Clemente Viegas

Clemente Viegas

caminhos por onde andei

SÃO LUÍS, 405 ANOS – HIP, HIP - URRA!!!
Noite dessas, Minha Querida São Luís, eu sonhei com você. Sonhei que estava na Praça Benedito Leite, em frente ao Hotel Central. Lembrei-me então quando, no ano de 1962, você completou 350 anos. Eu estava lá naquela concentração, na Av. D. Pedro II, integrando o exército da minha Escola Técnica Federal, em que a nossa participação foi dar um grito de HIP, HIP, URRA!!! - UMA SAUDAÇÃO de amor e  bravura pelos teus 350 anos. Lembro-me que fomos correndo, de short e camiseta, do Monte Castelo ao cento e ...

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CHINA – UM DUPLA FACE
China era o bonitão do pedaço. Forte, atlético, simpático, mulherengo, cobiçado, saradão por natureza! Presidente do grêmio da União de Moradores, líder da galera do seu bairro. Falava  bonito, boa dicção. Dono de um corpo bem dividido, sem precisar fazer exercícios, tudo por conta da mãe-natureza!    CHINA vivia na proa da vida e quando resolvia dar um dedo de prosa, a galera em volta ficava boquiaberta. Só faltava ser carregado como fazem as saúvas. Conhece?
A mulherada em carne e osso, vivia caída pelo cara em tempo inteiro. E se ele ...

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CARTA ABERTA A JONAS RIBEIRO

EMÉRITO COLUNISTA SOCIAL DE O PROGRESSO

Meu caro Jonas Ribeiro (de velhas e memoráveis lembranças do colunismo social em mais de trinta anos) - saudações...

Já se vão perdendo na poeira do tempo velhas lembranças daquele nosso velho ido de 1987,  1988 e mais adiante, quando nos cruzávamos na penumbra ora no salão do Clube Tocantins ao som do saxofone de Raimundo Bossa Show, ora na penumbra da Boate Balaio, ora sob as luzes da calçada da Panificadora DULAR, ora na agitada “Boate ...

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BRILHA UMA NOVA LUZ NO INFINITO

Semana passada tomei conhecimento de que JOSÉ MOREIRA, o nosso “ZÉ MOREIRA”, uma das antigas pilastras desta cidade, havia partido do plano terra para  o infinito da vida eterna. E quando perguntei ao relojoeiro, que dividia o seu espaço com as instalações do serviço de som de MOREIRA, senti uma voz embargada em sua resposta e,  afinal, me disse que, em Goiânia, Moreira não resistira à cirurgia do coração.
Foi para mim um impacto que doeu e insistiu  doendo. E amarguei daí por diante uma odisseia ao encontro do seu ...

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OZÉBIA GRANDE
Lá pras bandas da minha Baixada, assim um tanto mais adiante, tem uma distinta  figura a qual não conheço pessoalmente – chama-se OZÉBIA GRANDE. OZÉBIA é Mãe de  Santo profissional, praticante dos cultos de magia. Temida e respeitada no seu ofício. Dois fatos que chegam ao meu conhecimento, me trazem uma “curiosidade” em conhecê-la pessoalmente. E qual nos meus tempos colegiais, também entrevistá-la. E vou fazer isso em breve.  Não sei por que cargas d’água o meu irmão paterno AFONSO tem lá suas simpatias com OZÉBIA GRANDE, esta que lhe conta suas bravatas e ele ...

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A SAGA DO MEU VELHO PAI
(e a escolaridade dos filhos)

Ainda nos tempos de capina e coivara e sol a sol, eu ouvia as declarações do meu pai: “quando me casei só tinha o dia, a noite e o caminho para andar”. Numa dessas meu pai mostrava suas vantagens na vida. Agora tinha um cavalo de cangalha, um burrico, um arreio de sela; uma casa de taipa e palha, uma posse de terras; tinha uma pistola (mauser) enferrujada que era o seu enfeite principal, tinha um luzidio dente de ouro, um charme e tanto! ...

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O DIA EM QUE A TERRA PAROU (de olho no lixão)
Tenho particular respeito e atenção pelos “lixões” por aí. Devo  explicar que nasceu do lixo, os meus primeiros passos na imprensa escrita. Na época, na capital, havia um carro aberto, um caminhão-basculante. Cá embaixo, garis jogavam latas de lixo e lá em cima um homem segurava e derramava o conteúdo na carroceria-basculante. Pessoas que passavam pelas ruas, fazia pilhérias com o homem da carroceria. Lá em cima. Chamavam-no de “goleiro”.  E provocavam os outros garis, dizendo que estavam ocupando a rua perturbando o trânsito. 
Certa feita, ...

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BENDITA, MÁQUINA DE ESCREVER!!!
Eu deveria  ter quinze anos, cursava o secundário, quando o meu pai me levou para o Curso de Datilografia, na Escola São José de Ribamar, do Professor Carlos Galvão, na Rua Agostinho Torres, no Bairro do João Paulo, em São Luís, capital. O curso era servido por quatro precárias máquinas de escrever que se somavam a uma quinta máquina, esta  xodó do mestre, que só era cedida com restrições aos alunos mais adiantados, em vias de conclusão do curso, este previsto para seis meses.
Eu estava no terceiro mês de frequência, quando ali ...

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