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21/08/2021 às 10h48min - Atualizada em 21/08/2021 às 10h48min

Conheça a esgrima em cadeira de rodas na Tóquio 2020

Brasil será representado por quatro atletas, entre eles, Jovane Guissone (foto), ouro nos Jogos de Londres (2012). Disputas começam às 21h da próxima terça-feira (24).

Agência Brasil - Rio de Janeiro
Agência Brasil
Ouro em Londres 2012, Guissone é um dos quatro brasileiros na disputa - Foto: © Marco Antonio Teixeira/MPIX/CPB/Direitos Reservados

  
A delegação brasileira da esgrima em cadeira de rodas está em Tóquio com quatro atletas, um deles é Jovane Guissone, ouro na Paralimpíada de de Londres, em 2012, que vai em busca do segundo pódio no Japão. A medalha conquistada pelo gaúcho na espada individual continua sendo, até hoje, a única do país na esgrima, seja em Paralimpíadas ou Olimpíadas. As disputas na Tóquio 2020 começam na próxima terça-feira (24), dia da cerimônia de abertura, a partir das 21h (horário de Brasília).

Atletas classificados para Tóquio 2020 na esgrima em cadeira de rodas - Mônica Santos, Vanderson Chaves, Jovane Guissone e Carminha Oliveira

Atletas classificados para Tóquio 2020 na esgrima em cadeira de rodas - Mônica Santos, Vanderson Chaves, Jovane Guissone e Carminha Oliveira

Mônica Santos, Vanderson Luís Chaves  Jovane Guissone e Carminha Oliveira são os esgrimistas que representarão o Brasil a partir da próxima terça-feira (24), na Paralimpíada de Tóquio -  Reprodução Twitter/Conf Bras Esgrima

A modalidade adaptada à cadeira de rodas é uma das mais tradicionais dos Jogos e sua história está ligada ao próprio fundador do Movimento Paralímpico, o neurologista alemão Sir Ludwig Guttmann, naturalizado britânico. Após a Segunda Guerra Mundial, Guttmann organizou uma competição na cidade Stoke Mandeville (Inglaterra), que reuniu soldados veteranos com lesão na medula espinhal.

O evento deu tão certo que foi ampliado em 1952, passando a receber competidores da Holanda. Era o início de um movimento internacional que defendia esportes olímpicos para atletas com deficiência. O sonho de Guttmann se concretizou alguns anos depois, em Roma, com a realização em 1960 da primeira Paralimpíada da história, e a esgrima em cadeira de rodas foi uma das modalidades debutantes.  

Categorias

Os atletas competem em categorias, conforme o comprometimento físico. Na categoria A estão atletas com mobilidade no tronco, amputados ou com limitações de movimento. Já aqueles com menos equilíbrio e reduzida mobilidade no tronco disputam na categoria B. Por fim, na categoria C, estão os tetraplégicos, com dificuldades nos movimentos do tronco, mãos e braços.

Assim como na esgrima convencional, na modalidade adaptada as provas são com espada, sabre e florete, e o objetivo é o mesmo: vence que faz mais pontos a cada toque da ponta da arma no tronco do adversário. 

Brasileiros

Aos 38 anos, o medalhista Guissone (categoria B) chega com moral alto em Tóquio. As conquistas mais recentes na longa lista de triunfos do atleta são o ouro na espada em 2020 na Copa do Mundo de Eger (Hungria) e, um ano antes,  o bronze na espada na Copa do Mundo de Amsterdã (Holanda). Jovane começou a praticar esgrima há 13 anos, após sofrer uma lesão na medula ao ser atingido por disparo de arma de fogo durante um assalto. 

Também na categoria B está Vanderson Luís Chaves, de 27 anos. Nascido em Porto Alegre, o esgrimista tem no currículo duas prata seguidas no florete nas edições de 2016 e 2018 do Campeonato das Américas. Quando tinha 14 anos, Vanderson sofreu um acidente doméstico com arma de fogo, que lhe tirou a mobilidade das pernas.

A única estreante em Paralimpíada é a paranaense Carminha Oliveira, de 31 anos (categoria A), que se encantou por esportes em geral ao assistir as disputas da Rio 2016 pela tevê. A esgrimista foi prata na espada no Regional das Américas em Sakatoon (Canadá). Carminha tem uma atrofia na parte inferior da perna direita, em decorrência de uma vacina vencida de poliomielite. 

A segunda brasileira na disputa na categoria A é Mônica Santos, de 38 anos, os últimos oito dedicados à esgrima. A atleta, que estreou na Rio 2016, tem no currículo o feito de ter sido a primeira brasileira a ser campeã em um torneio internacional, com ouro no florete e bronze na espada no Regional das Américas de 2015, em Montreal (Canadá). Mônica ficou paraplégica após o parto, em razão de um angioma medular diagnosticado durante a gravidez.
 


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