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11/09/2022 às 20h18min - Atualizada em 11/09/2022 às 20h18min

O terrível pesadelo chamado dor de cabeça

Por que dez entre dez pessoas sofrem deste mal, aparentemente indecifrável?

Da Redação
GB Edições
Foto: Ilustração (crédito/abneuro.org.br)
     
Apesar de variar de acordo com a intensidade, a localização e o horário do aparecimento, a dor de cabeça tem uma coisa em comum: quase todas as pessoas do mundo já foram acometidas por ela, pelo menos uma vez na vida.

Definir a dor de cabeça não é uma tarefa fácil, devido à variedade e complexidade de suas causas. Os especialistas explicam que é uma dor que pode ser oriunda de alterações vasculares ou do mecanismo do líquor (líquido cefalorraquidiano que circula dentro das cavidades cerebrais, nos ventrículos ou nos espaços entre as circunvoluções cerebrais); explicam ainda que o que dói não é o cérebro, mas as estruturas vizinhas a ele, ou seja, as artérias, veias e membranas que o envolvem.

A dor de cabeça é sintoma de uma patologia, dentro da própria cabeça ou em qualquer outra parte do corpo. É resposta a algum estímulo. Ela nunca é a causa em si, mas sempre um sintoma. E por ser um sintoma tão comum, que pode ser aliviado com um simples analgésico, milhares de pessoas se automedicam sem medir as consequências. Os analgésicos não são destituídos de riscos; por fluidificar o sangue, a aspirina pode causar hemorragia quando usada em exagero. E pessoas com problemas gástricos podem desenvolver uma úlcera.

Por isso consultar um médico é sempre necessário, pois a dor de cabeça pode esconder problemas bastante sérios, como um tumor ou um aneurisma. Portanto, dores fortes de cabeça são a indicação de que se deve procurar imediatamente o médico porque tomar analgésicos a vida inteira não resolve o problema. Há casos em que se precisa recorrer a tomografias, raio X, exames laboratoriais, ressonância magnética, pressão arterial etc para se fazer o diagnóstico preciso das origens da dor; e só então dar início ao tratamento correto, que tanto pode ser clínico, com analgésicos e massagens, ou cirúrgico, quando for o caso de tumores ou traumatismos cranianos.

Maior atenção precisa ser dada às crianças quando que queixam de dor de cabeça. O sintoma tanto pode indicar problemas psicológicos passageiros ou de tensão, quanto um problema de saúde mais grave. Como não é uma dor muito frequente em crianças, é recomendável fazer um acompanhamento clínico. Na grande maioria dos casos, está relacionado a problemas de visão, de ouvido ou emocionais. 

Segundo estatísticas, as grandes vítimas da dor de cabeça são as mulheres. No caso de enxaqueca, por exemplo, a relação é de três mulheres para um homem. Também parece ser um problema da juventude: são os jovens os mais propensos à dor de cabeça tensional e à enxaqueca. Ao que tudo indica, com a chegada da meia-idade, a enxaqueca tende a diminuir, mas a dor tensional aumenta devido ao acúmulo de responsabilidades e ao estresse cotidiano.

Esse estresse também é maior nos moradores dos grandes centros urbanos, que, como consequência, sofrem com mais frequência de dores de cabeça. No campo, pelo contrário, melhores condições respiratórias fazem diminuir a incidência de dor. A poluição também provocar dor de cabeça.

São raríssimos os casos de pessoas que nunca tiveram dor de cabeça. Os especialistas assinalam algumas medidas que poderiam funcionar como prevenção contra o mal, recomendam exercícios diários, de preferência em contato com a natureza, para permitir que se mantenha o equilíbrio orgânico em bons padrões, evitar sobrecarga emocional e diminuir as tensões com massagens e relaxamento.

O verão também costuma ser o vilão desta estória. O calor age como vasodilatador e provoca dor, de causas vasculares. Já no inverno, o frio provoca a vasocontrição e isso também dói.

 

Conheça alguns tipos de dor de
cabeça e as suas características

Enxaqueca: pode ser precedida de alterações visuais, como percepção de luminosidade e raios de luz. A pessoa sente enjoo e náuseas, seguidos de dor violenta na metade da cabeça. É uma espécie de dor pulsante e pode durar poucos minutos a vários dias, deixando o paciente incapacitado durante a crise, com sonolência, sudorese intensa, dor no globo ocular, e, às vezes, taquicardia. No fim, fica ainda uma sensação dolorosa no couro cabeludo.

Sinusite: É o acúmulo de secreção nos seios maxilares. Se caracteriza por dor latejante frontal, que se intensifica à tarde.

Tensional: Costuma atingir pessoas emocionalmente instáveis e se caracteriza por dor frontal e pela sensação desagradável de compressão da cabeça e pulsação sobre as têmporas. Pode aparecer na parte de trás da cabeça, e normalmente é provocado por acúmulo de tensão no pescoço e nos ombros ou por problemas da coluna cervical.

Nevralgia: dor específica de um nervo, é mais comum no trigêmeo da face. É violenta e surge como crise, nos pontos onde o nervo emerge da face.

Hipertensão: Uma das dores mais violentas, quando é intracraniana. E pode até causar um edema cerebral. Nos casos de hipertensão arterial pode provocar uma encefalopatia hipertensiva.

Aneurisma: É intracraniana, causada pela dilatação de um vaso, e às vezes é confundida com enxaqueca. Provoca dor pulsátil nas têmporas e crises que podem durar dias. Se os sinais forem frequentes, deve-se procurar um médico.

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