Segundo o site da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD), acessibilidade é um atributo essencial do ambiente que garante a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Deve estar presente nos espaços, no meio físico, no transporte, na informação e comunicação, inclusive nos sistemas e tecnologias da informação e comunicação, bem como em outros serviços e instalações abertos ao público ou de uso público, tanto na cidade como no campo.

É um tema ainda pouco difundido, apesar de sua inegável relevância. Considerando que ela gera resultados sociais positivos e contribui para o desenvolvimento inclusivo e sustentável, sua implementação é fundamental, dependendo, porém, de mudanças culturais e atitudinais.

Acessibilidade ainda é um grande desafio, uma constante maratona. E além das barreiras físicas presentes, existem outras de natureza psicossociais que são inerentes às questões da pessoa com deficiência e que necessitam ser removidas: o preconceito, a ignorância e o medo.

Combater toda e qualquer forma de preconceito e discriminação é nossa obrigação como cidadão. A luta pela acessibilidade deve ser travada diariamente, em casa, no meio social e no trabalho. A nossa participação nesse processo é fundamental – respeitando as diferenças na construção do direito a cidadania, mas principalmente como atuantes e não meros expectadores.

Depende de nós assegurarmos o direito à igualdade, ao respeito ao próximo, não por imposição, mas por uma consciência de responsabilidade social, por sentirmos que o significado da fraternidade nos eleva enquanto seres humanos, pois somos responsáveis pela qualidade de vida de nossos semelhantes.

Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.

A cidade e seus espaços devem servir a todos e não somente a uma parcela da população. Esta deve ser o nosso desafio: a trajetória da caminhada do “ir e vir”, mas principalmente do “viver”.

Em nossa cidade, Imperatriz, em que pese a sua importância geográfica, econômica, cultural e política, ainda encontramos várias barreiras arquitetônicas e ambientais que dificulta, e até mesmo impedem, o sagrado direito de “ir e vir” das Pessoas Portadoras de Deficiência (PPD’s).

Estes obstáculos que a sociedade constrói no espaço urbano, nos edifícios, nos transportes, nos mobiliários e equipamentos impedem e dificultam a livre circulação de pessoas, sobretudo as pessoas que sofrem alguma incapacidade transitória ou permanente.

Basta circular pelo centro da nossa cidade para se verificar que ainda temos muito que construir em matéria de acessibilidade. Vivemos em uma cidade que não está preparada para receber pessoas com qualquer tipo de deficiência, totalmente inacessível.

Mas, quando se fala em acessibilidade no meio urbano não estamos tratando somente de responsabilidade do Governo Municipal. A responsabilidade em matéria de acessibilidade no meio urbano abrange ações que devem ser cumpridas pelos Governos Federal, Estadual e Municipal.

Finalmente, em razão da importância do direito de “ir e vir” das pessoas portadoras de deficiência, a fim de que possam viver com dignidade, e diante da responsabilidade da sociedade e do Governo Municipal em matéria de acessibilidade, a pergunta que se faz aos postulantes ao cargo de Prefeito de Imperatriz, é como pretendem desenvolver políticas púbicas a fim de resolver os seguintes problemas atualmente existentes no meio urbano da nossa cidade?

a) calçadas, passeios e calçadões com pavimentação esburacada e desnivelada com canteiros e projeção de vegetação na calçada;

b) falta de rampas;

c) rampas íngremes;

d) escadas com degraus variando na largura e altura, piso escorregadio, falto de corrimão e guarda-corpos;

e) estacionamentos sem vagas para PPD’s;

f) jardins e praças sem proteção em torno dos troncos de árvores;

g) equipamentos mal colocados tais como: telefones, bancas de jornal, caixas de correio, cestos para lixo etc;

h) falta de acesso a hospitais, escolas, bancos, supermercados, cinemas, igrejas, clubes etc; meios-fios altos;

i) telefones públicos e caixas de correio altas;

j) falta de banheiros públicos;

k) falta de sinalização de rampas e passarelas;

l) falta de sinalização para as PPD’s;

m) falta de sinalização para motorista.

Com a palavra, os(as) candidatos(as) ao cargo de Prefeito(a) de Imperatriz!