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21/08/2021 às 16h40min - Atualizada em 21/08/2021 às 16h40min

Conheça os atletas que representam o Maranhão nos jogos paralímpicos

Com três representantes do estado, Brasil tem boas chances de vitória na competição, que começa agora em 24 de agosto.

Da Redação
* Com pesquisa na Internet
Arte: Divulgação
  
Terminada a temporada olímpica de 2021, o mundo se prepara para dar início a mais um jogo de aposta: às Paraolimpíadas, competição que irá ocorrer entre os dias 24 de agosto e 5 de setembro, em Tóquio, no Japão. O evento, que é considerado o segundo maior do mundo, contará com a participação de 3661 atletas, de 135 países, entre eles o Brasil.

Assim como nas Olimpíadas, nos jogos Paralímpicos, o Maranhão também mantém representatividade: das 253 pessoas que integram a equipe brasileira, três nasceram no estado e são destaques importantes nas modalidades de vôlei, futebol e atletismo. Entre os nomes estão Pâmela Pereira, de 33 anos, atacante de vôlei sentado, Jardiel Vieira Soares, de 23 anos, integrante da Seleção de 5, e Rayane Soares, de 24 anos, destaque no atletismo para pessoas com baixa visão.

As expectativas de medalhas são grandes, já que nas últimas Paraolimpíadas, realizada no Rio de Janeiro, em 2016, o Brasil conquistou importantes resultados – os jogadores do futebol de 5 venceram a competição e as meninas do vôlei, incluindo Pâmela, ficaram com o bronze. Além disso, a Rayane conquistou a medalha de Ouro no Campeonato Mundial de Atletismo Paralímpico, acontecido em Dubai, no ano de 2019.

Pâmela Pereira é destaque na categoria de vôlei sentado

A competidora, que nasceu em Balsas, no Maranhão, precisou amputar a perna esquerda após sofrer acidente de moto no ano de 2014. O ocorrido não impediu Pâmela de praticar vôlei, tanto que, meses depois, a atleta já estava disputando competições nacionais. Em 2016 recebeu o convite para integrar a seleção brasileira, contribuindo com o título de bronze para o país.

Essa é a segunda participação de Pâmela, que faz parte da equipe de Vôlei Sentado com mais 11 pessoas. A atleta está em busca da segunda medalha para a categoria – em que podem competir homens e mulheres que tenham deficiências relacionadas à mobilidade. Durante o jogo, participam da disputa 12 jogadores – 6 de cada time.

A quadra é menor (10 metros de comprimento por 6 metros de largura) e dividida por uma rede de altura inferior à das Olimpíadas (1,15 metros no masculino e 1,05 metros no feminino). Cada set é composto por 25 pontos corridos, mais um Tie-Break de 15. Para vencer, a equipe deve sair vitoriosa em três sets.

Jardiel Vieira Soares é promessa no Futebol de 5

Nascido em Pinheiro, no Maranhão, o jovem atleta de 23 anos é uma das promessas da seleção brasileira do Futebol de 5 nas Paraolimpíadas. O jogador, que atua na posição de ala, possui deficiência visual em decorrência a uma toxoplasmose congênita, e foi revelado pelo time Escema, do Maranhão. Depois de se destacar em times como Cedemac – em que foi campeão da série B e competiu em três finais seguidas na série A – foi convocado pela seleção brasileira para disputar as Paraolimpíadas.

A categoria do Futebol de 5 é exclusiva para atletas que possuem algum tipo de deficiência visual – apenas o goleiro tem visão completa, porém esse não pode ter competido pelos últimos 5 anos em jogos oficiais da Fifa. As disputas podem ocorrer em quadras de futsal adaptadas às necessidades dos jogadores ou então em campos de grama sintética. Os times são formados por um goleiro e quadro jogadores que atuam na linha, e a partida é estabelecida em dois tempos com 25 minutos cada – e intervalo de dez minutos.

Rayane Soares dispara como forte competidora

A jovem atleta de 24 anos nasceu em Caxias, no Maranhão, e desenvolveu microftalmia bilateral congênita, o que prejudicou a sua visão. Iniciou sua carreira no atletismo em 2015, após o envolvimento com um atleta. Em 2015, a competidora ganhou a medalha de prata na categoria de 100 metros, nos jogos Parapan-americanos de Lima e, em 2019, conquistou ouro no mundial na cidade de Dubai, na categoria de 400 metros da modalidade T13. 

Nas Paraolimpíadas, o atletismo pode ser disputado por homens e mulheres, e está subdivido em provas de pista e provas de rua, com atividades de corrida, saltos, lançamentos e arremessos. Os participantes são separados em grupos de acordo com a sua deficiência.  
 

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