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18/08/2021 às 19h54min - Atualizada em 18/08/2021 às 19h54min

Fiocruz aponta possível alta de casos de síndrome respiratória aguda

Em 6 semanas, 4 estados mostraram sinal de aumento na tendência de longo prazo e apenas 5, de queda de casos. A SRAG, muitas vezes, pode indicar casos de covid-19.

Vladimir Platonow
Agência Brasil - Rio de Janeiro
Quatro das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento - Foto: © Ricardo Wolffenbuttel/Governo de SC
 
Uma interrupção de queda e possível retomada no número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) foi apontada na última edição do boletim InfoGripe, editado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A SRAG muitas vezes pode indicar casos de covid-19, que atualmente é a doença respiratória prevalente no país.

Divulgado nesta quarta-feira (18), o boletim informa que quatro das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo, nas últimas seis semanas: Bahia, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Apenas cinco apresentam sinal de queda na tendência de longo prazo: Alagoas, Mato Grosso, Paraíba, Roraima e Tocantins.

No caso da Paraíba, observa-se sinal de crescimento na tendência de curto prazo, nas últimas três semanas, indicando possível interrupção na tendência de queda, sinal que também está presente em mais 10 estados.

O indicador de transmissão comunitária revela que, além dos sinais claros de interrupção de queda e princípio de crescimento em diversos locais, os valores semanais continuam elevados. Todos os estados apresentam macrorregiões em nível alto ou superior, sendo que nove estados e o Distrito Federal contam com macrorregiões em nível extremamente elevado.

“Isso evidencia a necessidade de manutenção de medidas de mitigação da transmissão e proteção à vida”, alertou o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

Gomes alertou para a importância de manter cautela em relação a medidas de flexibilização das recomendações de distanciamento para redução da transmissão da covid-19, enquanto a tendência de queda não tiver sido mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos.

O pesquisador ressaltou que é necessário também reavaliar as medidas de flexibilização já implementadas nos estados com sinal de retomada do crescimento ou estabilização ainda em patamares elevados. 

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