Clemente Viegas

Clemente Viegas

caminhos por onde andei

Abre parêntese: Estou de saída, viagem nº 55, vou à minha terra natal, 600 km, Baixada do Maranhão, onde trabalho dois sítios florestais: um que homenageia os meus pais, denominado MEMORIAL DE ANTÔNIO DE INEZ, outro que reverencio os meus avós: “MEMORIAL DOCA BARROS”. Fecha parêntese.

... DA MÁQUINA DE ESCREVER, ATÉ AQUI!

O meu pai (em memória) é o meu ídolo e herói. Dele sou fruto e a ele devo uma banda desse meu estar por aqui. O meu pai “estudou”, quer dizer: leu, tão somente até a “cartilha”, um livreto de oito ...

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caminhos por onde andei

Descobri aos “sete ponto três” anos de idade que um dos meus ”hobbys” é escrever um texto semanal denominado “PÁGINA DE SAUDADE”, para o programa semanal CLUBE DA SAUDADE, Mirante/AM, São Luís, domingos, oito da manhã.  Veja dois deles.

A LENDA DO PAU DA BARCA! – E A DEFESA QUE FIZ!

Anos de 1960 por aí assim. Eu era um colegial, 3ª. 4ª. série ginasial. Meio do ano. Voltei de férias pra casa, no interior, e tudo o que se falava por ali era uma BRINCADEIRA de bumba boi  (UMA BOIADA), com festa no ...

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“REFRESCO COM PÃO”                                                                        

(O GELADO DO SEU MUNDIQUINHO)

Seu Mundiquinho era, na minha cabeça, um bem-sucedido comerciante daquela minha cidade. Ele era dono e balconista único do seu “Bar do Mundiquinho”, em cujo estabelecimento haviam umas prateleiras esvaziadas, algumas poucas mercadorias do tipo “mercearia”, mas o forte mesmo era, ali, o “refresco com pão”, fosse de coco ou de maracujá. Enfim, um refresco com pão.

Os homens roceiros, analfabetos e descalços do interior que vinham à  VILA, montados em seus cavalos de cangalha para vender suas poucas coisas tinham dois pontos ...

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“RIBEIRO, GROSSO”

Éramos a CASA DO ESTUDANTE SECUNDARISTA DO MARANHÃO, no centro histórico da capital - uma casa obtida de um lesa-Estado e doada pelo Governo aos estudantes secundaristas do Estado, pobres, vindos do interior. Uns oitos apartamentos (quartos) lá em cima, um banheiro coletivo e mais a “GERAL” lá embaixo.  A GERAL era o inevitável destino primeiro dos calouros (recém-chegados), que iam subindo à proporção que os apartamentos “lá em cima” iam desocupando. Eu, por exemplo, morei na GERAL, acho que durante uns dois anos, e quando mudei para o apartamento de cima, sofri com ...

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Alguém já me  que meus textos “têm cara de novela das sete”. Não me regozijei nem me iludi – pois que disso eu já desconfiava. Meu amigo Dr. Lucas Filho, advogado, tornou-se meu leitor cativo e até me liga sorrindo, para comentar os meus textos e chega dizer que “se sente dentro da trama”. Vavá Melo, intelectual, meu conterrâneo baixadeiro, cometeu a insanidade de dizer que “teu estilo me fascina”. Itaerço Bezerra, poeta,  intelectual imortal e coisa e tal acaba de me dizer que “você me fez chorar de emoção... é a segunda vez que isso acontece”. Então ...

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“PARAFUSO DE CABO DE SERROTE”

Devo, para mim mesmo, o dever de transcrever a poesia que  intitula o presente texto, porque assim me prometi. É que estando presente ao lançamento do livro – MARILÂNDIA – vale de sonhos e lágrimas,  do meu amigo LIVALDO FREGONA, na Academia de Letras local, no “coquetel literário” que ali se celebrou, pude sorver  com prazer incontido a poesia  LIVALDO COMENDADOR, do incontido  prosador e poeta ITAERÇO BEZERRA, que publiquei nestes... CAMINHOS, na edição de domingo passado. 

Outro vulcão que ali rebentou foi “PARAFUSO DE CABO DE SERROTE” - ...

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(IN)FIEL DEPOSITÁRIO

E qual é o católico que não quer ser amigo ou ter algum grau de afinidade e de boas relações com o padre da sua paróquia? Os evangélicos não são diferentes! Viver sob as graças e  simpatia  do seu líder religioso é uma boa referência.  O sujeito tanto lá quanto cá pode até tirar uma “carta de seguro”, num indicativo de que está no bom caminho e até mesmo ganhando um lugar ao céu. Afinal, ser amigo do padre (para quem é do padre) ou ser amigo do pastor (para quem é do pastor), ...

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LIVALDO FREGONA
Certo dia nas minhas irresponsáveis divagações, eu me perguntava sobre “a quê e a quanto se deveria um LIVALDO FREGONA na Academia de Letras? Mais tarde passei a lê-lo e, nas linhas  e  entrelinhas dos diversos livros de sua autoria, encontrei  as respostas que se espalhavam, derramavam, alagavam!  E mais: na minha cara me esfregavam!
Nas voltas que o mundo dá, volta e meia encontro LIVALDO em minhas respostas. Certa feita, e eu doente, ele me prometeu uma visita, o que nunca aconteceu. Mal sei onde ele mora,  acho que nunca nem tomamos sequer ...

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Clemente Viegas

Viegas, Clemente Barros. (São Clemente papa e mártir). CLEMENTE vem do Almanaque de Bristol, antiga publicação do laboratório farmacêutico. Estudou as primeiras letras na escola da palmatória e dos joelhos ao chão, no sertão. Concluiu o curso primário (na terra natal), no tempo em que a escolaridade era levada a sério. Foi menino de recado e de mandado. Nos cursos Secundário e Técnico no internato da Escola Federal, onde ingressou via do “Exame de Admissão”. Cursou Direito, num tempo em que não havia celular, nem internet, nem FIES, nem as vantagens atuais. Não tinha livros, escrevia em papéis avulsos, taquigrafava as aulas ao verbo dos professores. Morou em casas de estudantes e cortiço, andava a pé, driblou o bonde, poucas roupas, curtiu a “Zona” e jamais dirá que “comeu o pão que o diabo amassou”. Trabalha desde os cinco anos, com intervalo dos onze aos vinte anos. Está na casa dos 73. Não brincou quando criança ou adolescente e na vida adulta tem três brinquedos que os leva a sério: 1 - Escreve a coluna CAMINHOS POR ONDE ANDEI; 2 - Escreve a crônica PÁGINA DE SAUDADE, Rádio Mirante/AM, domingos, há mais de dez anos; 3 - Tem uma “rádio”, com antena de 300 mm de altura, 1.000 a 1500 mm de alcance, com dois ou três ouvintes que, como você vê, “um que pode ser você”. É o rastro e a sombra de si mesmo. É o filho que veio e os pais que se foram. Superou milhares de concorrentes para nascer. É mais um na multidão e considera-se a escrita certa por linhas tortas, na criação do CRIADOR. Cumprimenta os seus interlocutores com votos de “saúde”! E diz aos semelhantes todos os dias que “...a vida continua”. (•) Viegas questiona o social. e-mail: viegas.adv@ig.com.br