Clemente Viegas

Clemente Viegas

caminhos por onde andei

PRINCÍPIO, MEIO E FIM
(porque tudo na vida é um tempo)

Lá pras bandas daquelas terras onde o vento faz a curva, havia dois irmãos, latifundiários,  donos de légua de terras, tidos como ricos da região. E eram. Em meio àqueles roceiros cuja grande-maior parte morava em terras alheias; plantavam e pagavam aluguel em terras alheias, aqueles dois irmãos eram de fato ricos, tal como era do vozerio popular. Afinal, eles tinham canavial todos os anos, eram donos de engenho de fabricação de cachaça e açúcar mascavo e dispunham de nada menos do que uma dúzia ...

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A JANELA E O TEMPO
Diria que a JANELA DO TEMPO na nossa vida começa aos quatro... cinco anos e com ela as primeiras noções do mundo ao redor. E então a nossa janela vai-se abrindo, deixando entrar os primeiros raios de luz.
Lá em cima, janela aberta, cá embaixo a vida segue na certa! O tempo passa. Agora já estamos com 15, 16, 17 anos - é como se o sol da nossa vida já bata à nossa janela com mais definição. E então  começamos a ter mais consciência do mundo ao redor. E segue ...

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Textos que os faço para o programa CLUBE DA SAUDDE, Rádio Mirante AM, domingos, 07:45 hs, em cadeia com 19 emissoras de todo o Maranhão, na minha crônica “PÁGINA DE SAUDADE”
A CANÇÃO DE JERRY ADRIANY
Rolava meados e um pouco mais adiante dos anos 1960. A jovem guarda estava no ar; a Revolução de 64 estava no ar; as festinhas de baile em radiola e discos de vinil também estavam no ar. Eu era feliz e doido pra amar. É uma história que eu não vou nem contar... ...

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HOJE É O MEU DIA DE “SAN RAFAEL”
Pouco mais de meados dos anos sessenta. Eu tinha meus vinte e poucos anos.  Naquelas lindas tardes de domingo a Jovem Guarda estava no ar. Roberto, Erasmo, Vanderléia, Golden Boys, Renato e seus Blue Caps, Trio Esperança... E põe gente nesse baile!!! A esse tempo eu me ufanava de morar na Casa do Estudante Secundarista do Maranhão.  Cursava o Técnico. Era feliz e não sabia! Te juro!
Aos sábados, às noites, as “festinhas”, espalhavam-se pelos bairros capital, com suas luzes acesas. Eram bailes tocados a  radiola e disco de ...

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OS FRUTOS DA VIZINHANÇA
A PALAVRA DE DEUS dita em seu DÉCIMO MANDAMENTO: “Não cobiçai as coisas alheias”. Roberto Carlos, em “A Namoradinha de Um Amigo Meu”, que cantou para o um diletantismo, diz: “...  O que é dos outros não se deve ter”. Cioso de tais princípios é que começo e dou continuidade a este. Da minha cativa cadeira à “sala de jantar” que fica ao terraço externo (aos fundos) da minha casa, podia ver do outro lado do muro divisório à vizinha, a copa de um pé de ata (também conhecida por fruta do conde ...

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O ARATOÍ
Você já viu um aratoí? Conhece o aratoí? Tem ideias do que seja um AratoÍ? Se tiver resposta positiva, escreva à coluna, no endereço eletrônico abaixo  declinado. Eu ainda era um garoto, 5, 6, 7 anos de idade e, nas noites,  na casa do meu avô materno, à frente pouco ao lado do seu terreiro, eu costumava ouvir um canto solitário, “dissilábico” e monótono,  que hoje interpreto como triste e agourento. Era o canto do ARATOÍ. Jamais o vi “pessoalmente”. Era um tempo em que “criança não podia perguntar”. Então sufoquei em silêncio as minhas ...

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JEREBA
(um sábio que viveu no deserto)

Tocado pelos ventos do destino, tornei-me um morador perdido nos meus próprios horizontes, daquela cidade na Baixada, quando tinha então 27 anos, um anel de rubi ao dedo e um diploma de bacharel em direito. Corria o início dos anos setenta. Foi quando conheci um negro de cabelos carapinha e esbranquiçados, corpulento, falaz, eloquente, que se chamava JEREBA. De início logo me despertou o seu codinome: JEREBA, que naquelas bandas é uma conhecida espécie de urubu. Urubu  jereba.
Certa feita, nos acasos da vida, cruzei com JEREBA, ...

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EIS A NATUREZA! EIS A VIDA!
Certa feita um padre, durante o ato litúrgico, anunciava ou conjecturava a criação de um “jornal da comunidade”. E conclamava os fiéis a que se dispusessem a colaborar com o periódico. O padre, com tanta gente na solenidade referiu-se diretamente a mim e, nominalmente, me provocou a escrever para o jornal que, enfim, ao que eu saiba, nunca circulou.
Saí dali me questionando sobre o que escrever para um “jornal católico”, se não tinha qualquer experiência sobre esse viés. E fiquei fuçando na mente uma saída para atender ao clérigo ...

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