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15/10/2022 às 09h38min - Atualizada em 22/10/2022 às 00h00min

ELEIÇÃO POLARIZADA SE TORNA GUERRA

Livaldo Fregona

Hoje, dia 7 de outubro de 2022, exatamente às 11h48min, depois de uma noite de insônia ouvindo seguidores fanáticos dos dois lados deste segundo turno, tomei a decisão de sair de cima do muro e opinar. Pelo nível de mentiras, agressões e desrespeito à Constituição, sinto que o final poderá ser trágico.  
 
Num passado – não tão distante – jurei nunca mais acreditar em políticos. Na primeira experiência, errei acreditando num prefeito de Linhares - ES; na segunda, com Collor de Mello; na terceira, com Lula. Não me decepcionei, ainda, com o atual presidente Jair Messias Bolsonaro. Não é o presidente perfeito – mas é, até hoje, o mais honesto e sincero que dirigiu o Brasil. É militar e, talvez por isso diz, às vezes, o que não devia. Apesar disto, o Brasil está sacudindo a poeira e superando as dificuldades, mesmo diante dos problemas mundiais que afetaram e continuam afetando todo o planeta: pandemia e guerra na Ucrânia. 
 
De volta ao assunto: Lula defende implantações de atos que contrariam meus princípios religiosos cristãos; Bolsonaro, usa o slogan “Deus, pátria, família e liberdade”. Por isso, por causa de minha posição cristã, votarei na continuidade do governo, já que, depois de tudo, o Brasil está bem, e será desastroso mexer neste time que está ganhando. 
 
Mas, o adversário ameaça com bolas na trave ou raspando a baliza. Vejo que chegou a hora de eu pular de cima do muro e dar minha contribuição para tentar evitar a derrota. E, depois de uma noite de insônia, pesquisando aqui e acolá, descobri que somos – na América do Sul – o maior país cristão, com mais ou menos 180 milhões de seguidores de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Concluo que se aqueles que aceitaram de Jesus a incumbência de manter e propalar o que Ele ensinou, orientando seus fiéis sobre o voto cristão, Bolsonaro poderá reeleger-se.  
 
Jesus jamais ensinou coisas erradas, e tanto as desprezou que arrogou-se morrer numa cruz a aceitá-las. Jesus foi crucificado, mas não antes de transferir a seus discípulos a responsabilidade de salvaguardar sua Igreja. Hoje, Jesus é representado pelos bispos, padres, pastores evangélicos, espíritas e por algumas outras religiões ou seitas que também O seguem. São essas autoridades que assumiram a responsabilidade de nos orientar e mostrar o melhor caminho diante de encruzilhadas perigosas.  
 
É chegada a hora dos representantes de Jesus Cristo – esses que prometeram cuidar das ovelhas dele – posicionarem-se abertamente, orientando-nos em quem votar neste segundo turno. Este pedido vai mais para os bispos e padres católicos. Dos evangélicos, espero apenas a unanimidade, já que muitos se posicionaram, sem medo, defendendo em seus templos, e abertamente na internet, em qual dos dois os cristãos devem votar. Os bispos e padres, no entanto, com raras exceções, não nos aconselham, em suas homilias, a posição deles, nesta guerra política instalada.  
 
Aos que se abstiverem desta guerra – ficando em casa ou aproveitando a folga para outra atividade qualquer – seria bom que não o fizesse sem ler o que Mateus 27:24 relatou sobre a covardia de Pilatos, que não era marqueteiro, mas demonstrou conhecer o establishment tão apregoado hoje, já naquele tempo: simplesmente lavou as mãos. O resultado foi devastador, terminando na crucificação de Jesus Cristo e na soltura do ladrão Barrabás.  
 
Espero que nossos diretores espirituais nos indiquem o Norte que devemos seguir, porque jamais li nos livros de orientação religiosa – na própria Bíblia – que em alguma situação Jesus “amarelou” diante da necessidade de contestar o mal. Muitos de nós católicos estamos nos sentindo aquela ovelha perdida (Mateus 18:12-14), esperando que nossos orientadores tomem posição clara e insofismável, eliminando a possibilidade de nos tornarmos um país comunista.  

Sem a orientação do pastor, as ovelhas se dispersam. Perdoem-me os bispos, padres, pastores evangélicos e kardecistas, mas se não nos mostrarem que é religiosamente impossível ser cristão e votar num candidato que ameaça a fé da população cristã do Brasil, não farão jus àquele que morreu numa cruz, e que sempre ensinou o amor, a orientação e a própria salvação eterna a seus seguidores. 
 
Na dúvida para decidir, é só rememorar: os dois têm passado, e isso ninguém apaga. Com a palavra nossos orientadores cristãos. 
 
Aqui em Imperatriz ainda não ouvi nas homilias um padre sequer orientar, aberta e claramente, a posição que devemos tomar, como cristãos, neste segundo turno. Talvez seja bom lembrar (Mateus 26:34) porque de nada adiantará lamentar, como Pedro, depois que o “galo cantar”. Nossos padres obedeceram às ordens episcopais sobre o uso obrigatório das máscaras dentro das igrejas, mas, que eu saiba, ninguém os proibiu sobre o posicionamento cristão na hora de votar. Neste segundo turno não predomina o “tanto faz”, porque um dos concorrentes propaga objetivos totalmente adversos aos princípios cristãos. 

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