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29/08/2021 às 10h27min - Atualizada em 29/08/2021 às 10h27min

Livros & Leitura

Da Redação
GB Edições

Crônicas de Uma Pandemia

O que passear de tuk-tuk na Índia tem a ver com o sucesso musical de 1985 “We Are The World”, George Orwell e os apagões em Cuba? Conexões imperceptíveis a olhares menos sensíveis são afloradas na visão intimista de Gustavo Miotti, em “Crônicas de Uma Pandemia – Reflexões de um Idealista”. Viajante nato, o autor uniu experiências pelo mundo a reflexões sobre a condição humana nos dois principais sistemas socioeconômicos. Destinos complexos como Coreia do Norte, Etiópia e Cuba são abordados na primeira parte da obra. Em “Sob a Sombra do Comunismo”, Gustavo compartilha histórias, descobertas e a impressão de um brasileiro acerca das imposições da doutrina econômica no cotidiano de homens e mulheres. Pequenos detalhes ascendem observações analíticas sobre temas que vão da política à ciência. O autor também narrou uma viagem à antiga Tchecoslováquia, pois “queria conhecer a vida do outro lado do muro e como estavam se adaptando à democracia”. O país, que em 1992 fazia transição entre o comunismo e o capitalismo, chamava a atenção do então jovem viajante por conta da beleza da cidade de Praga e de um personagem em especial: o presidente Vaclav Havel. Após discorrer sobre a experiência coreana, o autor atravessa o Oceano para dissecar os Estados Unidos. Intitulada “A Fragilidade da Femocracia”, a segunda parte do livro mergulha naquele que talvez seja o principal paradoxo da  mais antiga democracia do mundo: a luta pela igualdade racial. Da escravidão à guerra civil, as crônicas adentram no período pandêmico para revelar as investidas da Casa Branca em tentar abrandar as estatísticas desoladoras no país, onde o autor vive há cinco anos. Quem se interessa por política, cultura e relações internacionais encontra em “Crônicas de Uma Pandemia” um panorama sociocultural contemporâneo na perspectiva de um brasileiro que percorreu mais de 70 países. Além do Brasil e EUA, Gustavo Miotti morou também na Itália, Reino Unido e estudou na China e na Índia. Empresário e Cientista Econômico, atualmente pesquisa atitudes relativas à globalização em seu doutorado. Com 170 páginas, o livro é da Editora Buqui.

Ambição que Mata

O final trágico de Cida, em “Ambição que Mata”, poderia ser a história de muitos professores. O Brasil já foi apontado como o país com o maior número de casos de agressões contra estes profissionais. A ficção do premiado e pós-doutor em romance policial, Joaquim Rubens Fontes, tem justamente este propósito: discutir os problemas da vida e da violência nas grandes cidades. Na história, a misteriosa morte da professora universitária impactou todo o Rio de Janeiro. Atingida por um tiro na nuca, Maria Aparecida foi encontrada dentro do próprio carro. Em meio a uma busca policial repleta de falhas, um ex-repórter decide investigar o assassinato por conta própria para que a filha da protagonista não fique desamparada. O drama se desenvolve com a luta da mãe de Cida, Dona Teresa, para assumir a guarda da neta. Principal suspeito do crime, Alcindo quer ficar com a filha interessado na herança deixada pela ex-mulher, que já era explorada financeiramente por ele. No meio do imbróglio, velhos amigos e antigos amantes de Cida aparecem como suspeitos. As expectativas do delegado Gomes Filho, porém, não se confirmam. Sem pistas para seguir, a polícia estava prestes a encerrar as investigações. O caso, então, atrai os olhares de Da Mata, um misto de jornalista, professor e investigador. Contratado por parentes e amigos de Dona Teresa, ele toma frente da investigação para descobrir quem é o assassino. Com 236 páginas, o livro é da Casa do Escritor.

Somos Todos Malas

Aquele cunhado que insiste em pedir dinheiro emprestado; a amiga que coloca os outros em uma roubada; a namorada ciumenta e controladora; o passeio frustrante daquele fim de semana; os adolescentes que aprontam com os pais; a tia casamenteira que quer ver os sobrinhos no altar... Em “Somos Todos Malas”, com olhar preciso e diálogos afiados, a mestre e doutora em Letras Daniela Yuri Uchino faz um raios X da sociedade-mala do Século XXI. São 20 histórias cheias de ironia e brasilidade que, além de divertir, ajudam o leitor a aprimorar o olhar crítico sobre si mesmo, a família e os relacionamentos. As situações desconfortáveis provocadas pelos vários tipos de “mala sem alça” têm por inspiração algumas experiências reais da autora e, a grande maioria está baseada em suas observações e análises críticas do comportamento da sociedade brasileira atual. É por isso que o livro atende à expectativa dos leitores; tanto dos que buscam apenas o entretenimento, quanto àqueles que desejam mergulhar nas camadas mais profundas da obra.   Entre as referências literárias da autora em “Somos Todos Malas” está o escritor, humorista, cartunista e romancista brasileiro Luis Fernando Veríssimo. Ao satirizar as situações vivenciadas pelos personagens, oferece um despertar para o processo de empatia entre as pessoas; desta forma, Daniela cumpre um de seus propósitos que é o de tirar o leitor de sua zona de conforto. Então, tenha cuidado e atenção, porque como diz a autora: “Somos todos malas e juntos vivemos em sociedade” . Com 268 páginas, o livro é da Casa do Escritor.

A Casa das 100 Janelas

O enredo de “A Casa das 100 Janelas” gira em torno do fictício Solar dos Fortes, uma velha construção que remete às antigas fazendas localizadas entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Os elementos do passado colonial e escravagista brasileiro são a base para contar uma jornada de remissão e de horror fantástico nos dias atuais. O protagonista desta história é Chico Rezende, um homem negro que, quando criança, deixou a cidade após seu pai ser acusado de assassinar Adélia Fortes, a esposa do patrão. Ele volta a Bel Parque depois de 30 anos para recuperar o passado perdido e redimir os pecados e horrores que assombram uma velha casa amaldiçoada. Ao trazer o imaginário popular e a história brasileira como ponto de partida para o thriller, o autor promove e contribui para a ainda tímida literatura nacional do gênero. “É uma história de horror numa cidade brasileira, com todas as características que identificam esse lugar, com vínculo no nosso passado histórico, dramas familiares e sociais presentes no cotidiano”, comenta. Jefferson Sarmento aprendeu a gostar de histórias de horror com “O Fortim”, de F. Paul Wilson, mas foi com Stephen King que veio a maior inspiração – de “Cemitério” a “It, A Coisa”, passando por “O Iluminado” e “A Hora do Vampiro”. E são adultos como ele – adolescentes na década de 1980 – e o público jovem aficionado pela literatura de horror de quem o autor espera maior adesão. O livro tem 512 páginas.

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