitos, vices, ex-prefeitos, vereadores e outras lideranças. Entre os prefeitos, estavam quatro do PCdoB – Roberto Régis (São João do Paraíso), Adão Carneiro (Brejão), Geraldo Braga (Governador Edison Lobão) e Edilomar (Governador Fiquene). Isso sem falar que fará dobradinha com o deputado estadual Marco Aurélio (PCdoB). Como se vê, dessa vez Ildon Marques não será um candidato dependente apenas dos votos de Imperatriz. Terá como garimpar fora também.

Polêmica

Ontem, a oposição ficou indignada com a decisão do presidente José Carlos Soares e de outros vereadores de ouvirem o secretário municipal da Fazenda em uma sala, e não em plenário. Ele foi convidado para falar sobre a não liberação das emendas parlamentares. José Carlos só iniciou a sessão depois do fim da reunião com o secretário. A oposição considerou ilegal, mas o presidente da Casa disse que poderia ocorrer em qualquer lugar da Câmara. Participaram 12 vereadores.

E...

A atitude do presidente da Câmara em evitar a sabatina do secretário em plenário gerou especulações. Os mais apressados chegaram a comentar que, com essa atitude, José Carlos estaria  sinalizando uma “bandeira branca” com o prefeito Assis Ramos. Na verdade, o presidente atendeu a um pedido feito pelo próprio secretário no momento em que chegou à Câmara. Mas Zé Carlos, embora discordando de algumas ações do Executivo, tem colaborado com a administração municipal.

Mudança

Depois de muita discussão, com protesto do vereador Carlos Hermes, a Câmara aprovou mudança no Regimento Interno, permitindo que o suplente assuma o lugar do titular que tirar uma licença de menos de 120 dias. Hermes observou que a mudança era apenas para beneficiar o suplente Eudes, com a possível licença de Fátima Avelino, pré-candidata a deputada estadual. Hermes chegou a dizer que Eudes não faz falta, até porque não faz discursos. Parte dos vereadores repudiou a declaração do colega, achando um desrespeito ao suplente, que participou da legislatura passada e na atual exerceu o cargo por mais de um ano, com a ida de Fátima Avelino para a Secretaria de Desenvolvimento Social. Apenas Carlos Hermes votou contra a alteração no Regimento, alegando inconstitucionalidade.

Dia seguinte

O vereador Bebé Taxista votou a favor da alteração observando que não sabe o dia de amanhã, enquanto que outros, como Terezinha Soares e Alberto Souza, lembraram que já foram suplentes e a vontade de assumir o mandato é grande. Vários vereadores destacaram que a medida não é para beneficiar Eudes, mas qualquer suplente.

Jogando a toalha

O governador Flávio Dino parece não estar mais apostando numa possível candidatura de Lula, atualmente preso. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, afirmou que “está chegando o momento de admitir uma nova agenda. Se não oferecermos uma alternativa viável, você pode perder a capacidade de atrair outros setores do centro que se guiam também pela viabilidade”. Dino defende a unidade do PT, PCdoB e PSOL em torno do pré-candidato Ciro Gomes (PDT).