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04/09/2021 às 00h00min - Atualizada em 04/09/2021 às 00h00min

Livros & Leitura

Da Redação
GB Edições

Alma Armênia

Madga Tagtachian faz parte da terceira geração de armênios na Argentina. A escritora e jornalista empresta a descendência para Alma, protagonista de “Alma Armênia”. Reconhecida internacionalmente pelo trabalho de valorização da história do povo armênio, Magda reflete na obra publicada pela VR Editora as experiências pessoais sobre a cultura. Depois de se apaixonar pelo filho do editor-chefe do jornal no qual ela trabalha, um homem casado, Alma decide viajar ao Oriente Médio para se reconectar com suas raízes e se desvincular deste amor proibido. É neste movimento ousado que encontra muito mais do que imagina: conflitos internos e externos com uma infinitude de possibilidades. Além da descendência armênia, há outros detalhes que aproximam a escritora da protagonista. Madga trabalhou por 20 anos no jornal argentino “Clarín”, assim como Alma, que antes da viagem atuou por 18 anos no “Boston Times”. A desconexão com o emprego foi outro motivo que impulsionou a personagem a abandonar o país e mergulhar nas suas origens. Ao longo das páginas, a história faz paralelos dos acontecimentos com movimentos de xadrez, jogo muito popular na Armênia que Alma aprendeu com o seu avô. Conflitos políticos contornam a narrativa e enriquecem a produção com a realidade histórica do Oriente Médio. Amor, autoconhecimento, história e cultura envolvem as 464 páginas de “Alma Armênia”.
 

Uma Ponte para Istambul

Em 1929, um fragmento do mapa-múndi foi encontrado em uma prateleira empoeirada do Palácio Topkapi, em Istambul. Confeccionado em 1513, sobre couro de gazela, o objeto suscitou muitas questões. Por exemplo, a Ilha de Marajó que aparece em destaque só seria descrita oficialmente pelos portugueses em 1530. Como, então, um almirante turco poderia saber tantos detalhes da costa brasileira quase duas décadas antes? O Mapa de Piri Reis é um dos enigmas do mundo real transplantados para a ficção “Uma Ponte para Istambul”. O romance da escritora Maria Filomena Bouissou Lepecki tem o enredo entrelaçado a este e outros quatro objetos arqueológicos: o helicóptero de Abydos, do Egito; o aeroplano de Saqara, que se encontra no Museu do Cairo; as baterias de Bagdá; e a moeda fenícia  com um possível mapa-múndi microscópico disfarçado de grama sob as patas do cavalo. Estes artefatos ajudam a contar a trajetória de Catarina, ou Arzu, uma jovem professora de História do Brasil que viaja para Istambul à procura das próprias origens. Ao confrontar sua metade turca em um palácio Otomano do Século XIX, ela experimenta uma aventura insólita que a transporta no tempo. Concomitante à experiência de conhecer a vida no harém dos sultões, a protagonista intercala relatos que transportam o leitor para o Brasil, mais especificamente a Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Objetos e cheiros ativam as memórias de Arzu sobre a zona sul da cidade, onde a professora lecionava para adolescentes em um colégio particular, a duas quadras do mar. Com 208 páginas, o livro é da Editora SGDZ.
 

Batendo o Mercado

Peter Lynch transformou Wall Street com as melhores estratégias de investimento. O grande legado desse gênio do mercado foi desenvolver estratégias poderosas, com altas taxas de retorno e, ao mesmo tempo, acessíveis ao investidor comum. É com este público que o autor dialoga em “Batendo o Mercado”, novidade que chega ao leitor brasileiro por meio da editora Edipro. Gestor de fundos número um dos Estados Unidos, o autor ensina a montar uma carteira de investimentos vencedora e, de fato, “bater” o mercado. Tanto ao investidor iniciante quanto aos experientes em busca de aperfeiçoamento, Lynch dedilha a fórmula que passa por questões primordiais, como realizar uma pesquisa própria para decidir em qual empresa investir. Também ensina como elaborar uma estratégia para escolher os melhores fundos mútuos e toca em um ponto-chave: praticar o “invista no que você conhece”. “Batendo o Mercado” resume as lições mais importantes vivenciadas por Peter Lynch em duas décadas de investimento. Como selecionador de ações, ensina que não se deve presumir nada. É preciso acompanhar as histórias, pesquisar e pesquisar mais. “Atrás de cada ação está uma empresa. Descubra o que ela está fazendo”. A obra é a segunda publicação da editora sobre o mercado financeiro, após o best seller instantâneo “O Mais Importante para o Investidor”. As duas obras inauguram um catálogo totalmente dedicado aos grandes clássicos do investimento. A obra tem 378 páginas.
 

Voltar para Mim

Um romance envolvente para quem procura uma leitura contemporânea e também um lembrete que é possível recomeçar em qualquer momento da vida. Gina, protagonista de “Voltar para Mim”, representa grande parte das mulheres em todo o mundo: profissional, esposa e mãe. É aos 45 anos que se percebe presa em um mundo que não a preenche mais e decide fazer uma viagem que provoca incerteza em todos que ficam. Este é o enredo da escritora argentina Laura G. Miranda, reconhecida e premiada internacionalmente. A obra, publicada no Brasil pela VR Editora, convida cada leitor a questionar a própria realidade conforme as dores da protagonista são apresentadas, como a falta de conexão com o marido depois de anos de relação, a dificuldade de se colocar em primeiro lugar e não saber o que fazer após o crescimento dos filhos. Gina sabe que inevitavelmente será julgada, porém tem a certeza que precisa seguir em frente e reencontrar a si. Ela quer voltar a ser a pessoa que habita o próprio corpo, se reconectar e se redescobrir. O sentimento de invisibilidade e a falta de sintonia só se confirmam quando a personagem decide, mais uma vez, expor ao marido a realidade que sente. “Voltar para Mim” inaugura a Coleção Romântica da VR Editora. O livro tem 502 páginas.
 


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