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06/08/2021 às 19h43min - Atualizada em 06/08/2021 às 19h43min

4 anos sem Jonas Ribeiro

Raimundo Primeiro
Foto: Arquivo/O PROGRESSO
 
Na data de ontem, 6 de agosto, Imperatriz perdia Jonas Ribeiro, colunista social de O PROGRESSO. Homem de fino trato, gentil, que primava por fazer amizades e circular irradiando alegria entre os colegas do jornal, sobretudo o pessoal da Redação e da Diagramação. Da Direção ao colaborador mais simples, tratava a todos com respeito, característica que marcou, aliás, a sua trajetória profissional, divulgando os colunáveis (homens e mulheres de destaques), daqui e de outras regiões.

Não só o meio em que militava, contando os bastidores, na condição de cronista social, mas Imperatriz amanheceu triste naquele 6 de agosto de 2017, um domingo. 

Durante três décadas, Joninhas, como ele era mais conhecido, principalmente entre familiares e amigos, trouxe a tona os bastidores dos acontecimentos sociais de Imperatriz e região.

Foi, aliás, pioneiro, criando estilo único, inclusive na forma de escrever os fatos para a sua “News”, coluna publicada  diariamente, aqui, nas páginas de O PROGRESSO.

Escrevia, com seu jeito próprio de ser, algumas vezes, “infringindo” as orientações da Editoria. O que tinha de predominar, entretanto, era a informação. Com maestria, conseguiu, durante 30 incansáveis anos, falar de tudo e, sobretudo, Imperatriz. Notas aqui, notas acolá, desta forma, a área social vinha à baila.

Muitas vezes, os editores, na Redação, orientaram-lhe. Ultimamente, a missão ficava por conta do Coriolano Filho, o Coló, “Comodoro” dos redatores e repórteres. Ou seja, editor-chefe.

Joninhas era assim: objetivo/subjetivo, mas, principalmente, direto. Tal qual aos grandes craques do nosso futebol, atuou em diversas posições. Quero ressaltar, assim, porém, ter ele conseguido “jogar” bem nas mídias impressa e eletrônica. Escreveu para jornais e revistas.

Ao mesmo tempo, Joninhas passou por emissoras de rádios e TVs. Foi uma espécie de Neymar. Só que, para nossa alegria, no âmbito do jornalismo.

Não veremos mais o sexteto do colunismo social junto. Refiro-me a Jonas Ribeiro, Maria Leônia, Teresa Eugênia, Linda Veloso, Jussara Cerqueira e Hélio de Oliveira.

Tive o prazer de tê-lo como colega de trabalho, aqui em O PROGRESSO. Fiz parte de seu “time”, ajudando na confecção/preparação da Coluna “News”.

Sorridente, algumas vezes, aconselhador, Joninhas não parava. Algumas vezes, tive a satisfação de, a seu pedido, escrever para a “News”, uma das colunas sociais mais lidas no Maranhão, tendo em vista o jornal circular em outras regiões, inclusive na capital, São Luís.

Algumas vezes, quando ele esteve em São Luís, em tratamento de saúde, fui seu substituto. A assinatura, todavia, permanecia sendo dele. Jonas Ribeiro, era Jonas Ribeiro, uno. Único e, sobretudo, envolvido naquilo a que se propunha desempenhar.

A exemplo dos verdadeiros colunistas sociais, entre os quais Ibrahim Sued, Joninhas, apesar de doente, não esmorecia. Sob o auxílio dos colunáveis, conseguia captar informações relevantes e, na sequência, publicá-las na sua “News”, aqui no nosso O PROGRESSO.

Era preciso ficar antenado, ou plugado e, parafraseando Sued: “olho vivo, que cavalo não desce escada”. Para Jonas Ribeiro, a inquietude do jornalista tinha de aflorar. Falar mais alto. Prevalecer!

Joninhas, verdade: o “homem realmente grande é tolerante, humilde e modesto”. Mesmo sendo o colunista social de um dos principais diários em circulação hoje em dia nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, você continuou simples, não deixando de ser elegante.

Não poderia ser diferente, obviamente, pois era espírita. Amadurecia-se. Gradativamente, moldava-se.

Foi titular. Permanece vacante o cargo exercido competentemente por você.

Continue, onde estiver, sendo o colunista de sempre. 

Joninhas, abraços de todos nós!

Abraços de diretores e colaboradores, ou seja, dos colegas aqui de O PROGRESSO!

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